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Capítulo 7

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POV Jennie Kim

- Se eu mudar de idéia e concordar com a cirurgia, pode ser você que vai me operar? - Lalisa tinha um olhar singelo.

- Eh? Hm, não seja tonta. Essa não é uma decisão minha. Não estou encarregada do seu caso - Falo calma - Tecnicamente, mesmo se você pudesse pedir por um médico diferente, não vejo razão para que isso seja necessário.

- É uma pena. Eu estava prestes a reconsiderar também. - Diz chantagista - Eu ouvi que os médicos estão constantemente se coçando para operar. Isso é mentira?? - Eu apenas a observo sem dizer nada. - Alguns médicos na verdade ficam loucamente obcecados por isso. E você? Não quer ser minha cirurgiã cardíaca?

- Bem, você entendeu bem a parte de eu gostar de operar, pelo menos. Mas eu não iria tão baixo como roubar casos de outros médicos. Eu não sou viciada em abrir pessoas. Você faz parecer tão mórbido. - Digo incrédula.

- Tá, então. O doutor Adam me disse que... Estarei livre para ir embora depois de amanhã. - Ela diz olhando pela janela do quarto o lado de fora do hospital, ficando de costas para mim.

- Isso é bom então. Certifique-se que se cuidará em casa. - Ela vira para me olhar.

- Quando eu estiver fora daqui, se você não estiver ocupada, quer tentar ir à um encontro comigo? - Ela diz quase saltitando de animação. Não pude evitar minha cara de tédio.

- Não vou em encontros.

- Pff. O que tem de errado com você? - Ela me olhava como se eu fosse algum alienígena - Você não tem nenhum senso para relações, doutora. Bem, tanto faz. Não precisa ser um encontro. Podemos sair em um dia de mulheres e comer ou algo assim.

- Tá, tá, está bem. - Não contive meu sorriso. - Vou me certificar de ligar para você quando tiver meu dia de folga. - A pequena ri satisfeita.

- Doutora, pode me emprestar seu celular? - Ela estende a mão.

- Claro. Aqui. - Entrego em suas mãos o aparelho. - O que vai fazer com ele? - Lalisa não me responde. Em vez disso, ela tecla algo na tela do aparelho. Um barulho de notificação de outro celular ecoa pelo quarto. Estava no bolso da roupa hospitalar dela.

- Hehe, pronto! Agora, mesmo que você se esqueça, eu posso apenas ligar para você. - Por que ela tem que sorrir assim? Sempre tão doce.

Saio do quarto de Lalisa e assim que fecho a porta, recebo uma notificação de um contato salvo com o nome "Lisa". Solto um suspiro e não consigo evitar um sorriso.

Um encontro, huh... Faz muito tempo desde a última vez que experimentei um. Eu decidi que nunca mais iria.

[...]

- Doutora, aqui está a ficha do paciente que você pediu. - Uma enfermeira me encontra pelo corredor e me entrega alguns papéis.

- Oh, muito obrigada.

- Eh, você parece ocupada como sempre. - Escuto uma voz familiar ser direcionada a mim. - Minha irmã está aqui para me buscar. Posso ir para casa agora. Por isso pensei em vir até aqui e ver você antes de ir! Obrigada por cuidar de mim. E pelos sanduíches também.

- Uh... Claro. - Eu ainda estava meio confusa. Fui pega de surpresa. Lalisa estava vestida com roupas normais e não roupas hospitalares. Tenho que admitir que ela fica muito linda desse jeito.

- Você está bem, doutora? Vim em um mal momento? - Sua feição de felicidade mudou para uma feição preocupada.

- Ah, não, não. Eu só não estou acostumada a ver você assim, como... Você normalmente usa vestido cirúrgico, só isso.

- Agora que você viu o quão bonita eu realmente sou, isto é suficiente para me qualificar como um encontro ?

- Hahaha - Eu estava muito nervosa - Bem, a proposta é tentadora. - Respondo sem jeito.

- Hey, Lisa! Vamos indo. O tio está esperando por nós. - Avisa Jisoo que estava um pouco distante de nós. Ela carregava as coisas da irmã para o carro.

- Bem, parece que vou indo. Vejo você depois. Tente não trabalhar muito, doutora. Tchau, tchau. - Ela acena para mim com um grande sorriso. Retribuo da mesma forma.

Assim que Lisa sai do meu campo de visão, recebo uma mensagem. Era dela.

"Certifique-se que você vai me ligar no seu dia de folga. Hehe." Sorri.

POV Lalisa Manoban

Recebi alta do hospital e agora estou voltando para a casa dos meus tios. Assim que chego, minha tia me recebe com um abraço e abre espaço para eu entrar. Em seguida, meu tio e minha irmã entram com algumas malas que trazíamos do hospital.

Subo as escadas em direção ao meu quarto.

- Descanse agora. Vou trazer alguma coisa para você lanchar. - Avisa Jisoo da porta.

- Já arrumei alguma das suas coisas. Acho que você vai gostar daqui.

- Não importa onde eu vá. É tudo a mesma coisa. - Vejo minha irmã se retirar e eu olho para um quadro que havia no criado mudo. Era uma foto dos meus pais. Suspiro. - Mãe, pai, vocês sabem disso, certo? Ainda sim, seja o que for que eles façam, não me sinto como se pertencesse aqui.

[...]

POV Jennie Kim

Era início de manhã e eu estava em meu apartamento apreciando a vista daquele andar, enquanto saboreava um café quente.

- Ah, os banhos matinais são exatamente a coisa que eu preciso. Você devia ter estado lá comigo, Jennie. - A mulher com quem eu passei a noite diz saindo do banheiro enrolada em uma toalha. - Eu tenho algumas horas antes do meu voo. O que me diz de irmos pegar alguma coisa para comer?

- Estou bem. - Permaneço de costas para ela, observando a enorme janela de vidro. Estava uma manhã muito bonita.

- Hm... Tem alguma coisa em mente, sua cirurgiã sexy? - Ela diz me abraçando por trás. Não demonstro reação alguma. - Não me diga... Você está preocupada com o trabalho? Não é costume você ter uma folga assim. Por que você não esquece isso e relaxa o quanto quiser? - Ela sugere e minha cara é de tédio.

- Aquelas coisas que fizemos ontem, Seulgi, já são aquilo que eu chamo de " uma boa noite de descanso". - Me viro para fitá-la e ela envolve seus braços no meu pescoço.

- Oh, não me mime com essa conversa doce. Eu sei que não sou a única recebendo esse tipo de tratamento. Mesmo assim... - Ela aproxima seu rosto e sinto sua respiração bem próxima. - Isso não me faz querer provar menos da sua doçura.

Iniciamos um beijo calmo, mas não apaixonante. Normalmente não sinto nada além de atração sexual quando beijo as mulheres com quem me deito. Com Seulgi não é diferente. Seus beijos não me causam nenhum tipo de sentimento.

- Será cerca de duas semanas antes de eu voltar à cidade. - Ela diz pegando seu casaco e vestindo. - Espero que não se esqueça de mim antes disso. E sinta-se livre para me ligar se você mudar de idéia sobre o almoço. Vejo você depois. Tchau! - Ela abre a porta.

- Tchau! - Respondo com um leve sorriso e Seulgi fecha a porta, deixando o apartamento. Suspiro e me jogo na cama. Eu ainda estava vestindo apenas uma blusa social, completamente nua por baixo.

Sim, todos que têm estado comigo entendem muito bem. Sem obrigações. Sem condições. Tudo se resume a uma coisa: sexo. Não me importa quantas vezes eu me encho com isso, ainda irei sentir que falta alguma coisa.

Olho para o lado e vejo meu celular jogado em minha cama. Pego ele e abro a lista de contatos. Fico observando o contato "Lisa" Por alguns segundos até que...

- Alô? É a Lalisa. - Ela atende.

- Hm, é... Oi...

PULSE - JENLISA (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora