De volta ao começo

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P.O.V. Hope.

Mas que inferno! Eu vou matar aquele filho de um Malivore!

Quando acordei a primeira coisa que fiz foi tentar me situar. Olhei em volta e eu estava ainda num lugar que ficava no pântano, mas não fundo no pântano. Com os meus ouvidos zunindo e meu corpo dolorido, me levantei e fui atraída por uma placa de neon vermelho piscante que dizia:

-Vamtasia?

Já era noite o que é estranho considerando que a cinco minutos atrás era dia. Mas como estou noutra dimensão não é de se admirar.

Me apoiei numa árvore, respirei fundo algumas vezes enquanto o zumbido no meu ouvido sumia. Depois de estar totalmente recuperada decidi entrar no estabelecimento para pedir informação.

Assim que passei pela porta literalmente todos os presentes pararam para me olhar. Até olhei para trás pensando que tinha algo atrás de mim, mas não tinha não. Balancei a cabeça para tentar espantar a minha paranoia e fui até a pessoa que parecia estar no comando.

Uma mulher com um rabo de cavalo alto e uma roupa toda de couro, maquiagem bem pesada.

-Com licença, pode me dizer onde estou?- Perguntei.

A mulher respondeu com um tom monótono que beirava a grosseria: -Está em Shreveport.

Minha cabeça meio que deu pane agora. Shreveport fica na Louisiana, mas fica á 314 quilômetros de Nova Orleans.

-Trezentos e quatorze quilômetros. Obrigado. Se importa se eu usar o banheiro? -Pedi gentilmente.

-É melhor dar o fora daqui, garota. Á menos que queira virar comida de vampiro.- Disse a mulher mostrando as presas. Mas, eu não deixei barato não. Dei um aneurisma nela.

-E é melhor a senhora não me ameaçar, á menos que queira acabar com os miolos fritos ou pior.- Falei dando um aneurisma nela.

A mulher se contorceu gritando apertando a cabeça.

-Agora, banheiro, por favor.- Exigi.

-Segunda porta á direita.

Parei de dar um aneurisma nela. 

E disse com um sorrisinho vitorioso: -Obrigado.

Fui até o banheiro.

P.O.V. Pam.

Mas, que porra foi aquela?! Era como se meu cérebro estivesse pegando fogo.

-Mas, que merda foi aquela?- Perguntou Eric.

-Nem faço ideia.

Fui correndo até o banheiro onde a pentelha estava lavando o rosto. Eu a agarrei pelo cabelo.

-Acha que pode fazer o que quer que seja aquela merda comigo e se safar, cadelinha?!

Para minha surpresa a garotinha revidou e ela era mais forte do que eu. Me prensou contra o espelho que se estilhaçou e quando vi no que o rosto dela se transformou... fiquei com medo.

 fiquei com medo

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