O que faz aqui? -Perguntei a George.
-Me contaram que a senhorita havia quase morrido! -ele diz em tom de exagero.
-Isso é exagero, estou bem! -digo me levantando e quase caindo. -George vá para a toca, não diga onde estou e tudo se resolverá, ainda tenho um mês pela frente aqui! -digo e ele pareceu chateado.
-Não irei embora, estou aqui, por conta de você, e também porque sempre quis ver como o Brasil é! -ele diz me fazendo sorrir.
-Senhorita tome isto! -o medico diz e engulo o frasco de remédio a minha frente.
George passou o dia inteiro ao meu lado, ele não tocou no assunto de Fred, nem nada sobre Hogwarts, só conversamos coisas bobas como aulas e os professores.
Ao saímos do mini hospital, fomos ao quarto, George não se arriscou a falar nada, no lugar do jantar, hoje teríamos uma festa na sala de pedra, eu não sabia onde era.
Me arrumo uma roupa que Helena havia pegado do meu armário, um short preto de couro e um top vermelho, tudo estava colado no meu corpo, era estranho, e ainda por cima meu sapato era um coturno preto de salto, Gabriel tinha emprestado uma roupa a George, uma blusa de listra regata e uma bermuda cinza, seus sapatos continuaram.
Seguimos Helena e Gabriel até a floresta, entrando dentro de uma pedra, coberta por plantas, havia uma porta enorme de mármore a nossa frente, Gabriel bateu três vezes e então a porta se abriu, revelando a festa lá dentro, haviam pessoas dançando musicas brasileiras, haviam pessoas bebendo e comendo e haviam pessoas se beijando contra a parede.
George ficou confuso no início, mas depois se soltou pegando uma garrafa de cerveja na mesa, me direciono a pista de dança onde me junto a Maria e Gabriel que dançavam ao som de uma batida forte, as bebidas no Brasil eram fortes, e eles com certeza tinham as melhores festas. Quando percebi a musica tinha mudado, e agora haviam pessoas rebolando e descendo até o chão na pista, Maria tinha me ensinado a como dançar esse tipo de música, mas no meio da festa meus joelhos estavam doloridos, George dançava pouco mas parecia incompleto.
Uma musica lenta passou a ser tocada e todos pegaram seus pares, George veio até mim, dançando no meio do salão ele começou a falar.
-Fred sente sua falta, nunca vi ele sentir isso por ninguém, ele chora na maior parte das noites em busca do seu calor, ele sonhou com você, ele me contou que disse que uma hora você o deixaria saber sobre você...
-Sim, eu disse, mas no meu sonho com ele! -digo percebendo segundos depois que havíamos compartilhado um sonho.
-Então o que quis dizer com isso? -ele questionou.
-George...Eu não posso te dizer até que esteja controlado, o que eu tenho é perigoso, por isso vim aqui! -digo e ele me abraça, queria que fosse Fred em seu lugar, queria poder contar ao meu Ex-namorado porque me afastei de repente e oque havia acontecido comigo, mas era exposição demais para a outra parte tomar como raiva.
A festa foi passando, dançamos e bebemos até não aguentar mais, no fim George dormiu no quarto de Gabriel, ele recebeu uma carta no fim da noite, depois da festa lhe alertando para que no dia seguinte ele voltasse a toca, eu dormi no meu quarto, caída em sono, como pedra, tudo doía, ao amanhecer bebo mais de três poções e visto meu uniforme vendo que George havia ido, mas me deixado um bilhete.
Bela, adorei estar no Brasil, temos que fazer festas assim na comunal da Grifinoria.
Guardei o bilhete e fui treinar com Helena na floresta, eles queriam saber como meu poder reagia as poções e por azar eles não se anestesiaram com as poções que tomei, comecei a correr pela floresta com o efeito das poções, mas para mim eu estava igual. Corria igual, meus poderes estavam iguais e meu corpo se regenerou também, ao chegar no campo da aula, atravessando a floresta de novo, Professora Alessandra queria fazer um tipo de experimento, ela pegou uma adaga e jogou em mim sem eu perceber, meu corpo foi aliviado em dor, como uma droga, não senti nada, cai ajoelhada no chão, com a adaga em minha barriga, vi minhas mãos virarem pó vermelho e cinza e logo depois apaguei, acordo minutos depois com todos a minha volta menos a professora.
-Bom, isso é o que acontece se não usar seus poderes rápidos, com seu poder, resistira mais tempo em seu corpo, sem que ele vire pó, de novo! -ela diz e me levanto, dessa vez a adaga pegou em cima, no meio do meu peito, rente ao meu coração, minhas mãos quentes eletrizando o poder tocaram meu peito, me fazendo sentir o sangue escorrer, olho o chão, havia sangue para todo o lado, não cinzas nem pó, e sim sangue, nunca me vi sangrar, nunca senti o medo de poder morrer, nem de sentir o liquido vermelho sair de mim, a fraqueza, nunca senti.
Segundos depois caio no chão e acordo depois, de novo, a mesma coisa só que dessa vez era no braço, um corte que jorrava sangue, mas a adaga não fincou em meu braço, um globo de energia vermelha se tornou aparente em minha mão direita, o globo atingiu o machucado o ardendo e queimando, mas o deixando para trás, apenas deixando uma cicatriz no local.
Repetimos a mesma coisa por duas semanas, e minha resistência tinha melhorado, a ponto de conseguir machuca nadar pelos corredores atras de uma poção, os treinamentos se tornaram pesados, enquanto eu treinava o professor Ferreira, o professor de poções examinava a cada dia mais meu sangue e a mim.
Ele chegou com os resultados a mim agora, no treinamento quando havia Maria, Gabriel, Helena e a professora.
-Bom, os exames de sangue dizem que talvez possivelmente sua mãe tenha bebido lagrimas de fênix! -ele diz lendo os exames e fico confusa.
-Como assim? O que está dizendo? -pergunto não entendendo o que estava ocorrendo.
-A Senhorita tem vestígios de Fênix no seu sangue!
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𝒩𝑜𝓈𝓈𝒶𝓈 𝓅𝑒𝑔𝒶𝒹𝒾𝓃𝒽𝒶𝓈 -𝐹𝓇𝑒𝒹 𝒲𝑒𝒶𝓈𝓁𝑒𝓎-
Fanfiction-E se essa for nossa ultima pegadinha, o que vai acontecer depois? O torneio Tribruxo está de volta! Mas, não era só isso que afetava a vida do Trio Escarlate, novos sentimentos, emoções, lições e aventuras estavam por vir e eles teriam que aprender...
