⚠️NÃO É UMA FIC SOBRE LOBOS⚠️
✨FINALIZADA ✨
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"Contos de fada não existem. E, se existissem, com toda certeza, o príncipe não seria eu."
Existe uma linha tênue que diferencia o bem do mal, mas quando se faz o mal em nome do bem, isso é visto...
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"Sim, eu faço escolhas estúpidas. Quem não faz?" ⁓ ★
Sinto um braço segurar minha cintura e todo meu sangue gela. Invadiram a casa do Alex? Mas não era seguro? Aperto os olhos e inspiro fundo, quando os abro, estou determinada. Procuro algum objeto que possa ser revertido numa arma e o abajur parece atender ao requisito do momento. Estico minha mão e agarro sua base, puxando com força suficiente para arrancá-lo da tomada. A mão está imóvel em minha cintura, mas isso em nada me tranquiliza.
Viro-me bruscamente e preparo o abajur para acertá-lo em minha futura vítima. Seguro o objeto com força e golpeio alguma parte do corpo de quem quer que esteja do meu lado. Faço isso de olhos fechados e ouço uma enxurrada de xingamentos que interrompem os meus movimentos.
— Alex?!
— Que caralho, Eliza! Quem mais poderia ser? — Pergunta retoricamente.
— Como eu ia saber que era você e não um ladrão? — Inquiro, defensivamente.
— Se você abrisse os olhos saberia muito bem quem estava do seu lado.
— Por que você deitou aqui? E ainda pelado?! — Aponto para o seu peito nu.
— Eu não estou pelado e vim parar aqui no automático, mas há várias formas de se acordar alguém. Não precisa ser, necessariamente, à base do abajur. — Pega-o de minhas mãos e põe de volta em seu devido lugar.
— Me desculpe. Não queria te machucar, só fui pega de surpresa. — Envergonhada, tento me comportar de maneira humilde.
— Eu que devo pedir desculpas. Não queria invadir sua privacidade. Vou dormir no sofá. — Ergue-se e vejo que ele não está nu, mas com uma boxer.
Seu corpo trincado faria Adônis chorar. Mas o que me chama atenção são as tatuagens que colorem seu tronco firme. Seu lado esquerdo, rente à sua escápula até um pouco abaixo de seu ombro, há o perfil de um lobo tribal em preto e branco. Na sua costela direita, uma data: 15.03.2002.
Ele lança a cabeça em minha direção e me pega no flagra observando o seu corpo. Mas me sinto muito hipnotizada para desviar ou fingir que não admirava sua bela forma. Alex arqueia uma sobrancelha, entretanto, nada diz. Percebo, tardiamente, que ele também passeia os olhos no meu corpo. Cruzo os braços sobre o peito na tentativa de me esconder de seus olhos analisadores. De repente, me sinto insegura e à mostra diante suas íris negras. Ele balança a cabeça, como se afastasse qualquer pensamento intruso, e fecha a porta com um leve ruído.
Após sua saída, respiro novamente e pego meu celular debaixo do travesseiro para olhar as horas. Não são nem quatro da manhã, então tento voltar a dormir porque terei que levantar em menos de duas horas. Paro para pensar no ocorrido e começo a rir. Tenho pena do Alex, não sabia que teria que abrigar uma desequilibrada em sua casa.