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Capítulo 22

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Narradora

– Quase meia noite já? Eu tenho que trabalhar amanhã. Melhor ir para cama. – Jennie terminava de enxugar seu rosto, vestindo uma camisa branca de mangas e um short confortável. – Ei, Lisa! Você não tomou suas pílulas desde que voltamos, certo? Tenha certeza de tomar elas depois de terminar seu banho! Vou preparar eles para você.

– Okaaay! – A ouviu gritar.

– Hm... Isto é uma quantidade surpreendente. – Diz analisando os potinhos de remédios que estavam guardados em uma pequena bolsa. – Hm? Há apenas dois comprimidos restando neste? Se organize, Lalisa. Por que não me disse que estava quase sem remédio? – Jennie se virou para a direção do banheiro, percebendo que Lalisa estava saindo de dentro dele. – Será perigoso se você esquecer essas coisas.

– Whoo, você com certeza pode soar rigorosa quando quer. Eu ia contar para você. – Diz ela se aproximando com uma toalha jogada por cima da cabeça, como um capuz. – É só que eu fiquei tão animada sobre poder sair que me esqueci.

– E se você ficasse sem eles antes que possa repor? E se você tiver um ataque quando isso acontecer?

– Aaaah, sinto muito...

– Você quer voltar para o hospital? E por que seu cabelo ainda está todo molhado? – Jennie estava próximo o suficiente para levar a toalha e começar a enxugar os cabelos da menor. – Sinceramente, você vai pegar um resfriado se você não for cuidadosa. O trabalho de um médico nunca está terminado quando se trata de você, hein. – Suspirou. Lalisa sorria enquanto analisava o rosto da doutora. – Do que você está sorrindo?

– Comparado o quão fria você é, eu não achava que iria acabar por ter um pequeno momento como esse. – A tailandesa continuava com o sorriso nos lábios.

– Hah! Toma isso! – Jennie deu um peteleco na cabeça da menor, fazendo com que Lalisa fizesse uma careta e risse. – Não seja espertinha comigo! Sua irmã corta a minha cabeça se eu não cuidar de você. Eu só não quero que você me dê mais problemas.

Depois que parou de rir, a tailandesa andou para perto da doutora, se aproximando lentamente até seus corpos estarem quase colados. Quase...

– Bem, se você realmente quer completar o trabalho... Você poderia apenas me fazer um pequeno check up. – Lalisa se inclinou somente para deixar seu rosto próximo do da doutora, que engoliu em seco.

" Merda. Não me diga que estou sendo encurralada por esta cordeirinha de garota..." , pensou Jennie. A médica passou seu braço esquerdo em volta da cintura de Lalisa, trazendo a tailandesa para mais perto, colando seus corpos.

" Sou sempre consciente dos meus próprios desejos. E eu sei muito bem o quanto desejo o corpo da pessoa que está na minha frente. " Por Jennie ser mais alta, Lalisa tivera que levantar a cabeça para analisar cada detalhe do rosto da sua doutora. Estavam tão próximas... Elas sentiam a respiração uma da outra e os corações batiam em sincronia... descontrolados. "Isso poderia ser apenas uma enorme armadilha para mexer com a minha cabeça para que ela possa ganhar aquela aposta estúpida e eu nem sequer iria perceber isso." A tailandesa estava vermelha e suas mãos tocavam o ombro da maior. Jennie estava perdida naquele olhar, perdida por aquela menina tão frágil. " Ou ela sente e deseja a mesma coisa de mim depois de tudo? ". A médica parecia estar em uma batalha interna para saber o que fazer naquele momento. Ela tinha medo de se entregar e no final ser enganada... de novo.

Mas como se seu corpo, o seu desejo de ter aquela menina para si falasse mais alto, aproximou ainda mais seus rostos, ao ponto dos seus narizes roçarem levemente. " Independentemente, eu estou no ponto onde eu quero dizer 'dane-se' a esse jogo que estamos jogando, . Mas você tem certeza, Jennie? Você vai perder o controle da bola, uma vez que começar a rolar... E você ainda está tão frágil em seu estado atual...". Sem pensar mais, Jennie a beija. Mas, para a infelicidade de todos, a doutora apenas deu um pequeno beijo na testa de Lalisa, deixando a menor confusa. A médica se afastou.

PULSE - JENLISA (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora