⚠️NÃO É UMA FIC SOBRE LOBOS⚠️
✨FINALIZADA ✨
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"Contos de fada não existem. E, se existissem, com toda certeza, o príncipe não seria eu."
Existe uma linha tênue que diferencia o bem do mal, mas quando se faz o mal em nome do bem, isso é visto...
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"Nem todas as verdades precisam ser contadas."
⁓ ★
O movimento desta tarde está muito lento. Suzana e eu trocamos breves palavras, mas nada significativo. Não gosto disso, porém, não estou afim de ouvir outro sermão. Jiang não deu as caras e eu fiquei aliviada por isso. Vi suas mensagens ameaçadores e senti um déjà vu. Aproveito que o movimento está baixo e ligo para o detetive Loyola, talvez a polícia possa ajudar de alguma forma. Saio do estabelecimento e fico na calçada para fazer a ligação.
— Detetive Loyola. — Ele atende no primeiro toque.
— Boa tarde, detetive. Aqui quem fala é a Eliza.
— Estou ouvindo.
— É que vieram no meu trabalho e me ameaçaram. Queria saber se a polícia pode fazer alguma coisa...
— Olha, é como te disse da última vez: eles virão atrás de você, é inevitável.
— Enquanto isso devo contar com a sorte para me manter segura?
— Ainda está com o Villalobos?
— Sim, mas ele não é meu segurança! Tem suas próprias coisas para resolver.
— Se eu fosse você, falava com ele.
— Claro, por que não? Vou chegar para ele e dizer: ei, Alex, além de você me dar um lugar para morar, roupa e comida, teria como ficar grudado comigo 24 horas por dia para que nenhum traficante venha me importunar? Devo dizer isso batendo os cílios para ficar mais fofo? — Digo sarcasticamente.
— Não seria uma má ideia.
— Inacreditável! Parece que a polícia não quer se envolver nesse caso.
— Está certa. — Ele abaixa o tom de voz para um sussurro — Têm muitos policiais envolvidos com propina, os traficantes pagam bem para que a polícia não se meta em seu negócio.
— Então por que a polícia existe, se ela não é capaz de ajudar o cidadão de bem?
— As coisas são mais complicadas do que parecem, Eliza. As coisas não saem do jeito que desejamos.
— É, percebi. Vou desligar para evitar estresse.
— Boa tarde, Eliza.
Desligo a chamada inconformada. Talvez eu realmente deva conversar com Alex sobre essa situação. Pensando bem, o máximo que ele pode fazer é não querer me ajudar. Não, melhor não. Continuo no debate interno quando percebo a tão conhecida Mercedes, estacionada do outro lado da rua.