Alicia Narrando
Bruno foi me arrastando até a boca, eu tava acabada, a filha da puta me detonou na porrada. Entrei na sala do Bruno e ele fechou a porta, já me olhando com cara de poucos amigos
Alicia: Pode começar o seu sermão que é uma hipocrisia do caralho.
Terror: Coé? Tá pensando que só porque tu senta pra mim, tem a porra do direito de sair arrumando briga no meu morro?
Alicia: Olha quem fala. Se olhar torto, tu já quer descer bala. A mina relou em mim primeiro, eu ia ficar de braço cruzado esperando ela me encher de porrada?
Terror: Se eu não consigo ter o respeito da fiel, eu vou ter o respeito de quem?
Alicia: De ninguém. Eu sei pouco dessa vida aqui, mas que eu saiba fiel é aquela apresentada no baile né? Pra todo mundo saber, inclusive as vagabunda que quer peitar - ele ficou sem respostas - pois é, foi o que eu pensei.
Abri a porta e sai da sala, quando já estava saindo da boca escuto barulho de tiro, não era de Glock, consegui identificar claramente o barulho de tiros de fuzil,
Corri de volta pra sala do Bruno, o mesmo já estava saindo
Alicia: Que porra, a rua tá lotada de criança, invasão hora dessa?
Terror: Entra e fica aí dentro, essa porra não é invasão.
Alicia: Você sabe muito bem que eu não vou ficar - Terror passou a mão no rosto, mostrando a impaciência - A gente tá perdendo tempo, Bruno
Terror: Não sai de perto de mim - Falou me entregando uma Glock - E faz o favor de não morrer
Alicia: É, vou tentar
Amarrei o cabelo e subi na moto com ajuda dele, ele parou na frente de uma casa que ficava que ficava na entrada de um dos becos, desci da moto, e vi o MT bem nervoso vindo na nossa direção
Terror: Coé dessa porra aí?
MT: Irmão, alguém matou o Mathias...
Terror: Como que alguém invade esse caralho e ninguém percebe? Quem tava na barreira?
MT: Eu
Terror: Vai se fuder, tu tá de sacanagem né?
MT: Terror eu te dou a minha palavra de homem, pela barreira só passou conhecido.
Terror: Cadê o Moreno?
MT: Tá lá dentro, cheguei ele já tava aí
Alicia: Tinha mais alguém em casa?
MT: A cria dele.
Bruno passou a mão no rosto, o semblante dele mostrava aparentemente nervosismo
Terror: Mataram ele e deixaram a pirralha viva?
MT: Ela se escondeu. Papo reto, acho que ela viu quem foi, mas não quer abrir a porra do bico
Alicia: Onde ela tá? Eu quero falar com ela.
MT: Ta lá dentro abraçada no corpo
Alicia: Eu vou entrar
Já ia saindo quando sinto alguém agarrar meu braço
Terror: Vai um caralho, escutou o MT não? A mina não quer falar.
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TIPO ESCOBAR - MORRO
Non-Fiction"Passo na favela, onde eu cresci Brota criançada que a favela merece sorrir Churras pra criança, Whisky pra nóis" Ele crescido no tráfico, treinado para matar. Ela batalhando desde sempre para ter uma boa vida. Ambos tem em comum, o temperamento for...
