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Capítulo 24

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Narradora

– Sim...? – Lalisa estava em pé de frente para Jennie, que ainda estava sentada a olhando. Em um ato de nervosismo, a tailandesa brincava com a barra do seu curto e fino vestido rosa.

– Vem aqui. – A médica soltou o pulso da menor para poder segurar sua mão e trazê-la para perto de si. Com a outra mão, puxou Lalisa pela cintura. – Sente. – A tailandesa estava sem entender e pareceu hesitar. – Vamos lá. Você pode sentar no meu colo, não tem problema. Deixe-me olhar bem para você. – Assim a menor fez, sentou no colo de Jennie, de frente para ela. – Seus lábios estão um pouco corados.

– Talvez seja do vinho de ainda agora?

– Uh... Posso... Posso beijar você? – Jennie estava corada e seu nervosismo era grande.

– S-Sim.

Lalisa sorriu, repousou a mão no ombro da médica e aproximou seu rosto para que pudesse realizar o que tanto queria. Jennie levou sua mão até a única da tailandesa e a trouxe para ainda mais perto. Os olhos se fecharam e os lábios se tocaram levemente. No início o beijo era calmo, lento e protetor. A doutora tinha todo o cuidado com a menor, até mesmo ao beijar. A calmaria no momento em que Lalisa entreabriu sua boca, dando espaço para que Jennie iniciasse um beijo mais profundo, um beijo de língua. A médica puxou ainda mais o corpo da tailandesa afim de mais contato. Lalisa já havia passado os braços pelo pescoço da doutora e Jennie segurava suas costas, alisando o local. O beijo agora não era um simples beijo de língua. Era veloz, feroz, urgente. Estava muito apressado, fazendo com que a menor não conseguisse assimilar direito. Aquilo era novo, mas era bom. As línguas estavam em sincronia, mesmo que uma delas não possuísse tanta experiência assim. A doutora estava sedenta pelo gosto da mais nova. O ambiente era preenchido pelo calor dos corpos e os gemidos que escapavam daquelas bocas.

– Ah... E-Espera! – Lalisa disse quase em desespero. – Espera... P-Para. – Jennie a olhou confusa. A tailandesa estava ofegante. – Aguenta, eu não consigo respirar. O que você tem hoje? Você normalmente não me beija assim... Agressivamente. – Ela tentava recuperar o fôlego. A doutora desceu sua mão para a coxa da outra, até chegar na lateral de seu quadril.

– Hm? Por quê? Não é fã disso? – Como Lalisa estava de vestido, permitiu com que os dedos de Jennie brincassem com a barra da calcinha da menor.

– Ah... N-Não, é só que... – Foi interrompida pelos beijos que a doutora dava em seu pescoço. E novamente as respirações se tornaram curtas e pesadas. Jennie estava tão dura.

– Seus lábios são a coisa mais doce. Eu não quero nunca parar de chupar eles. – Jennie subiu os beijos e mordeu o lóbulo da orelha de Lalisa.

As coisas estavam cada vez mais quentes. Por mais que a menor estivesse surpresa e assustada com toda aquela velocidade e toques, seria uma grande mentira ela dizer que não estava gostando. Jennie desfez o pequeno laço de fita que segurava o decote do vestido de Lalisa, aproveitando para beijar aquele local agora descoberto. Ela distribuía beijos por toda parte, subindo novamente para a extensão do pescoço.

‐ Lisa, por que você tem que ser tão preciosa? Você sabe o quanto eu tenho sofrido por sua causa? – Ela deixou um leve chupão no local, o que fez Lalisa soltar um leve gemido e apertar o ombro da doutora. Jennie levou sua mão direita até os seios da tailandesa, apertando-o levemente enquanto sua língua agora explorava a pele macia e cheirosa do pescoço da menor, que gemia cada vez mais. – Querida, você é tão linda.

"Eu... Eu não consigo aguentar mais... Eu não consigo segurar mais esse sentimento... Eu quero ela... Eu preciso dela... Agora... Agora mesmo..." . Jennie não podia mais esconder seus sentimentos pela garota. Ela estava completamente rendida.

– Lisa... – Ela levou sua boca até ouvido de Lalisa. Suas mãos ainda continuaram os carinhos no corpo da menor. – Eu...  Eu am- O toque do celular da doutora a impediu de terminar a frase. Jennie pegou o aparelho para ver quem estava incomodando naquele horário. – Quem poderá se- Hospital?? Alô, Ruby Jane falando.

Doutora, é a Moonbyul... Ela teve um acidente e precisa ser operada agora. Nós precisamos de você imediatamente! – Jennie ficou sem reação.

– Eu entendi. Estarei aí em breve. – Ela desligou e virou o olhar para Lalisa. – Eles estão me chamando para uma emergência. A... Paciente precisa de tratamento urgentemente.

– Vá, não se preocupe comigo. Você tem que ir. – Mostrou um sorriso. – Eu consigo cuidar de mim. Seus pacientes são alta prioridade. – Jennie sorriu.

– Okay. Não se esqueça de trancar a porta e tudo, tá? – Diz vestindo sua jaqueta. – E não se esqueça dos seus medicamentos.

– Sim senhora.

– Eu estarei de volta depois que a operação terminar.

– Tá. Estarei esperando. – Um sorriso compreensivo surgiu em seus lábios, que logo foi quebrado por um ato repentino. Jennie tocou em seu rosto e deixou um beijo carinhoso em sua bochecha, deixando a menor corada e confusa. A médica se afasta e levanta o cordão para mostrar à Lalisa.

– Estou sempre com você. – A doutora diz deixando o apartamento logo em seguida.

– O que se passa com ela? O que isso deve significar? – Lalisa ficou estática na porta, observando Jennie se afastar.

[...]

– Estou aqui! Onde está a ficha?! Qual a condição da paciente?! – Jennie entrou às pressas pela porta do hospital.

– Ainda inconsciente, doutora. Os ferimentos indicam um severo traumatismo craniano. – Uma enfermeira diz segurando uma prancheta enquanto Jennie retirava do corpo a sua jaqueta. – Os sinais vitais estão estáveis, mas há alguma hemorragia interna na cavidade torácica.

–  Tá. Levem ela para a sala de operações e preparem para a cirurgia.

Já toda vestida com as roupas cirúrgicas, Jennie se aproxima do vidro da sala de operações, podendo ver de longe a situação em que Moonbyul se encontrava. Desacordado com o rosto desfigurado e cheia de ferimentos pelo corpo, a morena também estava com a cabeça enfaixada e com o olho esquerdo tampado por um curativo. Haviam tubos e fios que ligavam ela às máquinas, cujo som delas era o único presente naquele ambiente. Jennie estava em choque.

– Byul... Não...

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Iiih...

PULSE - JENLISA (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora