Entrelaço: Quimera&Brio - Cap 6

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- Eu sei o que eu disse Tae.

- Você vai. Nem que eu te leve no colo.

- Não vai fazer isso. – digo em tom frio.

- Georgiana... Você vai. – ele abria um sorriso sarcástico.

Eu segurava quatro peças de roupas onde apenas uma delas saía do preto e era cinza, enquanto discutia com Taehyung. Horas depois de meu momento devastador, onde a visão de uma janela foi o suficiente para espantar quase todas as borboletas que eu havia cultivado á meses em meu ser. Eu puxava para um lado enquanto Tae puxava para o outro sobre a minha falta de coragem de última hora. Nada fora do meu estado normal. Aquele que respira as paredes entediantes se sufoca, mas não consegue sair delas.

- Tá. – ele se rende – Vamos com calma. Porque você não vê primeiro a maquiagem? É a sua parte favorita.

- Você sabe que o problema não é esse. – respondo sem animo.

Jogo meu corpo á cama, largando as roupas no chão com as mãos apertando o rosto já sem esperança alguma de por os pés para fora de meu refúgio.

- E se eu surtar lá? – Taehyung fica em silêncio, e minha garganta já começa a arder em exaspero – Eu não controlo as crises direito, você sabe disso. E as pessoas? Eu não consigo ficar em aglomeração Tae. Eu consigo imaginar eles rindo de mim ou me sufocando, meus ouvidos explodindo, minha pele coçando, pelo amor de Deus, você não tá vendo o meu lado.

Começo a falar em desespero. A voz perturbada, as palavras se atropelavam pela velocidade que saíam, descontando todos os meus medos não tão irracionais assim em Taehyung

- Você tem que me entender, você tem que me entender, voc... – ele interrompe meu pré-pânico, com uma de suas mãos grandes em meus lábios, me impedindo á fala.

- Respira. – Tae sussurrava olhando para meus olhos, que procuravam os seus – Agora levanta com calma. – ele me erguia lentamente, com a mão fria sobre minhas costas e eu acenava com o olhar – Qual foi o motivo que mais cedo, te fez querer ir ao clube hoje mesmo? Você lembra?

Meus olhos se apertavam, e com um aceno positivo de cabeça eu o respondo e ele aos poucos afasta sua mão de minha boca, á deixando livre para qualquer fala boba ou piegas.

- Jungkook. – digo de uma vez, o encarando

- Você quer um recomeço não quer?

Taehyung segurava minhas mãos, tirando todo o calor excessivo delas com sua pele fria.

- Quero...

- Você quer se aproximar dele, não quer?

- Quero.

- Eu quero ver o olhar que eu vi hoje cedo, em você agora à noite. Você pode me dar ele Anã? – ele sorria gentil.

Permaneço em silêncio, tentando rearrumar minha mente já afoita.

Era fato que eu não suportava o tipo de ambiente em que Tae e Jungkook trabalhavam. A vida toda os evitei, até mesmo no auge da adolescência, quando tudo parece excitante e divertido e eu observava as pessoas que conviviam comigo, cabulando aulas ou inventando festas de aniversário para que os pais os deixassem sair. Em partes, eram festas. Mas não haveria bolo para cortar, parabéns pra cantar ou refrigerantes em copos de plástico. Em referencia, podia-se encontrar o cheiro de látex, as vezes em cuias de vidro nos banheiros, taças de Martínis com marcas de batom espalhadas pelas bancadas enormes, e em forma de bolo, pessoas aglomeradas.

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