Praia, surf e diversão.
Era tudo que Maya nunca havia sequer imaginado que teria, naquela ilha fureca e perdida no meio do Atlântico Norte.
E ela também, não pensou que teria uma paixão.
E muito menos, que essa paixão seria um pogue de Outer Banks...
"...Eu tento rir porque eu prefiro não chorar. Preciso de uma bebida muito forte, apenas para continuar..." C O O L—Germano
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O sol raiava novamente no horizonte da grande ilha de Outer Banks.
Os raios ardentes invadiam o quarto da jovem Mason. E mesmo que a garota ainda se encontrasse anestesiada pelas descobertas da noite anterior, nem mesmo o sol podia fazer com que ela se sentisse bem para levantar da cama.
Seus olhos já se encontravam abertos, fitando o teto branco daquele quarto tão macabro, que antes parecia ser seu refúgio, mas que agora, só fazia pensar que ela estava dentro da casa de um assassino e isso, não a tranquilizava.
As lágrimas não pararam de rolar seus rosto desde que havira despertado. Seu coração doía e sua cabeça estava a mil. Muitas coisas se passavam por sua mente, tentando encaixar tudo o que vinha acontecendo naquele ilha e a ligação de Ward Cameron e seu pai.
"O cara era bom e podia nos ajudar a chegar ao ouro."
Essa frase não saia de sua memoria. Ela repassava e repassa dentre suas lembranças da madrugada de ontem e tudo começava a perde o sentindo.
Ouro?
Que tipo de quantia eles estavam falando?
Porque eles partiriam no fim do mês?
Para onde iriam?
"Mil duzentos e dois quilômetros"
Eles iam para mil duzentos e dois quilômetros da ilha. As palavras escritas a mão no mapa achado por John Booker na sala trancada de seu pai veio nitidamente em sua cabeça. Maya tinha certeza disso.
Sua cabeça não parava. Ela não sabia exatamente o que pensar. Não sabia o que dizer a John B, muito menos a Sarah. Kiara, Pope, JJ...
O que fariam quando descobrissem a verdade? O que John B seria capaz de fazer para se vingar do pai e o que Sarah seria capaz de fazer para defender o dela?
O que a jovem californiana de Long Beach faria a respeito do seu próprio pai? Um assassino.
Maya tinha plena conciência de que seu pai era uma pessoa ruim, que tinha feito coisas terríveis com sua própria família para alcançar a fama. Mas, matar? O homem do qual ela achava que tinha esperanças para ser salvo... Matar? Era demais para ela.
A Mason fechou seus olhos tentando esquecer tudo isso. Mas vislumbres da madrugada a impediram de se manter com os olhos fechados. A menina se levantou no susto se sentando na cama. Ela estava surtando.
Ela respirou fundo e resolveu levantar de uma vez. Não conseguiria ficar mais tempo parada ali. Ela queria fazer algo, mas não tinha certeza do quê.