Capítulo 7

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  Acordei com o sol no meu rosto, e a janela aberta. Estava tão cansada que nem me lembro o que eu sonhei. Levantei da cama e tomei um banho bem gelado dessa vez. Coloquei uma roupa e desci as escadas. Sem nenhum sinal da minha avó. Peguei uma maçã e sai correndo pela porta da frente.

  Cheguei na escola e fui para o vestiário.

  Prometi para a Molly que iria fazer o teste para líder de torcida. Então, aqui estou eu. Estava com o uniforme das líderes de torcida, ele é vermelho e branco, com o nome do time da escola estampado. Fiz um rabo de cavalo e coloquei uma fita vermelha.

  Hoje o dia estava quente, e essa roupa já estava me incomodando.

   Sentei na arquibancada, de frente às meninas.

- Bom dia meninas! - disse a Molly empolgada. - Como estão?

   Todas as meninas sorriram.

   Não sei porque, mas essa coisa de líder de torcida não é comigo.

- Vamos começar? - disse a Molly ligando um pequeno rádio. - Quero que me mostrem tudo o que sabem!

   Todas as meninas pegaram os pompons e começaram a dar estrelinhas, jogar a perna para o alto, e várias outras coisas.

   Consegui sair dali sem a Molly perceber. Fui para o vestiário trocar de roupa. Escuto um barulho e paro imediatamente. Lembrei do filme que assisti com o Peter ontem, e sorri. Provavelmente, deve ser ele querendo me pregar uma peça.

- Peter, eu sei que é você! - digo sorrindo. - Isso não vai me assustar.

   Novamente outro barulho, e dessa vez me arrepio toda. Me viro lentamente, mas não tem ninguém, apenas vejo um vulto. Percebo que não é o Peter. Pego as minhas coisas e saio correndo.

   Entro na escola tentando diminuir o meu desespero. Para a minha surpresa, a Molly está em frente ao meu armário. Paro, tentando disfarçar, dou meia volta, mas ela me chama e vem correndo na minha direção.

- Claire! Onde você estava? Virei de costas um minuto e você tinha desaparecido! - exclamou Molly aborrecida.

- Sinto muito. Estava passando mal. - menti fazendo uma cara de coitada para ela.

- Tudo bem! - ela disse sorrindo. - Não precisa mentir Claire. Sei que você não gosta...

- Desculpa, mas não sou boa nisso. Você que é! - digo tocando no ombro dela.

   Ela olha para mim e deu um grande sorriso.

- Hoje temos a tarde de folga! Não é uma maravilha? - disse Molly pulando e batendo palmas.

- Melhor impossível!

   Hoje vamos sair mais cedo. A maioria dos alunos estão preparando uma festa de boas vindas na casa da Ashley, então vamos sair cedo. Mas para mim, vai ser mais um dia sem aula. Fui para a biblioteca, e comecei a fazer o trabalho de matemática, mas estava pensando em outra coisa. Quem será que estava me seguindo? Não paro de pensar nisso.

   Levanto e vou na Ala de espiritismo da biblioteca. Tento achar algo que combine com alguma coisa nas minhas visões ou do que eu vi hoje. Tenho certeza que é um homem. Será que era o Matt? Passo os capítulos do livro, fantasmas, anjos, nenhum deles serve. De repente, alguém cobre os meus olhos com as mãos. Dou um pulo e deixo o livro cair.

- Não sabia que você acreditava em espiritismo. - disse o Peter ironicamente.

- Você me assustou! - digo ainda nervosa.

- Desculpe. - disse o Peter.- Mas é sério, desde quando está interessada em espíritos? Pensei que o seu negócio era mais geometria e química.

- Acho interessante esse assunto. Resolvi dá uma olhada. - digo pegando o livro do chão.- E você? O que faz aqui?

- Bom, já li alguns livros daqui. - disse ele sorrindo. - Enfim, vamos na festa essa noite?

- Não vai dar, sorry. Chama a Ashley, talvez ela vai querer uma companhia. - notei um tom de sarcasmo na minha voz.

   Peter começou a rir.

- O que foi? Por que está rindo? Vi vocês dois juntos quando estava voltando do campo. - digo irritada.

   Não tenho ciúmes dele, só não gostava quando ele ficava perto dela.

   Peter olhou para o celular e olhou para mim.

- Te vejo mais tarde. - foi tudo o que disse.

- Quando ela te manda mensagem você vai correndo igual um cachorrinho, né?! - grito antes que ele saia.

  Fui para casa, tomei banho e desci para vê como a minha vó estava.

- Oi querida. Estou fazendo pavê. - ela disse sorrindo.

- Oi vó! - digo abracando-a. - Como a senhora está?

   Ela sorri para mim e sai da cozinha. Isso meio que foi um "não quero falar nisso". Subi as escadas e fui deitar um pouco.


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