Anahi
De uma garota centrada para uma louca de pedra.
Era assim que eu me sentia. E, no entanto, por mais insano que tudo
parecesse, eu não conseguia me arrepender de estar ali.
Encarei a mim mesma no espelho, com ansiedade.
O vestido branco era simples e curto. Meus cabelos estavam soltos,
apenas moldados por algumas ondas. Eu também tinha optado por uma
maquiagem leve, com um toque de blush nas bochechas.
Seria uma cerimônia formal, segundo Alfonso, e nós partiríamos para Londres logo em seguida. No avião particular dele.
Por que você não consegue simplesmente se virar e escapar dessa loucura?
Inquiri silenciosamente para o meu reflexo. Mas não tive resposta. Era como se meu cérebro não funcionasse normalmente depois de conhecer AlfonsoHerrera.
De repente, uma batida na porta me despertou do transe.
- Entre - permiti, depois de passar a mão pelas saias.
Dulce adentrou o quarto com o semblante repleto de encantamento e um
pequeno buquê de lírios brancos.
- Essa cobertura é, sem dúvida, a mais luxuosa que já vi na vida. Any, você realmente acertou na loteria!
Ri. Mais por nervosismo do que por realmente achar graça.
Dulce se aproximou, com seus cabelos ruivos reunidos num coque
elegante. Ela trajava um vestido azul claro e saltos um pouco altos demais para a hora do dia.
- Você está incrível. - Ela me surpreendeu com um abraço - Alfonso
não vai conseguir esperar até a noite de núpcias.
Afastei-me, um pouco constrangida, quando as palavras dela trouxeram
as memórias do meu último encontro com Alfonso, há duas semanas. Quando
eu tinha dito sim.
- É apenas uma formalidade de conveniência - aleguei.
Porque eu não chamaria aquilo de casamento.
Dulce tinha razão. Eu era romântica demais. Do tipo que pensava em casamentos como algo para a vida toda. Mas não tinha me dado conta disso até precisar salvar o pescoço da minha irmã.
- Conveniência, não é? - Os olhos castanhos dela brilharam, maliciosos - Não me parece que um homem como Alfonso escolheria,
mesmo por conveniência, uma mulher com a qual não pudesse unir o útil ao agradável.
"Diga sim e teremos três meses incríveis disso."
A frase veio sem permissão, e um arrepio de expectativa fez os pelos da minha nuca se arrepiarem.
- Ah! Quase me esqueço. Isto é para você - Dulce me estendeu o buquê de lírios.
- Para mim? - Acolhi os lírios do vale, encantada com a gentileza.
- Sim. Alfonso me pediu para entregá-las a você - Dulce arqueou uma sobrancelha perfeita - Ele disse que significava confiança. Ou algo do tipo.
Se antes eu estava encantada, agora estava entorpecida.
Ele tivera a delicadeza de mandar flores. E com significado próprio.
Como isso poderia vir do mesmo homem que decidia se casar por
conveniência, de forma prática e fria, com uma mulher que conhecia há três
semanas?
Alfonso explicara que a formalidade era por razões jurídicas. A princípio,
pensei que pudesse ser algo relacionado a um visto de permanência no México.
Mas desconsiderei a hipótese rapidamente. Alfonso era um empresário rico e europeu. Não era o tipo de imigrante que seria barrado pelo consulado mexicano.
Eu sabia que devia ter perguntado mais. Insistido em saber. Mas com
um débito de um milhão de libras sobrevoando a minha cabeça, não parecia
muito inteligente se indispor com ele.
- Foi muito gentil da parte dele - respondi por fim.
Dulce não disse nada por um tempo. Apenas ficou parada, me analisando.
De repente, seu rosto bonito ficou sério.
- Só tome cuidado, Any.
Tentei encará-la com um sorriso irônico.
- Acha que ele é um psicopata? Quem sabe um sequestrador, que me deixará perdida em Londres?
Deixei uma gargalhada escapar. Embora, se pensasse a fundo na situação, poderia realmente questionar o fato. Deus! Eu só conhecia aquele
homem há três semanas!
- Não. Ele é apenas mais um CEO podre de rico e gostoso. - Dulce soltou uma pequena risada. Então, me surpreendeu uma segunda vez quando se aproximou e segurou minhas mãos
- Apenas tome cuidado, porque homens como ele, raramente se apaixonam. Eles costumam ser deuses no
sexo, mas destroçam corações com a mesma agilidade. Eu sei, porque já
passei por isso.
Pela primeira vez, o rosto impecável de Dulce se contorceu. Uma tristeza
profunda pesou seus traços e também meu coração.
- Não se preocupe comigo - garanti com um sorriso e apertando a mão dela de volta - Eu sei me cuidar. Não vou me apaixonar como num
enredo clichê de sessão da tarde.
A tristeza de Dulce foi lavada por um sorriso.
- Se é assim, aproveite muito. Eu nunca tive um amante inglês. Então quero detalhes na sua volta para casa.
Nós duas rimos, mas assenti com a cabeça, prometendo os detalhes que ela desejava. Então, Dulce entrelaçou seu braço no meu e nós seguimos para a porta.
Eu estava prestes a me casar com um homem que conhecia há menos de
um mês. E provavelmente também estava prestes a cometer o ato mais
impensado da minha vida.
Nem mesmo Giovanna poderia voltar a me chamar de entediante, depois disso.
A cerimônia formal foi mais rápida e indolor do que eu imaginei.
Alfonso deslizou uma aliança pelo meu dedo após algumas palavras do oficiante, e estava feito. Selado como uma condenação do juízo final.
Dulce e o advogado de Alfonso, que também viera da Inglaterra, insistiram
em estourar um champanhe, e assim também foi feito. Mas eu não estava no
melhor clima para festas. Toda a situação finalmente tinha parecido bizarra
demais e uma estranheza profunda se enraizava no meu âmago.
Enquanto fitava a aliança incrustrada de pequenos diamantes, ela me
pareceu mais um par de algemas do que qualquer outra coisa. De repente, eu
tentava desvendar como aquilo tudo terminaria para mim.
Eu sempre soube que estaria disposta a qualquer coisa para proteger minha irmã. Mas qual seria o verdadeiro preço, ao final de tudo aquilo?
Quando Dulce finalmente partiu e Alfonso permaneceu concentrado demais em uma conversa com o tal Christian, eu decidi escapar para a varanda da cobertura. Do guarda-corpo de vidro, eu podia ver a bela praia de Cancún.
Curvei-me e coloquei a taça de champanhe no chão. Em seguida, apoiei
os braços no metal.
O mar imenso, subitamente, me deixou melancólica.
Já havia se passado mais de três semanas sem notícia alguma de Giovanna.
Não era a primeira vez que ela desaparecia assim. Eu já havia perdido as
contas de quantas vezes ela simplesmente sumia com algum affaire do
momento. Começara com fugas semanais. Depois quinzenais. E, na última
vez, ela tinha permanecido incomunicável por dois meses, na ilha de um
magnata grego. No entanto, mesmo conhecendo o comportamento da minha
irmã, eu não conseguia evitar a preocupação.
Entretanto, toda a preocupação, somada às circunstâncias em que eu me
encontrava, parecia ser o estopim.
Um bolo de lágrimas se enrolou na minha garganta enquanto eu desviava a atenção para o céu estrelado.
Esforcei-me para contê-las, principalmente quando escutei o barulho de
uma porta se fechando ao longe. Instantes depois, passos tranquilos soaram às minhas costas.
- Acredito que seu ex-namorado esteve aqui.
Eu esperava pela voz de Alfonso. Mas não esperava pelas palavras.
Virei-me, assustada.
- O que você disse?
Alfonso parecia sereno. Seu olhar atento percorreu meu corpo antes que
ele deixasse seu ombro encostar displicentemente contra o limiar da porta de
vidro.
- Rodrigo Marçal. - Ele cruzou os braços musculosos sob o terno escuro
- Foi o nome que o meu porteiro me anunciou.
Fiquei sem reação.
- Mas por que... Por que Rodrigo viria até aqui?
- Ao que parece, ele soube que nos casaríamos hoje e não ficou muito
satisfeito com a sua decisão.
Foi a minha vez de deixar meus ombros caírem.
- Não me surpreende. Nada em mim satisfazia Rodrigo.
Saiu sem que eu pensasse e com mais pesar do que eu gostaria.
Pensei que Alfonso fosse questionar alguma coisa, porque seu olhar se
tornou mais apurado enquanto analisava o meu rosto.
- Bem, isso não destoa das minhas expectativas sobre ele. Por isso
nunca nos tornamos parceiros comerciais, mesmo diante da insistência dele.
Franzi o cenho.
- O que você quer dizer com isso?
- Quero dizer que o cara é um idiota completo - Um daqueles sorrisos
tortos e maquiavélicos surgiu nos lábios dele - Apenas um idiota completo
deixaria você escapar, Angel.
O elogio implícito me pegou desprevenida.
Mas não tive muito tempo para pensar sobre isso, porque Alfonso deixou sua posição. Com três passos, ele estava diante de mim e me estendeu a mão.
- Venha - pediu.
- Para onde?
- Percebi que passou a cerimônia inteira nervosa.
Ele tinha percebido?
- Você percebeu? - ecoei meus pensamentos.
- Eu praticamente a coagi a se casar comigo por causa de uma dívida
- ele disse aquilo sério - Mas estava preparado para que desistisse.
Sinceramente, estou surpreso que tenha ido até o fim nessa loucura, mesmo
quando eu me recusei a lhe dar muitas explicações.
Abri a boca. Foi a minha vez de ficar chocada pela confissão direta.
- Espere - meneei a cabeça automaticamente - Isso foi uma espécie de teste?
Ele assentiu, com a serenidade de um garoto.
- Sim. E você foi aprovada com mérito. - Ele suspirou e retirou a gravata que usava - Acho que subestimei seu senso de altruísmo familiar.
Mas, em minha defesa, devo dizer que não é algo comum nos dias de hoje.
As pessoas, mesmo em família, têm uma tendência muito forte ao egoísmo.
Minha mente deu um nó. Parecia haver um elogio ali, mas eu estava
mais preocupada com o significado daquelas palavras como um todo.
- Está me dizendo que você não imaginava que fôssemos nos casar, até o último minuto? Mesmo com tudo providenciado?
Alfonso enfiou a gravata no bolso e depois manteve as mãos lá.
- Não - admitiu.
- Então, quer dizer que se eu tentasse ir embora correndo, você não iria me jogar sobre os ombros, como fez na suíte do hotel?
Ele sorriu por um instante, parecendo gostar da lembrança que evoquei.
- É tentador ter você nos meus ombros. Mas não. Eu não o faria.
Eu não sabia se ria ou se chorava diante daquela revelação.
- Eu não a teria forçado, Any - ele garantiu.
E a honestidade era tão clara no olhar dele que não consegui duvidar.
- Mas minha irmã...
- Bem - Alfonso ergueu sutilmente os ombros fortes. -, é claro que ela não teria a minha benevolência com relação ao roubo.
Suspirei.
- Então, eu não tinha uma escolha, de qualquer forma.
- Não se quisesse proteger a carreira da sua irmã - Alfonso disse
tranquilamente.
- Você não joga limpo - respondi, mal-humorada.
- Sim. E nós já tivemos essa conversa. - Ele me dirigiu um olhar intenso.
E, de repente, o clima mudou.
Aquela energia invisível, mas que me atraía para ele, começou a saturar
o ar. E a cada lufada que eu enviava para os meus pulmões, mais adrenalina
parecia escoar dele para o restante do meu corpo.
- Acho que estou indeciso, nesse momento.
A frase quebrou o encanto com confusão.
- O quê?
Alfonso não falou. Ele se aproximou e sua mão deixou o bolso para acariciar meu queixo.
- Devo honrar sua confiança. Por isso planejei dizer-lhe exatamente a razão do nosso casamento.
- Seria bom, para variar - concordei, resistindo à tentação de fechar
os olhos quando ele afagou minha bochecha.
Ele riu.
- Mas seria uma conversa longa.
Meu corpo todo aqueceu quando seu braço contornou minha cintura.
- Muito longa?
- Do tipo que toma tempo e concentração - A mão deixou meu rosto e se infiltrou nos cabelos da minha nuca - Mas não sei se terei concentração
agora.
- Acho... Acho que posso entender. - Firmei minhas mãos nos braços
musculosos dele.
Alfonso riu outra vez. Pelo que já tinha percebido, ele ria tão pouco que
tive uma estranha sensação de orgulho por conseguir provocar tal reação em
um espaço tão curto de tempo.
- Imagino que possa. Já que é você quem tem me distraído. Desde o primeiro instante em que a vi.
Ele puxou meus cabelos levemente, para conseguir acesso ao meu pescoço, e seus dentes mordiscaram a minha pele.
- Alfonso... - ofeguei.
- O que você quer agora, Angel? Uma conversa? - ele me provocou.
Não respondi. Ao invés disso, tentei encontrar a boca dele com a minha, mas o canalha se afastou com um sorriso nos lábios.
- Você precisa me dizer o que quer, Anahi. - Ele deixou a testa descansar no meu ombro nu. Mas suas duas mãos seguraram meu traseiro possessivamente. - Eu preciso ouvir de você. Quer sua noite de núpcias?
- Sim. - Enfiei os dedos pelas ondas escuras do cabelo dele.
- E como quer?
- Pare de me torturar! - reclamei.
- Diga como quer, Angel. - Ele insistiu, e seus dedos se afundaram mais na minha carne, fazendo-me gemer, entregue - Diga.
Todo o meu receio tinha desaparecido do mapa.
- Quero você duro e fundo. Sem piedade, dentro de mim.
O gemido profundo que pensei, por um instante, ser meu, veio, na verdade, do peito de Alfonso.
Em um instante, eu estava montada nele. Com as pernas rodeando a sua cintura e o vestido encolhido em um limite indecente.
Seus lábios vieram para os meus do jeito rude que eu descobri adorar.
- Seu desejo é uma ordem, minha esposa.
Meu vestido foi arrancado de mim tão logo chegamos ao quarto.
Mas eu não me importava. Porque minhas mãos também trabalhavam,
frenéticas, arrancando a polida roupa social de Alfonso.
- Desta vez você não escapará de mim, Angel - Alfonso murmurou enquanto me ajudava a afastar sua própria camisa.
- Não quero escapar - assegurei quando voltei a enlaçar seu pescoço.
Pela primeira vez, eu tinha a visão do peito liso e musculoso dele.
Minhas mãos correram pela pele quente dele de imediato. Alfonso era mais pálido do que eu e sua clavícula era salpicada por pintinhas que não resisti beijar.
- Você é lindo - soltei.
Ele me sustentou pela nuca e me guiou de volta aos seus lábios exigentes. Mas seu beijo na minha boca foi rápido. Em seguida, senti minhas costas encontrarem os travesseiros da cama king size.
Alfonso então pairou sobre mim. Usando somente calças, ele se afastou e
apoiou-se no colchão sobre os joelhos, com os olhos passeando sobre meu
corpo sem cerimônia alguma.
Eu sabia que estava usando uma lingerie elegante. Preta e rendada, meu estilo favorito de peça íntima. Também sabia que, em nossos primeiros encontros, Alfonso e eu já havíamos tido uma intimidade mais do que indecente. Entretanto, eu havia ficado parcialmente coberta em todos.
Agora eu estava muito mais exposta sob a luz completamente reveladora
do quarto. Cada um dos defeitos que Rodrigo ou Giovanna não me deixavam
esquecer.
- Não, Anahi. Você é linda. - Alfonso disse, e sua mão cobriu a minha no momento exato em que me preparava para puxar o lençol - Seu
corpo exuberante tem estado nos meus sonhos todas as noites.
Quando voltei a olhar para o rosto dele, Alfonso me recebeu com um
olhar faminto. Quase feroz.
- Isso é verdade? - Não consegui refrear a minha insegurança.
Alfonso sorriu, malicioso.
- Ah, eu poderia contar com detalhes, Angel. - Ele afastou uma mecha de cabelo da minha testa - Mas eu prefiro mostrar cada um deles.
Ele se curvou mais e sua boca capturou meu mamilo por cima do sutiã.
A mordida surpresa me fez esfregar meus quadris contra os dele. E tornou tudo ainda mais excitante o fato de eu estar de calcinha e ele ainda de calça social. Alfonso retribuiu o contato.
- Coloque as mãos acima da cabeça - ele disse em voz de comando, ofegante, enquanto me torturava.
Obedeci, sentindo-me excitada ao limite pelo tom dele.
Alfonso parou de se movimentar e tirou algo do bolso. A gravata, que ele
guardara mais cedo. Ele se curvou, e com o olhar sustentando o meu, atou
meus pulsos. Exatamente da forma como eu sempre fantasiei.
- Apenas minhas mãos e minha boca vão te tocar essa noite, Anahi. Você será toda minha e terá apenas que me sentir. - Ele desceu,
mordiscando a pele da minha barriga - Entendeu?
Ele perguntou, depois de roçar o nariz na minha calcinha.
Alfonso inspirou meu cheiro profundamente e fechou os olhos. Seu rosto se contorceu em uma expressão faminta e primitiva. O que me fez estremecer e esquecer sua pergunta.
- Eu não ouvi sua resposta. - Ele se afastou e seus olhos verdes encontraram os meus.
- Sim - respondi de imediato, mas ele não pareceu satisfeito.
Um dedo dele infiltrou-se no tecido e me acariciou.
- Sim, senhor. Repita para mim, Angel.
Os olhos dele me encantavam como uma serpente encanta sua presa.
- Sim, senhor Herrera - falei, quase sem fôlego, quando outro dedo se juntou ao primeiro.
Alfonso fechou os olhos, parecendo saborear minha resposta.
E então minha calcinha foi arrastada para o lado e sua boca me reivindicou. Feroz.
- Eu senti falta desse gosto. - Ele rosnou - Você é a porra de um doce, Anahi.
Gritei.
Eu sentia tudo. Seus lábios, sua língua e seus dentes. Alfonso sugou cada
centímetro de mim. Cada prova úmida do meu desejo por ele.
- Você me deixou louco. Me deixou viciado e espero que suporte.
Porque eu não vou parar até conseguir tudo o que eu quero.
As palavras dele me levavam a outro nível de consciência.
Fechei os olhos e gemi, ensandecida, quando suas mãos seguraram
minhas nádegas e me apertaram mais contra ele. Sem controle, comecei a me
esfregar contra a sua língua em busca de alívio.
- Eu não disse que podia buscar o seu prazer - Alfonso segurou meus quadris no lugar com firmeza- Sou eu quem vai lhe dar prazer, Any. Mas na hora que eu quiser.
- Alfonso... - choraminguei.
Ele riu. Quase cruel. Mas, de repente, puxou meus quadris de forma bruta e investiu contra mim, mantendo minha calcinha de lado enquanto esfregava sua ereção coberta pela calça. O tecido áspero contra a minha pele sensível arrepiou-me.
- Olhe o que você fez, Anahi - Ele sustentou minha nuca. Tive a visão de minhas pernas arreganhadas e sua calça úmida pela minha excitação.
- Você o quer dentro de você, não quer? Fazendo você gemer enquanto a preencho.
Não respondi. Apenas movi os quadris, completamente hipnotizada pela
visão. Alfonso permitiu, até que um gemido subiu de sua garganta.
Então sua boca estava na minha de novo.
Senti meu próprio gosto na língua dele e me perdi em uma excitação pura e inesperada. Sem conseguir puxá-lo para mim, só pude aprofundar o
beijo, de uma maneira quase desesperada.
- Veja como você é doce. Meu pote de mel.
Respondi deixando-o me envolver em um novo beijo erótico.
- Chega disso - Ele me soltou de repente e se afastou, ofegante.
-Preciso ter você. Foda-se o controle.
Não entendi a última frase dele, mas não consegui me concentrar nela
também. Alfonso se livrou das próprias roupas de baixo com um puxão rápido
e dominou a minha mente por inteiro.
Imaginava que ele fosse um homem grande, pelo que já tinha sentido,
mas, ainda assim, meus olhos se arregalaram ao descer pelos músculos bem
desenhados do seu abdômen. Ao chegar à prova de seu desejo por mim,
vergonha me consumiu por um instante.
Mas ele não me deu tempo para repensar qualquer coisa.
- Fique de quatro para mim - ordenou, com os olhos verdes em chamas
- Agora.
Minha vergonha foi substituída pela excitação no mesmo momento.
Rolei e engatinhei até ficar com os cotovelos e os joelhos apoiados no
colchão.
Assim que acabei de me posicionar, meu frágil sutiã sem alças caiu no
colchão.
- Essa calcinha vai ficar. - Alfonso sussurrou ao meu ouvido enquanto
mordiscava a minha orelha - Vai ser uma bela recordação dessa noite.
E então ele me fez gemer, surpresa, quando sua ereção invadiu a minha
calcinha, esfregando-se na minha intimidade úmida. Eu conseguia ver a
cabeça larga através do tecido rendado.
- Alfonso!
- Porra, você está pingando por mim, Any - ele reclamou, ofegante.
- Não vai dar para ser assim.
Um tapa inesperado na nádega me fez soltar um gritinho.
E com um movimento rápido, Alfonso me trouxe para junto do corpo dele. Um braço envolveu minha cintura e a outra mão livre se apossou do meu seio direito, amassando-o de um jeito quase dolorido. Mas a sensação só fez os meus músculos do baixo ventre se contraírem mais.
- Preciso sentir você.
Ele confessou contra o meu pescoço enquanto voltava a se mover dentro da minha calcinha.
Sem poder usar as mãos, eu estava à mercê dele. Todo o meu corpo subjugado ao seu prazer, o que apenas aumentava as chamas dentro de mim.
- Alfonso... - O nome dele parecia a única coisa que meus lábios conseguiam dizer.
Ele riu, e seu peito tremeu enquanto seus movimentos se tornavam mais
vigorosos, torturando-me.
- Isso, Angel. - Senti-o enrolar meus cabelos no pulso. Seus lábios tocaram a minha nuca antes que ele falasse - Chame meu nome enquanto
rebola, molhada, no meu pau.
As palavras dele quase me fizeram entrar em combustão.
A necessidade dele me fazendo quase delirar.
Eu não imaginaria nunca a possibilidade de me sentir tão livre com um
homem. Não depois de tudo o que havia passado. Mas não parecia haver
escolhas com Alfonso. Ele parecia me tirar da casca protetora. Tinha sido
assim desde o começo. Com ele, eu desejava apenas me entregar e sentir.
Mais e mais.
Porque meu corpo simplesmente confiava nele. Como se o reconhecesse.
- Oh, Alfonso... - balbuciei, quase sem fôlego - Eu estou tão perto...
- falei, rebolando e me tornando mais frenética e mais desesperada. Mas
quando eu estava perto, Alfonso se moveu. Em uma fração de segundos
desapareceu, e quando retornou, uma dor lancinante me preencheu, esticando
as paredes dos meus músculos internos ao máximo.
Gritei, sem me conter.
Alfonso recuou, assustado, e seus músculos, que me sustentavam,
protetores, ficaram trêmulos.
- Gosh! - ele emitiu com um fiapo de voz cheio de pesar profundo -
Por que não me disse que era virgem, Angel?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Algemas de Diamante.
RomanceSinopse: Anahi e Giovanna são irmãs gêmeas. Idênticas na aparência e diferentes na alma. Anahi sempre muito correta e doce. Giovanna caprichosa e ambiciosa. E por serem tão diferentes Anahi poderá pagar um preço muito caro por causa das ambições de...
