Em sentir; Solidão. - Cap 25

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     ( Capitulo não revisado )

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Eu vi você brincar de morrer,
eu ouvi você chorar sorrindo todas as noites enquanto dormia.
Eu era tão jovem, você deveria saber ao invés de jogar tudo em mim.
Você nunca pensou em mais ninguém.
Você só via sua própria cor.
E agora eu continuo chorando no meio da noite
Pelo mesmo maldito motivo.
Por sua causa.
Por sua causa tenho vergonha da minha vida, porque ela é vazia.
Por sua causa, eu tenho medo.
                      Continuo tendo medo.
                         ※

                                                   Georgiana.


Quando os dias não simpatizam com você, não há ar no mundo que te dê novas chances para respirar, não há sequência alguma de melodias melosas feitas por um piano ao escuro que não te tirará lágrimas absortas de solidão.

Solidão: Amada, odiosa, facilmente venenosa, fria e porosa.

Solidão: Pregada em nós sem o voto do para todo o sempre, deixada ao léu em nossos ventos uivantes dentro do peito que grita pela misericórdia de um novo amanhã sem nós na garganta.

Solidão: Extrai unguento de nossos pensamentos e os joga ladeira a baixo, retira nossos vívidos cantos e os põe aos cantos os deixando para observar, porém não mais os amar.

Solidão; não mais pecar em excesso de amar. 
Esse sempre foi meu pecado mais danoso: amar para sangrar e no vermelho suado estagnar.

Eu me observava no reflexo do espelho do banheiro a muito mais do que apenas minutos. Eu enxergava toda a cor falsa que eu mesma derramava em mim mesma durante aqueles dias, semanas e finalmente um mês completo, após a ligação de Matt. Após minhas confissões no consultório de Soraia e após muitas sessões de qualquer coisa que me tirasse de dentro de minha mente junto de Jungkook ou Taehyung ou Jungkook e Taehyung. Nunca era o bastante.

Os banhos estavam sendo meus únicos momentos de verdadeira solidão. Daqueles em que eu me via nua e pura e não só no espelho, sem os sorrisos largos que escondiam meu sofrimento interno, sem olhares de brilho forçado, sem apetite pra continuar comendo como uma pessoa normal... Eu me via marcada e estancada para sempre como quem lá no fundo eu sabia quem eu era. Porém, por eles, por aqueles que eu guardo um amor maior do que o á mim mesma, eu continuava cedendo mais e mais. A cada nascer do sol, a cada alvorecer com minhas pílulas pretas e cedia um pouco mais. Quem sou eu? Eu me perguntava a olhar meu rosto profundamente apático e sem prazer algum ao me ver com o peito subindo e descendo, sem o aroma da dádiva da vida me preenchendo como deveria ser.

Quem é você Georgiana?

Georgiana nunca teve medo do escuro. Eu dizia a mim mesma mentalmente como um narrador ao tocar meus pulsos grosseiros como a escuridão. Escuridão: Georgiana ainda criança já odiava o sol. –– Ele queimava minha pele. –– Ele a iluminava o interior. –– mas quando eu fechava os olhos tudo parecia se encaixar ––.

A escuridão sempre foi como um paraíso tranquilo em meus ouvidos, a paz que há anos minha alma não vagava a procura, ela nunca a encontrou, mas chegou perto. –– Escuridão, porque trouxe a solidão tão cedo para dentro de mim? –– Ela não me responde, ela só quis que fosse assim. E assim foi. Então eu ainda estou aqui... Arrastando-me e cheirando a solidão mesmo com as milhares de fagulhas que me cercam vinte e quatro horas por dia, vezes por inspirar e expirar Jungkook e vezes por ter o calor de irmão urso de Taehyung.

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