Frequentador De Ruínas

2.3K 222 111
                                        

- Já estamos longe. Podem ir. - Finn enviou a mensagem de aviso após mandar a localização do local onde o corpo de Kai deveria estar.

- Vamos, temos que ser rápidos. - Kass avisou Kol enquanto descia as escadas. Iriam juntos resgatar Kai.

- Alguém me explica por que raios vamos resgatar um defunto. - Exprimiu saber enquanto se levantava do sofá da sala.

- Te explico no caminho. - Já estava passando pela porta a caminho do carro.

O caminho foi tranquilo e rápido. Igual entrar no estabelecimento.

Estavam em um local velho. Instrumentos de trabalho estavam encostados por quase todos os lados. No centro uma mesa com ingredientes de feitiçaria e em outra mesa, encostada em outra parede, estava Kai.

- Vamos logo com isso. - Kol foi em direção a mesa em que o amigo se encontrava. Não demorou muito para perceber que algo estava errado. Se virou para a irmã, que percebeu que algo estava errado, só pela expressão de Kol e caminhou em sua direção. - Acho que o defunto não é mais defunto.

- Como ele está vivo? - Não estava conseguindo assimilar o que estava acontecendo. Alguém já estava em seu corpo? Esther tinha o trazido de volta?

- Kass...? - Estava um pouco atordoado, era como se tivesse acabado de acordar de um sono profundo.

A moça o viu se sentando na tábua com quatro pernas. Ao ver que ele estava sentado, apenas o abraçou com força e acabou escutando um gemido de dor. Sabia que poderia não ser quem parecia ser, mas precisava abraçar o melhor amigo.

- Que tal vocês ficarem de chamego depois que sairmos daqui? - Viu que se separaram após sua fala. - Quando foi que eu me tornei o único sensato? - Perguntou em voz alta, mas para si mesmo, enquanto ajudava Kai a se levantar por completo. Era extremamente notável que Kai estava fraco e precisaria de ajuda para chegar até o carro.

Passaram os braços de Kai pelos seus pescoços e o levaram até o carro. O deitaram no banco traseiro e seguiram de volta para casa.

- Me ajuda a tirá-lo do carro. - Abriu a porta e desceu do automóvel.

- Faz um feitiço de levitação. - Fez o mesmo que ela.

- Kol! - Foi repreendido e acabou a ajudando.

Rebekah e Freya estavam no segundo andar, Elijah e Klaus no escritório. Os três entraram na casa e o corpo de Kai foi deixado no sofá. O barulho que fizeram, trouxe os outros moradores da casa para a sala. Ver o estado em que o bruxo se encontrava os deixou com dúvidas. Como ele estava respirando? Era ele mesmo?

- Querem nos explicar? - Elijah perguntou parando em frente ao sofá em que Kai se encontrava. O encarou e cruzou os braços.

- Quando nós chegamos ele já estava assim. - Kol levantou as mãos em forma de rendição. Não sabia explicar como o Kai estava vivo.

- Por que trouxeram ele? Achei que o plano fosse trazê-lo para ressucita-lo. - Rebekah não entendia o porquê da irmã ter feito isso. E se fosse mais um plano da Esther?

- E era. - Kass começou a explicar parando ao lado de Elijah. - Só que independente do que o fez estar vivo, ele pode ser uma vantagem. - Se abaixou na altura de Kai.

- Eu... Eu estou com fome. - Ainda estava fraco, então sua voz saiu falhada.

- Freya, pega um sanduíche e um suco para ele. - Pediu para a irmã, que logo se virou para fazer o sanduíche e o suco.

- Não esse tipo de comida... - Os irmãos começaram a se olhar. Não parecia que ele queria um macarrão ou um arroz com feijão. Ele precisava de algo leve, levando em conta o estado em que estava. Então as fichas começaram a cair.

- Você quer sangue? - Kass perguntou com medo da resposta.

- É... - Kol jogou uma bolsa de sangue para Elijah que a pegou no ar e entregou para a irmã ao seu lado. Kai se alimentou e mostrou estar muito mais forte. O interrogatório estava prestes a começar.

- Pode começar a se explicar. - Klaus se pronunciou ao ver Kai se sentando no sofá. O híbrido estava com os braços cruzados é uma sobrancelha arqueada.

- Eu acordei em um armazém velho. Senti muita fome, sabia o que eu queria. - Explicou.

- Você morreu com o meu sangue no seu organismo, entrou em transição. - Completou em voz alta.

- Isso não faz sentido. - Elijah começou. - De acordo com Klaus, ele havia convertido todo o sangue em magia.

- Pelo visto, não. - Kol falou.

- A transição só dura 24hrs, se ninguém o alimentou, ele deveria estar morto. - Rebekah fez uma observação interessante. Claramente Esther não sabia que Kai estava vivo, ou melhor, em transição.

- Não se eu tivesse usado um feitiço de proteção em mim mesmo. - Exclareceu. - O feitiço me manteve nesse limbo tempo o bastante para eu completar a transição.
__________________________

- Onde ele está? - Esther e Finn haviam voltado e a mais velha percebeu a ausência de Kai.

Finn não respondeu. A bruxa tentou fazer um feitiço localizador, um feitiço que encontrava coisas inanimadas. Não deu certo. Era hora de Finn executar outra parte do plano de Kass.

- Mãe, por que Enzo estava trabalhando com você? - Seu tom era sugestivo. Esther sabia que seu filho sabia a resposta para a pergunta que fez.

- Onde quer chegar com isso? - Se virou para o filho que se aproximava.

- Ele queria a garota, não acha que devolver o corpo do melhor amigo ajudaria em alguma coisa? - Incriminou o vampiro, assim como o planejado. - Já que ela o descobriu antes do plano ser finalizado.
__________________________

- Pensei que fosse passar mais tempo com o mais novo vampiro da casa. - Rebekah praticamente anunciou sua entrada no quarto de Kassandra.

- Eu não sei muito bem como falar com ele. - Se lembrou das cartas que Kol havia entregado. Estava pensando no quão estranho seria conversar com Kai depois daquilo.

- É só chegar e falar a verdade. - Se sentou na cama.

- Você fala como se fosse a coisa mais fácil do mundo. - Riu sem humor. - Tenho medo de acabar não dando certo e estragar nossa amizade.

- Acho que você pode ser amigo de alguém, ou apaixonado por esse alguém. - Rebekah estava sendo sincera. Sua voz era calma, dócil e reconfortante. -
Não acho que dá para ser os dois. - Não queria força-la a nada, estava apenas aconselhando. Era como se dissesse que talvez evitar tudo isso, poderia acabar com a amizade ou qualquer outra coisa que fosse importante para os dois. Talvez, se tentassem e não desse certo, a amizade deles seria ainda melhor. - Quando é de verdade, não dá para fugir. - Segurou as duas mãos da mestiça. - Vai lá falar com ele.

Kassandra MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora