Taça de Quadribol

1.7K 228 463
                                        

[...]

— Amor? – senti um beijo no meu nariz — Dah? Você tem que acordar.

A voz suave da Sana tentava me despertar, mas eu tinha sono demais para abrir um olho sequer.

— Não quero acordar – resmunguei me virando na cama da Sala Precisa.

Tínhamos passado a noite inteira conversando e namorando, coisa que a capitã Yves tinha proibido, mas quem liga?

Eu que não.

— Dahyun, você vai perder a final se não acordar – Sana comentou com tom de preocupação.

Merda!

A final!

Me sentei imediatamente na cama coçando os olhos cheia de sono.

— Droga, que horas são? – pulei da cama vestindo minha calça de moletom da Grifinória.

— Cinco e meia da tarde – Sana respondeu já completamente vestida e pronta para sair.

Droga, droga.

— Sana? Por que você não me acordou mais cedo? – perguntei irritada enquanto amarrava os cadarços com um aceno de varinha.

Sana virou os olhos impaciente me ajudou a levantar do chão.

— Eu te chamei umas cinco vezes.

Eu sou uma irresponsável.

— Tenho meia hora para comer alguma coisa e correr para o campo de Quadribol – falei rápido enquanto passava por ela indo em direção à porta.

A mão firme dela me segurou com força antes mesmo de eu conseguir abrir a porta e vi Sana me olhar nos olhos.

— Deixa eu te dar um beijo de boa sorte antes.

Ela me encostou contra a porta e tomou minha boca num beijo que me deixou nas nuvens.

Uau, isso era muito bom e eu nunca iria me acostumar.

Logo, saímos do beijo meio coradas e ela sorriu.

— Agora pode ir – piscou.

Como me despedir da minha namorada depois de um beijo desses?

— Não quero ir – fiz um bico em protesto e Sana riu.

— Por mim tudo bem você ficar aqui comigo e a Sonserina vencer o campeonato.

Como essa Minatozaki Sana é esperta.

— Pois agora que você me desafiou a vencer sua casa – estreitei os olhos — Não vai torcer pra mim?

Sana deu de ombros virando os olhos.

— Sana? – arregalei os olhos.

— Claro que vou, meu bem – Sana sorriu.

Ufa?

— Enquanto você estiver em campo eu vou torcer pra você.

Completou me dando um último selinho e saiu gargalhando.

Eu fiquei atônita sem saber se eu ria junto ou me protestava.

Enfim a audácia da minha namorada.

[...]

Subi rapidamente as escadas passando pela mulher do quadro que me repreendeu por estar atrasada para o meu jogo, pronto até o quadro sabe que sou irresponsável.

Por deus.

Ao adentrar a sala comunal eu parecia que tinha entrado na concentração de uma torcida organizada de futebol trouxa.

Amortentia - SaiDaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora