09. NADA MUDA

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Pequenos ruídos começaram a invadir os ouvidos de Olívia, fazendo seu cérebro se por despertá—la, juntamente com seus sentidos, eram ruídos incômodos, sem mencionar os murmúrios de voz que adentravam seus ouvidos, fazendo seus tímpanos vibrar, respondendo a tais sons, que poderia ousar a dizer que estavam ameaçando a lhe causar uma dor de cabeça .

Completamente sonolenta , virou seu corpo para o lado contrario, jogando sua mão para o espaço a sua frente, assim que seus dedos iniciaram contato com o lençol frio e macio , sua mente foi tomada por recordações da noite passada, inspirando profundamente o ar, seu interior, sentimentos, se fizeram uma completa confusão, que a obrigou abrir rapidamente as pálpebras, encontrando o lugar a sua frente vazio.

Uma sensação estranha invadiu seu interior, pois parte de si ansiava por encontrar Lionel  ao seu lado, era algo estranho, talvez fosse seus hormônios ou carência que necessitava sentir ter alguém ao seu lado, mesmo que fosse seu marido, que a odiava, pois sentia—se usada ao acordar solitariamente, como se seu corpo apenas servisse para satisfaze—lo e alimentar seu ego masculino , que buscava vingança.

Mas era inegável que mesmo aquele homem sendo vingativo na noite  anterior, havia lhe proporcionado tamanho prazer, a ponto de deixar seu corpo ainda sensível, sem mencionar as marcas daquele ato selvagem, que haviam  compartilhado ; virando—se de barriga para cima, levantou o lençol que envolvia seu corpo, levando curiosamente seus olhos até seus seios e os encontrando vermelhos, como se fosse hematomas, era incrível como aquelas marcas não doíam,  talvez fosse porque foram feitas em um momento que seus hormônios estavam em tamanho reboliço e seu corpo com uma adrenalina incrível e prazerosa.

Cerrando suas pálpebras e chacoalhando sua cabeça, jogou o lençol que escondia sua nudez, se pondo em pé, enquanto sua mão direita penteava suas madeixas para trás, caminhou até o banheiro, se dirigindo até o box transparente de vidro, logo ligando o chuveiro e deixando a água quente cair sobre seu corpo , relaxando seus músculos e a fazendo notar o quão sensível estava sua pele .

Agarrando o sabonete e o deslizando por seu corpo, cerrou suas pálpebras, quando chegou ao seu torso e descendo até seus seios, como se seu sentido sexual a obrigasse recordar da noite prazerosa que tivera, mesmo não sendo nada romântico, era inegável, mas homem algum havia lhe proporcionado tamanho prazer, afinal com Juan era um ato romântico, mas com Lionel , era extremamente prazeroso pela agressividade, falta de pudor e libido; assim que suas mãos alcançaram sua intimidade, pode comprovar o quão sensível estava, mas de uma maneira estranha , aquela sensibilidade a excitava, sim estava excitada de novo, com apenas seu toque e as recordações daquele enorme membro que a havia invadido naquela noite .

Ignorando a luxuria  que seu corpo sentia, obrigou—se a terminar aquela higiene, tão logo saindo e se dirigindo até o closet, onde trajou um confortável vestido, mesmo sabendo que daquela prisão não sairia, não era habituada a ser desleixada, arrumando—se, mesmo que fosse somente para ela apreciar, se pôs a maquiar em frente ao espelho da penteadeira . 

Ainda ouvindo estranhos ruídos e vozes no andar debaixo, pousou o lápis que terminar de passar em seus olhos sobre aquele móvel de madeira, com um olhar curioso, caminhou em passos largos até porta, logo passando por ela alcançando o corrimão da escadaria, com o olhar voltado para o andar debaixo, pode encontrar Olga , falando com alguém na porta.

—Obrigado rapazes – agradeceu , cerrando a porta

Olívia achou estranho, se indagava o que estaria se passando naquela casa,  a poucos degraus do fim da escadaria, pode avistar inúmeros embrulhos ocupando o saguão de entrada, eram incontáveis embrulhos, coloridos, que envolviam enormes caixas .

—Bom dia senhora – saudou Olga, com um sorriso nos lábios, ao avistar Olívia

—Bom dia Olga – saudou Olívia, meio confusa com aquela situação – O que são esses embrulhos? – indagou prontamente, buscando sanar sua curiosidade.

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