Cliente insatisfeito

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Obrigado á Cachinhos1604 e á LetíciaMikaelson.

P.O.V. Eric.

Quando acordei estava sozinho na cama. Ela não estava no banheiro, nem no chuveiro, não havia qualquer sinal dela e nem mesmo um recado. Fui até a recepção do hotel perguntar por ela.

-Com licença, por acaso você viu a minha acompanhante? Ela é jovem, cabelos castanho avermelhados, olhos azuis sempre de mau humor?- Perguntei á recepcionista.

-Eu a vi entrar com o senhor, mas ela não saiu.- Disse a recepcionista loira que usava um terninho de risca de giz.

-Ela sumiu! Procurei no hotel inteiro e ela não saiu.- Constatei.

Ainda estava de noite. 

P.O.V. Hope.

Ser enterrada viva é provavelmente a pior experiência que eu já passei. Nem estar presa dentro do Malivore, na escuridão sem fim era tão terrível.  Eu não consigo respirar, me sinto sufocada aqui dentro. É horrível, porque eu até tento gritar, mas a terra entra na minha boca. Estou entrando em pânico e cavando, mas a terra só cai mais encima de mim. Isso não tem fim! Meus dedos estão em carne viva! Eu vou morrer aqui e ai vou ressuscitar e morrer de novo!

-Me deixa sair! Eu quero sair!- Eu gritei.

P.O.V. Eric.

Estava na recepção do hotel quando me aparece alguém que eu não vejo a muito, muito tempo. Não desde a tempestade no pântano.

-Hello Brother.- Cumprimentou aquele maluco.

-O que você quer?- Perguntei.

-Quero conhecer a sua famosa amiga Tribrida. Ela parece ser muito interessante.- Disse Bjorn soando manipulador. Conheço este tom. Mas que filho da mãe! Se ele não fosse meu irmão chamava ele doutra coisa.

-Escuta aqui, Bjorn. Ela É MINHA.- Falei declarando em alto e bom tom.

 Mas, de repente algo estranho aconteceu. Do nada começou a ventar e não era só um ventinho ou mesmo um vento normal, era uma ventania desgraçada com ventos circulares que subiam em espiral. E a coisa só piorou porque as lâmpadas do hotel começaram a explodir.

-Mas que porra é essa?!- Perguntei colocando as presas de fora.

-Tenham calma, fiquem todos calmos. Isso já vai passar.- O gerente tentou apaziguar.

Mas, não passou. Só piorou, o tempo fechou e caiu um raio que entrou estourando a claraboia do hotel, fazendo-a se quebrar em milhões de caquinhos.

-Isso não é normal. Parece tempestade de bruxa.- Disse Bjorn.

 Então de repente me deu um estalo. Hope. Ela ainda está sumida. Demorou alguns minutos, mas parou.

P.O.V. Hope.

Tudo está começando a apagar, sinto que vou morrer. Estou sufocando. Sei que vou morrer. E então... tudo apagou. Não sei por quanto tempo eu fiquei morta, mas voltei a vida e continuei a cavar.

P.O.V. Eric.

Não durou muito. Começou de novo. Aquelas ventanias, os raios, as nuvens negras. E desta vez o vento e as explosões foram tão violentas que causaram um apagão no hotel e em tudo num raio de vinte quarteirões.

-Mas, que porra tá acontecendo? E onde diabos está a Hope?!- Indaguei.

Resolvi sair pra procurar. Respirei fundo, fechei meus olhos e tentei ouvir alguma coisa. Então, fiquei horrorizado de ouvir aquilo. Eu ouvi ela gritar, os gritos eram abafados como se viessem de longe e de um lugar fundo. E quanto mais alto ela gritava, piores eram as ventanias, os raios. 

Hope Meets True BloodHistórias para pegar e não largar. Descubra agora