POV Narradora
– Bom dia! – Disse uma senhora sorridente na porta do apartamento de Jennie, que agora também, de certa forma, era de Lalisa. – Aqui está. A doutora pediu para lavar isto. – Disse entregando para a tailandesa uma pilha de roupas lavadas. – Ah, eu virei buscar suas roupas todas as quartas começando pela próxima semana.
– Muito obrigada! – Lalisa sorri. A senhora se retira e ela fecha a porta. – Hm... Eu falei a ela que eu iria lavar isto. Ela ainda juntou minhas roupas junto... Ela não precisava fazer isso. Posso muito bem arrumar isto agora, eu acho. – Ela chega no quarto de Jennie para deixar as roupas que acabara de receber. – O quarto da doutora, huh. Faz algum tempo desde que estive aqui. – Lalisa colocou as peças no armário e observou a cama de casal que havia ali. Caminhou até ela e passou levemente os dedos pelo lençol. – A cama dela... Ela não dorme muito aqui. – Suspirou e logo depois sentou no colchão macio, não demorando muito para deitar sua cabeça no travesseiro. – Já se passaram dois dias. Ela deve estar muito ocupada. Aqui onde ela dormiu tem um leve cheiro de colônia doce... O que ela sempre usa. – Lalisa fechou os olhos embriagada com aquele perfume que a fazia lembrar da sua doutora. – Doutora, ah...
Ela tocou seus lábios, fazendo com que sua mente fosse invadida pela cena do beijo. As línguas em sincronia, as respirações ofegantes... Sem perceber, Lalisa foi descendo seus toques, passando pelo seu pescoço e imaginando ser os toques de Jennie. Seu fino vestido rosa estava levemente levantado, deixando a mostra sua calcinha de renda. Aos poucos seus dedos invadiam aquele tecido e a imagem da doutora chamando seu nome se fez presente em seus pensamentos. Seu corpo estava quente e ela podia sentir o pulsar em sua intimidade. Mas ela pareceu despertar dos seus pensamentos impuros, abrindo os olhos e se levantando rapidamente.
– Ahm? M-Merda! O que estou pensando?! – Ela saiu do quarto correndo.
Enquanto isso no hospital, Jennie caminhava pelo corredor com um copo de café nas mãos, parecendo um zumbi de algum filme de terror de baixo orçamento. Todos que passavam a olhavam espantados com o estado degradante da cirurgiã. As olheiras e o cabelo bagunçado denunciavam as noites mal dormidas. E não, não foi por causa da diversão dessa vez. A doutora passou todos esses dias mantendo sua mente ocupada com o trabalho para não pensar em Lalisa e no que sua amiga Rosé disse. Ela ainda não tinha coragem de voltar para casa e enfrentar seus supostos sentimentos pela tailandesa.
– Jennie! – Uma voz masculina a chamou.
– Sim?
– Há quanto tempo você tem estado aqui?
– D-Dois dias, senhor. – Ela lutava para se manter acordada na frente do seu superior, Doutor Kim Namjoon.
– Você já saiu do hospital? – Ele estava visivelmente preocupado. – Parece que eu tenho visto você um pouco demais por aqui ultimamente. Olhe para você... Nessa condição, eu prefiro apenas que você vá para casa e durma. Você não é mais uma interna, Jennie. Por que você ainda insiste em agir como uma?
– M-Mas... – Ela foi interrompida pelo doutor.
– Isso é uma ordem! Não tente discutir comigo. Vá embora e descanse até você se recuperar. Eu não quero ver você pelos próximos dois dias! Fui claro?
– Sim, senhor. – Jennie se deu por vencida. Ela teria que voltar para casa e enfrentar Lalisa.
" De todas as coisas que esse mundo poderia me jogar, eu sou o meu pior inimigo. Isso é, tenho medo de perder o controle."
Lalisa estava na entrada em uma varanda, refletindo sobre sua vida.
– Ei, coma seu almoço logo. Deixe de se lastimar. Você ainda precisa tomar seu medicamento, Lisa. – A menor ouviu a voz de sua irmã no fundo. Jisoo mordia seu sanduíche enquanto observava Lalisa perdida em seus pensamentos.
– Hm... Diga, Chu, você acha que... Eu serei capaz de fazer sexo? – A mais velha cuspiu todo o seu lanche que estava em sua boca e começou a tossir.
– O quê... Por que você está me perguntando?
– Bem, por que não? Isto é uma coisa normal de se perguntar, certo? Por que você está tão surpresa?
– Eu sabia! – Jisoo fechou o punho. – Aquele Bambam sacana estava mesmo atrás de você! Ele que colocou você nisto, não foi? Eu vou atrás dele!! Ele foi muito longe dessa vez!! – A irmã mais velha de Lalisa ameaçou ir ao encontro do garoto enquanto ela a puxava pela camisa.
– Espera! Não! Chu, para! Não é isso! O Bambam não tem nada a ver com isto, eu juro. – Ela se acalmou. – É só que, com o corpo como este, mesmo que eu tivesse alguém, eu iria provavelmente acabar por fazer sexo com esse alguém em algum momento, certo? Mas é de mim que estamos falando. A garota que está ofegante no chão após fazer mais do que apenas respirar. – Ela senta no anteparo. Jisoo tinha uma expressão triste, infelizmente, entendendo onde sua irmã queria chegar. – Ainda se eu pudesse, apesar de tudo, provavelmente seria muito arriscado, de qualquer maneira. Quem iria querer namorar ou ter uma família com alguém como eu? Eu não sou... normal como eles.
– Ei, vamos lá. Não diga isso. Claro que você terá uma família. Você irá definitivamente ser capaz de fazer muito mais que isso. – Ela sorri. – E depois que você conseguir fazer aquela cirurgia de transplante, você será capaz de fazer qualquer coisa que você queira, como todos os outros! Seja namorando alguém ou formando uma família. Você não será excluída de nada disso na sua vida, Lisa. Confie em mim. Nós vamos ficar juntas para sempre! Quarenta anos, ou até mesmo cinquenta anos a partir de agora. Você sempre será minha irmã, não importa o que aconteça! – Lalisa sorri. – Mas eu ainda acho que é muito cedo para você estar pensando em sexo, Lisa. Você deveria me dizer se você está realmente passando por isso. Quem, onde, quando...
– Jisoo!
– Ou se você não tem certeza, eu posso dar para você alguns preservativos só para o caso...
– Se acalme! Você está indo longe demais! – Lalisa quase gritou.
[...]
Jennie parou na porta de seu apartamento pensando em como agir assim que essa porta fosse aberta.
" Tenho medo... De perder o controle e colocar ela em uma situação comprometedora assim novamente. Mas mesmo assim, tenho que voltar em alguma hora. E só agora estou percebendo..."
– Estou de vol...ta? – O sol que entrava pela janela deu ainda mais brilho a imagem que estava na frente de Jennie. Lalisa estava reluzente e seu sorriso o mais acolhedor de todos.
– Bem vinda em casa, doutora! – Os olhos de Jennie brilhavam. Ela não sabia explicar o que estava sentindo naquele momento, mas sabia que era bom. E talvez ela quisesse continuar se sentindo dessa forma.
" ... Como é bom... Ter esta pessoa sorrindo para mim agora, me recebendo em casa. "
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PULSE - JENLISA (G!P)
RomanceJennie, uma cirurgiã cardíaca de renome, que vive uma vida despreocupada, tendo sexo como uma ferramenta para desfrutar o prazer em vez de um sinal de amor. Porém, ela conhece uma pessoa que muda a sua maneira de ver o amor na vida. Esta história é...
