A História Se Repete

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- Onde você está indo? - Finn pergunta a vendo sair um pouco mais arrumada do que o normal.

- Vou dar uma saída, vou passear um pouco pela cidade e acho que vou acabar comendo fora. - Não foi muito específica na sua explicação.

- Vai sair com o mesmo da última vez? - Falava Kol ao lado de Finn.

- Enzo, não é? - Kai apareceu na cozinha.

- Como vocês estão sabendo disso tudo? - Se referiu ao encontro que havia tido com Lorenzo. Pegou uma bolsa de sangue da geladeira e encarou os meninos do outro lado do balcão.

- Klaus não estava em casa, mas nós estávamos... - Kol respondeu sua pergunta.

- E cá entre nós, meninas não são os únicos seres fofoqueiros. - Elijah estava escorado no batente da "porta".

- Vocês são terríveis! - Revirou os olhos, pegou a jaqueta no balcão e saiu da casa com sua bolsa de sangue.

- Só eu que não vou com a cara do Enzo? - Kai perguntou para o restante dos meninos.

- Eu acho que tem algo muito errado com ele, mas não posso falar nada. - Era Klaus se juntando ao grupo na cozinha. - Tudo que eu falo é "Você só está sendo ciumento".

- É basicamente isso. - Elijah comentou elegantemente.

- Eu não acredito que vou falar isso, mas eu concordo com o Klaus. - Kol respirou fundo três vezes antes de admitir tal coisa. - Com tudo o que ele acabou de dizer. - Fez um pouco de humor com a situação.

- Vamos esperar o julgamento do Elijah, ele é o mais certo da cabeça de todos aqui. - Finn analisava o irmão pouco mais novo perdido em pensamentos. - Ele também não é ciumento como vocês. - Completou.

Kai nem entendeu a suposição, ou melhor, a afirmação feita sobre ele sentir ciúmes de Kassandra.

Klaus não gostou muito dessa ideia, contudo essa possibilidade já havia passado pela sua cabeça. Ouvir alguém dizer isso em voz alta o incomodava mais do que apenas pensar sobre.

Todos os quatro ficaram observando Elijah perdido em pensamentos. Se realmente tivesse algo errado com Lorenzo, Elijah poderia saber, ter uma ideia ou confirmar isso.
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- Agora quero saber mais sobre o passado sombrio de Lorenzo St.Jhon - Seu tom era de brincadeira. Estava tirando as coisas da cesta de piquenique que Enzo tinha preparado.

- Eu... Bom, me transformei e te conheci pouquíssimo tempo depois, nós ficamos juntos, você me deixou - Foi interrompido

- Não fale como se eu tivesse feito por vontade própria. - Se exaltou um pouco, mas não demonstrou.

- Vivi sozinho por uns anos, até ser pego e mantido em cativeiro por mais de 70 anos. - Continuou sua história. - Fiz amizade com Damon, ele também ficou preso por um tempo, mas me abandonou. Quando eu consegui sair, nós fizemos as pazes e cá estamos nós! - Comeu um pedaço da torta de morango.

- Como você foi pego? Você é um vampiro, poderia ter escapado.

- Não quando usam verbena em você, sabe bem disso. - Ele sabia que Mikael usou acónito e verbena para prendê-la. - E com pouco sangue para sobreviver. Eu fui torturado e usado para experiências, só que não acho que isso foi tão ruim... - Viu que ela estava triste por ele. Realmente tinha sido uma fase muito difícil, inclusive quando Damon o abandonou.

Enzo tinha sido abandonado pela família biológica, por Lily, Kassandra e Damon.

- Agora eu sou mais imune a dor, a própria verbena também... - Abaixou a cabeça por um tempo. Quando a levantou novamente olhou no fundo dos olhos lápis lazúli da companheira. - Eu conheci uma mulher enquanto estava preso, ela era humana.

- Era? O que aconteceu com ela? - Cada vez sentia mais pelo passado que poderia ter evitado.

- Damon a matou. Eu achava que tinha me apaixonado por ela, todavia nunca tinha te esquecido. Na verdade - Se aproximou dela - Eu nunca te esqueci.

- Eu também ainda tenho sentimentos por você, Lorenzo. - Também se aproximou.

O espaço entre os dois era absurdamente pequeno. Por um instante, seus olhos escuros encaram os olhos claros de Kass, e ambos ficaram em silêncio. Ele acariciou seu cabelo solto e seus dedos penetraram cada vez mais fundo nos fios loiros da mixórdia. Sua respiração era mais profundas e a dela estava acelerada. Olhou para a boca dela e depois voltou o olhar para seus olhos incrivelmente azuis. Sua mão direita sobiu até o queixo da pessoa a sua frente. Então, tocou seu rosto e se inclinou para perto dela. Ele sorriu, depois apertou sua boca contra a da moça.

Foi um beijo longo, tecnicamente.

Após se separarem sorrindo, palavras são proferidas pelo britânico.

- Assim como sol e a lua, fomos destinados a viver separados, mas espero ansiosamente para o nosso eclipse. - Ainda segurava seu queixo e o sorriso da mulher só cresceu.

- Eu acho que o eclipse do coração já aconteceu.
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- Nossas irmãs possuem um horrível gosto para homens! - Elijah os respondeu de uma forma não tão direta.

- Um gosto horrível ou... Peculiar? - Era Kai perguntando. Certamente pensava se poderia ter uma chance com a melhor amiga, mesmo sem ter pensado na possibilidade de estar apaixonado por ela. Esse pensamento de querer uma chance com a loura dos olhos azuis estava no fundo do seu subconsciente.

- Peculiar, horrível... Chamem como quiser! - O vampiro mais novo bedelhava. - Eu vou chamar de "dedo podre." - As duas últimas palavras foram pronunciadas com gestos. O movimento de suas mãos imitava o formato de um arco-íris.

- Isso quer dizer que eu tenho outro motivo para matá-lo, não só o tal "ciúmes"?! - Klaus mais afirmava do que perguntava. A palavra "ciúmes" foi dita com aspas feitas por seus dedos.

- Niklaus, se controle! Precisamos investigar o garoto antes de fazer qualquer coisa. Matá-lo é outra história para outra hora. - Poderia achar ou ter certeza se que tinha algo errado com o moreno com um passado triste e caráter duvidoso, só que não poderia permitir que Klaus o matasse.

- Eu acho que tenho uma ideia de como podemos retirar algumas informações dele. - A voz de Finn ecoou pela cozinha.

- Finn, duas ideias são um lixo! - Kol nem fez questão de escutar o que o mais velho tinha a dizer.

- Como meu caro amigo Damon diz: "Não existem más ideias. Só ideias incríveis sendo mal executadas". - Kai tentou demonstrar que a ideia de Finn poderia ser boa, apesar das baixas expectativas.

Kassandra MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora