Kass estava na varanda. Observava as estrelas, sentia o vento gelado da noite e refletia sobre algumas coisas. A maioria das suas reflexões era sobre as conversas que teve mais cedo com seus irmãos.
- Parece que estou interrompendo um momento reflexivo. - Kol saía da casa e ia até o lado da irmã.
- Tudo bem. - Respirou fundo. - Estou refletindo sobre coisas boas. Para variar. - Riram um pouco do final de sua fala. Era difícil terem algo bom para refletir.
- Eu gostaria de de dizer a mesma coisa. - Levantou o olhar para as estrelas, como a loira fazia.
Por um tempo só ouviam grilos e os barulhos da própria noite. A casa era em um lugar afastado, então não haviam barulhos de carros ou coisas desse tipo.
- Kai me entregou essas duas cartas. - Tirou dois envelopes do bolso interno do sobretudo preto. - A primeira ele me entregou já faz um tempo, a segunda foi entregue ontem à noite. - As entregou para a irmã e continuou lá, esperando para que ela as lesse e se precisasse de um abraço, ele estaria lá para ela.
"Querida Kass... Sou um covarde. Deveria estar dizendo isso na sua cara, não escrevendo essa carta, mas... Se eu disser, vai me matar por correr dos problemas. Vai me fazer tentar encarar tudo isso. Então vai me ajudar a ser o melhor homem possível. Estou apavorado por falhar com você. Estou indo embora. Porque prefiro desapontá-la uma vez, do que pelo resto da minha vida. Espero que tenha a vida mais feliz. Porque você, Kassandra Mikaelson, é uma mulher maravilhosa. Uma péssima jogadora de palavras cruzadas e minha melhor amiga.
Com muito amor e respeito, Kai"
Lágrimas escorreram pelo seu rosto e um pequeno sorriso surgiu no mesmo. Abriu e segunda carta e começou a lê-la.
"Acho esse um jeito péssimo de fazer isso, mas eu sou uma pessoa péssima. Então acho que combina. Se ou melhor, quando você ler isso, eu vou estar morto. Então... eu acho que esse é sem dúvidas, um adeus. Não quero ser piegas, nem nada, mas você merece a verdade. Vai ser melhor para todo mundo, se eu for embora. Eu sei que vai me entender. Mas para ser sincero, eu não dou a mínima para o mundo."
Ela riu e pensou O velho Malachai estava de volta por um tempo. Depois voltou a ler.
"Nunca pude te agradecer. Por acreditar em mim, mesmo quando eu não acreditava. Por me acolher. Obrigado. Também quero te agradecer por me dar o que eu sempre quis. Um amor que me consuma, paixão, aventura e até um pouco de perigo. Essa é a última vez que vou dirigir palavras a você. Isso é um adeus, Kass. Eu te amo. Me desculpe por perceber isso tarde."
Que bom que Kol tinha ficado, pois após a leitura das cartas, ela precisou de um abraço. O abraçou e foi retribuída no mesmo instante. Permitiu que algumas lágrimas molhassem o sobretudo do mais novo.
Quem diria, Mikaelsons também são sentimentais.
- Obrigada. - Agradeceu pelo abraço e pelas cartas.
- Não tem de quê. - Sussurrou para ela.
Quando se separaram do abraço, se olharam por um tempo e Kol voltou para a casa, não poderia "atrapalhar" mais o momento reflexivo de Kass.
Enquanto entrava, esbarrou com Klaus. Sabia o que ele iria fazer. Colocou o braço na frente dele o impedindo de terminar de chegar até a porta.
- Toma cuidado com o que vai dizer, ela ainda não está cem por cento. - Voltou o braço para o lado do corpo e continuou seu caminho, como Klaus.
- Oi. - Se aproximou.
- Oi, estranho. - O cumprimentou. - O que você fez por conta da manipulação de Esther não foi sua culpa, Klaus. - Ele não precisou pedir desculpas novamente, ela já tinha o perdoado.
- Por que está me perdoando com tanta facilidade? - Não estava reclamando, longe dele fazer isso.
- Porque você é meu irmão. - Se virou para ele, que a olhou. - E eu amo você. - Sorriram. - E não há nada que possa fazer para mudar isso.
- Eu também te amo. - Diferente dos outros, Niklaus não era muito fã de abraços.
Kass voltou a observar as estrelas e a noite escura. Seu irmão a acompanhou.
- Você já sabe a resposta para a pergunta das meninas? - Não ousou a encarar. Todos sabiam de qual pergunta Klaus se referia.
- Eu... Eu acho que... Eu acho que o amo. - Respondeu baixo e pausadamente.
Obviamente o ciúmes invadiu o corpo de Klaus. Dessa vez não poderia matar o pretendente, ele já estava morto. Se sentiu um pouco feliz pela irmã. Apesar de não gostar da ideia da mulher namorar, ele pensou que entre todos os caras por quem ela havia se apaixonado, esse era o menos pior.
O híbrido teve um tempo para conhecer o cara e até fazer um pouco de amizade com ele. Por mais que tenha o matado no final das contas.
Kass amava Kai... Isso repassou pela cabeça de Klaus. Ela realmente só tinha amado Kai. Os outros caras eram apenas paixões.
- Seu silêncio é ensurdecedor. - Disse com um pouco de humor. A pergunta tinha sido feita pelas irmãs, mas o primeiro a receber a resposta foi o que matava cada pretendente que aparecia para alguma delas. Era preocupante o silêncio dele.
- Acredito que quando se ama e é recíproco, você se torna vulnerável. - Se pronunciou em relação ao assunto. - Eles têm o poder de te machucar de um jeito que ninguém pode... - Não se referiu apenas ao amor romântico. O amor de irmão também a magoou. - Quando vamos trazê-lo de volta? - Perguntou após minutos de silêncio. Surpreendeu ao fazer tal questionamento. O assassino queria trazer sua "vítima" de volta a vida?
- Por que não agora? - Sorriram e foram até o escritório, onde o Klaus tinha dito ter deixado o corpo. Tiveram outra surpresa ao entrarem no cômodo. - Cadê o corpo dele? - Olhou para Klaus, que aparentemente não sabia a resposta para tal questionamento.
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Eu sei que esse EP teve o nome em inglês, diferente dos outros. É porque eu achei que esse nome em inglês ficou muito melhor que em português, que seria "Carta Amarela ". Não sei se perceberam, mas do EP "Enroscado em Azul" em diante, todos possuem nomes de EPS de TVD ou TO. Achei que esse combinaria com o EP.
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Kassandra Mikaelson
VampireKassandra Mikaelson, a irmã gêmea de Klaus Mikaelson. Kassandra foi a que mais sofreu com as perseguições de Mikael. A moça deixava seus irmãos juntos e ficava para distrair Mikael. Ela dava tempo para eles fugirem para bem longe, enquanto o "pai" a...
