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Capítulo 18

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POV Narradora

A noite estava agitada no centro. Boates estavam lotadas e o barulho das músicas altas se misturavam. Em uma dessas casas de shows se encontrava Jennie. A doutora estava aos beijos no sofá com Irene. Havia vários copos de bebidas pela mesa.

– S-se acalme, doutora. Vamos esperar até chegarmos na minha casa. – Jennie descia os beijos para o pescoço quando, sem querer, Irene toca no cordão que a médica usava. A mulher puxa para fora o alarme que Jennie escondia por dentro da camisa. – Hm...? O que é isso? Uma daquelas coisas de alarme de emergência? – A médica parecia desconfortável ao ver Irene segurando o alarme de Lalisa. – Não me diga que você está tão preocupada com um paciente que você foi atada 24 horas por dia. – Debochou com um sorriso borsal. Jennie assumiu uma postura defensiva, se afastando da mulher.

– Isso não é da sua conta. – A médica puxa de volta o cordão. – Estou tomando medidas preventivas, só isso. – Ela estava levemente irritada por alguém fazer piada com algo que é tão sério para ela.

– Indo tão longe apenas para estar pronta para o problema. Esse seu paciente deve estar mesmo em condição crítica ou em coma ou algo assim. – Sorriu. – Bem, você tem razão. Coisas de médico, não é nada da minha conta. – Jennie virou uma garrafa de cerveja. Ela se perguntava porquê de estar tão irritada. – Embora você realmente devesse se soltar nas suas horas livres. Trabalho e brincadeira não combinam bem, afinal de contas. – Ela se aproximou da doutora. – Está ficando tarde. Deveríamos voltar? Tenho certeza que podemos encontrar algo divertido para fazer na minha casa. – Disse com um tom de malícia.

– Não está noite, Irene. Estou cansada. Acho que apenas vou para casa dormir. – Se levantou. – Desculpa. Vamos fazer isso outra hora.

– E-Ei! Espera... Você vai embora assim? Mas eu... Por quê... Jennie...? Jennie?! – A médica nem se quer olhou para trás. – Ugh, que diabos! O que se passa com ela?! Além disso, ela estava tão afim mais cedo... – Bufou.

Jennie andava pela multidão em direção à saída. Ela ficara pensativa desde o momento em que Irene puxou seu cordão. Talvez, ao ver aquele alarme, a médica tenha lembrado automaticamente daqueles olhos e por algum motivo, não conseguia mais pertencer à sua antiga realidade. Talvez, só talvez, ela já estivesse pertencendo somente à pequena tailandesa.

No lado de fora, as ruas não estavam muito movimentadas. Jennie olhou em seu relógio.

– Já são duas da manhã. Ela deve estar dormindo profundamente agora. Eu só estaria acordando ela se voltar esta hora. Para onde eu vou agora?

[...]

O barulho irritante ecoou por todo o apartamento. Duas horas da manhã? Quem em sã consciência bateria na porta de alguém esse horário?

– Cristo, Rosé, você pode ir parar esse barulho infernal já... – Reclamou a mulher que estava deitada na cama tentando dormir. Rosé se levantou resmungando.

– Uuugh... Tá, mantenha sua maldita calcinha vestida. – Caminhou até a porta vestindo seu roupão. – Iiindo! Francamente, isto não podia esperar até amanhã? – Rosé abriu a porta e olhou surpresa.

– Eeei, boa noite... – Jennie diz sem jeito.

– Que tipo de façanha sexual você está tentando fazer agora? – Rosé agora tinha uma expressão fechada. – Você por acaso sabe que horas são? Aprenda alguma decência comum...

– Vamos sair para beber juntas.

– Quê? Agora? Onde foi sua reserva de fãs? – Rosé disse estranhando aquele repentino convite.

PULSE - JENLISA (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora