Narradora POV
– Obrigada. – Diz Jennie ao enfermeiro que estava lhe ajudando a colocar o equipamento médico para a operação de Moonbyul. – Agora então. Senhoras e senhores, vamos começar a cirurgia.
Os aparelhos que estavam ligados à Moonbyul eram responsáveis pela maior parte do barulho na sala, competindo apenas com a doutora quando falava somente para pedir equipamentos durante a operação.
– Bisturi. – Jennie estendeu a mão e um auxiliar a entregou. Sua concentração era de extrema importância em cirurgias, por isso tinha sempre alguém ao seu lado para lhe entregar coisas ou simplesmente limpar o suor de seu rosto. – Sucção. – Uma enfermeira secou o molhado na testa da doutora.
E assim seguia a operação. Foram horas e horas de trabalho, onde ninguém sentava para descansar. A equipe de Jennie fazia de tudo para que Moonbyul ficasse bem.
Enquanto isso no apartamento da doutora, Lalisa acordava com a cara toda amassada. Jennie havia saído na noite anterior e até agora não chegara.
– Oh, droga. Eu realmente deveria estar bem cansada. Já são quase 10h. – Diz saindo de seu quarto e entrando no quarto de Jennie. – Doutora? Hm... Ela não está aqui. Não me diga... A operação ainda está sendo feita?
De fato, sim. A equipe virou a madrugada para que tudo ficasse bem com Moonbyul. Um trabalho totalmente exaustivo.
– Certo, acabamos por aqui. Vamos saturar a incisão, levá-la para a UTI para monitorar sua condição.
– Sim doutora.
E assim fizeram.
Jennie estava do lado de fora agora, observando Moonbyul desacordada pelo vidro da sala.
– Céus... Droga! – Ela abaixa a cabeça e um misto de emoções a invade. – Mesmo que a operação tenha ocorrido bem, Moonbyul não está fora de perigo ainda. Ela vai precisar de observação rigorosa. – A doutora falava sozinha. – Honestamente ela foi intrometido e me causou um pouco de aborrecimento. Mas eu nunca imaginaria que teria que ver ela assim.
Passos indicam que alguém se aproximavam. É Wheein. Ela se senta ao lado da cirurgiã.
– Vá descansar um pouco, Jennie. Você está sentada aqui faz horas, você sabia disso? As coisas não vão ficar melhores só porque você está vigiando ela. Não parece que ela vai acordar tão cedo, de qualquer maneira. – Wheein olhava o chão e Jennie estava calada. – Nunca pensei que esse tipo de coisa poderia acontecer com ela. Seus ferimentos foram surpreendentemente graves, até mesmo para mim. – Suspira. – Ela levou um golpe duro... Um trauma contundente na cabeça. Houve hemorragia epidural no crânio. Ela estava sangrando internamente. – Wheein virou a cabeça para fitar a mulher ao seu lado, que estava tensa brincando com os dedos. – Quero dizer que, Você remendou ela o melhor que podia, mas não há como dizer quando ela irá acordar. Ou até mesmo de ela vai sair do coma. – Jennie permanecia em silêncio e a outra médica se levantou. – Nós fizemos o nosso dever para com a medida de nossas capacidades como cirurgiãs. É melhor você não deixar se afetar por isso. Cuide de você mesma pelo menos por uma vez. Vá para casa, durma, seja o que for. Isto não é o tipo de coisa que uma médica como você devia estar fazendo. – E assim, Wheein se retira, deixando Jennie pensativa.
Na recepção do hospital, as portas automáticas da entrada abrem e uma mulher bem vestida entra. Ela caminha até o balcão e se apresenta.
– Olá. Sou Roseanne Park e estou aqui para investigar o caso de Moonbyul. Estaria tudo bem se eu pudesse vê-la e falar com os responsáveis por ela?
– Um momento, por favor. Vou entrar em contato com os médicos. – A recepcionista diz já pegando o telefone da recepção.
– Isso não será necessário, enfermeira. – Uma voz conhecida surge atrás de Rosé, que se assusta e se vira para fitar uma Jennie com expressão séria. – Um médico será suficiente para isso. Eu serei pessoalmente responsável pelo acompanhamento e supervisão da agente Park durante seu tempo aqui.
[...]
– Ainda em estado de coma, hein? Parece muito ruim. – Rosé tinha um preso em seu blazer branco um crachá de visitante. As duas conversavam sobre o estado de Moonbyul na sala de Jennie. – Alguma notícia da sua família ou parentes?
– Ela não tem qualquer familiar imeditado vivendo nesta cidade, mas nós conseguimos entrar em contato com a mãe dela. A trabalha no exterior, mas está a caminho. Foi isso que eu ouvi, de qualquer maneira. – Jennie da de ombros.
– Isto é ruim. Eu não posso fazer qualquer interrogatório quando a vítima ainda está inconsciente. Agora ainda estamos juntando provas da cena do crime. Mas a filmagem de segurança em torno desse lugar não nos deu quaisquer novas pistas contudo. Com a área sendo tão mal iluminada e o crime acontecendo em uma hora tão tardia, nós mal temos uma testemunha. Então pensei que ouvir que diretamente dela teria sido a melhor aposta. – Enquanto Rosé falava, Jennie estava pensativa, tentando achar soluções para esse caso. Ela já tinha em mente uma teoria. – A pior parte é, ainda não foram encontradas quaisquer pistas sobre o carro que causou isso, ou seu proprietário.
– Você já investigou o noivo dela? Do que me foi dito, alguém disse que eles estavam tendo uma discussão dentro de um restaurante, antes do acidente.
– Sim, já levei ele para um interrogatório. – Rosé respondeu. – Ele confirmou que eles tiveram uma briga no restaurante. E a vítima foi embora sozinha e o deixou lá. Duas horas passam e temos uma chamada de alguém sobre um acidente veicular. Curiosamente, há uma quantidade significativa de distância entre seu apartamento e onde o acidente ocorreu. – A agente Park bate com a ponta do dedo em seu queixo, em uma expressão pensativa. – Mais uma coisa. Nós desenterramos os registros criminais passados dele de abuso doméstico, tudo mulheres. Então, estou colocando ele como principal suspeito no caso. – Ela colocou as mãos no bolso de seu blazer e fez uma expressão nada boa. – Mas uma coisa é, ele um álibi, uma testemunha que pode garantir que ele estava em casa quando aconteceu. Aquele asqueroso sabe que tudo está na evidência e depoimento da testemunha. Com isso, ele é inocente até comprovarem ao contrário. Com nossas mãos atadas, tudo o que poderíamos fazer é perguntar algumas coisas e deixá-lo ir embora. Mas ele ainda tem um motivo para tentativa de homicídio. Não vou largar essa vantagem ainda.
– Rosé, eu preciso de um favor de você... como amiga. Eu quero que você me dê todas as informações disponíveis a respeito desse caso. E toda a sujeira que você tem de Jeon Jungkook.
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PULSE - JENLISA (G!P)
RomanceJennie, uma cirurgiã cardíaca de renome, que vive uma vida despreocupada, tendo sexo como uma ferramenta para desfrutar o prazer em vez de um sinal de amor. Porém, ela conhece uma pessoa que muda a sua maneira de ver o amor na vida. Esta história é...
