Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Capítulo 27

2.2K 219 26
                                        

Narradora

Se houvesse uma maneira de saber quais são as cores verdadeiras de alguém que de algumas forma tenta esconder, seria simplesmente diminuir o sentido de contemplação e raciocínio. Um método seria a intoxicação. Afinal de contas, não chamam álcool de soro da verdade por nada.

– Hahaha! O quê? O Jungkook? – A mulher já ria de tudo. – Se ele tivesse o prestígio de seu pai como rede de segurança, ele não seria melhor que qualquer um dos outros bandidos de rua. – Jennie e ela estavam em um quarto de hotel e, depois de alguns copos de bebida, a moça colocava todas as informações que a médica queria para fora. – Ele apenas perde todo o tempo dele com garotas e modificando seus carros, desperdiçando a vida dele... Eu não sou otária. Sei como o cérebro dele funciona.

–... Carros..? Será que ele tem sua própria garagem pessoal para guardar ou algo assim? – Jennie disse segurando um copo com alguma bebida alcoólica. Ela estava embebedando a jovem para conseguir informações sobre Jungkook.

– Siiim. Ele tem uma garagem cerca de duas horas ao norte, eu acho. – Ela dizia totalmente fora de si. – Eu estive lá antes também. Ele me levou. – Virou de uma só vez para a boca o copo que estava em sua mão. – Não sou tão boba como algumas das outras garotas com quem ele está indo durante o dia, estou bem. – A mulher pegou uma garrafa de bebida e colocou mais do líquido em seu copo, bebendo novamente tudo em um único gole e Jennie sorriu, sabendo que não demoraria muito até a mulher apagar em um sono profundo. A moça olhou para a doutora que estava sentada na outra ponta do sofá e engatinhou até ela. – Diga! Nunca estive com uma garota antes. Eu sempre me perguntei como seria. – Ela se aproximou ainda mais e Jennie não mostrou nenhuma reação. Estava séria. – Vamos lá, chega de falar. Que tal começar a noite... – A mulher aproximou seu rosto até sentir a respiração da doutora, que não se mexeu. – .... De verdade? ‐ Quando os lábios estavam prestes a se tocar, a mulher caiu de cara no sofá, apagando, devido à grande quantidade de álcool em seu organismo. Jennie sorriu sabendo que aquela mulher só acordaria no dia seguinte.

A doutora se levantou e saiu do quarto, deixando a moça desacordada no sofá. Ela retirou do bolso da sua calça jeans seu celular e discou um número.

– Rosé. Ele tem sua própria pequena garagem fora da cidade. É uma viagem de duas horas para o norte. Esse carro ainda pode estar lá em algum lugar.

– Eu sei disso. Estou prestes a levar um esquadrão lá agora. – A agente estava ao lado de uma viatura e um número significativo de policiais. – Mas, por favor, Jennie. Pelo meu bem, vá para casa já! Deixe isso para a polícia!

– Hm... E eu aqui pensando que iria me passar algumas informação sobre o paradeiro dele.

– Vamos, isso não vale a pena. Não sabemos do que ele é capaz.

– Me diga se você encontrar o carro lá.

– Jennie! Espera! Não se atreva a desligar sua cade--! – Jennie desligou. – Merda. Porra!! O que se passa com o rabo teimoso dela?!

A doutora já estava na cola de Jungkook. Ela conseguiu a informação de que ele estaria em uma boate naquela noite. Jennie observava de longe o homem sentado, conversando com uma mulher. Ela caminhou em direção a saída, passando pela mesa dele sem tirar os olhos dele, que também a olhava. Jungkook acompanhava cada movimento que Jennie fazia até sair pela porta.

A saída dava direto em um beco, pouco iluminado e deserto, onde ela havia estacionado sua moto. Ela olhou para cima e percebeu que em uma das paredes daquele local havia uma câmera de segurança. Um barulho de porta abrindo ganhou a atenção da doutora, que observou Jungkook saindo do estabelecimento e caminhando em sua direção.

‐ Olá, linda. Eu vi você fazendo aquele olhar para mim lá dentro. – Ele sorri malicioso. – O que houve? Se sentindo um pouco sozinha esta noite?

– Hm... Você é muito cheio de si mesmo, não é? Você acha que todas as garotas vão se jogar em você assim? Pense nisso. Eu poderia estar caçando sua amiguinha, se quer saber. – A expressão de Jungkook se fecha por alguns até surgir novamente um sorriso em seus lábios. Um sorriso de deboche dessa vez.

– Hm... Então você é lésbica. Mulheres como você são um desperdício de um bom corpo. Não posso suportar isso, eu deveria ensinar ao seu tipo uma lição um dia destes.

– Assim como o que fez para Moonbyul?

– Ah, então você é uma conhecida! Não me diga que ela era sua velha paixão? Pff, que seja. – Ele ficou sério. – Ela que estava pedindo por isso. Ela não deveria ter me deixado antes que eu tivesse a chance de a despejar como o lixo que ela era. E então ela teve a coragem de dizer na minha cara que eu não conseguia nem mesmo me igualar as garotas com quem ela esteve. Puta de merda. Mas não se preocupe com nada disso. – Agora ele sorria diabolicamente e Jennie não demonstrava nenhuma reação. – Dei-lhe uma longa e dura lição sobre o tipo de "amor" que ela merecia de mim. Antes de enviar ela para o inferno, quero dizer. – Ao ouvir aquilo, Jennie fechou o punho tentando controlar toda a sua raiva. – Dei uma lição que ela não vai esquecer nunca! – A cara do homem se fechou novamente. – Você parece interessada em tentar um pouquinho. Você não teria vindo aqui só para ver meu rosto, certo? – Ele colocou a mão atrás das costas. – Então deixe-me dar-lhe uma pequena demonstração. – Jungkook puxou do bolso traseiro de sua calça um teser de choque, fazendo com que Jennie mudasse sua expressão séria para assustada. – Isto! Isto é como se deve "fazer amor".

————————

Então... sangue vem... se preparem.

Sorry qualquer erro.

Xero na bunda

Lis⚡

PULSE - JENLISA (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora