Capítulo 33

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A decisão de ver Kevin não foi fácil, a tomei depois de muito chorar no peito de Alek lembrando de tudo que ele me fez

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A decisão de ver Kevin não foi fácil, a tomei depois de muito chorar no peito de Alek lembrando de tudo que ele me fez. Quando acordei eu estava com uma confusão terrível de sentimentos, eu sentia ódio, medo e a estranha necessidade de ser cuidada por aquele que tanto me machucou.

Alek estava ali, me abraçando, fazendo carinho em meus cabelos e lentamente me acalmando, ele me acalentava dizendo palavras verdadeiras e carinhosas.

Ele estava cuidando de mim como ninguém cuidou! A culpa de está gostando disso estava me queimando por dentro, mas meu corpo chama por ele.

Depois que ele revelou que arrancou o olho de Kevin me assustei, vi o como ele pode ser cruel, mas bem lá, no fundo, fiquei agraciada por sua atitude. Ele estava se vingando de algo que aconteceu anos atrás e mesmo sabendo que isso é para aumentar seu ego meu coração se encheu de felicidade, que caiu por terra assim que ele me disse que me deixaria sozinha.

Não entendo! Ele tem essa possessão estranha por mim, mas do nada decidi me deixar sozinha quando mais preciso dele e no meu momento de fragilidade! Estou tão confusa com tudo isso que toquei nele por vontade própria, foi estranho, eu não sentir aquele medo, aquela sensação de sufocamento e queimação, tudo que eu sentia tocando Alek era segurança, seu corpo quente no meu transmitia uma profunda segurança, em seus braços eu estava segura e não queria sair deles tão cedo.

Meus planos foram frustrados com sua decisão, eu estava quase implorando para ele ficar, eu queria dormir em seus braços, colocar minhas bochechas em seu peito nu e ouvir as batidas tranquilas do seu coração, sentir seu cheiro e não os rastros dele impregnado nos lençóis. Assim que Alek saiu do quarto chorei abraçada ao seu travesseiro, as lágrimas quentes malhavam o estofado colado em minhas bochechas, meu coração doía tanto. Eram tantas coisas para pensar e para sentir, mas eu não conseguia fazer nada além de sentir sua falta.

– Alek! – O chamei baixinho com a esperança de que ele voltasse e a humilhação não fosse grande demais.

– Porque? – Entre lágrimas comecei a me questionar – Ele não é bom Melissa! Ele fez coisas horríveis com você, ele não é bom Melissa! Mas você precisa dele.

Preciso de Alek, preciso daquele doente!

Quero que ele me toque como momentos atrás, preciso sentir seus lábios quentes em meu pescoço e suas palavras sujas em meu ouvido, tive poucos momentos de prazer em seus braços, mas foram suficientes para deixar minha mente suja e querer coisas que sinto vergonha por desejar com tanto fervor.

(...)

Às horas foram passando e minha solidão se tornou uma companhia angustiante, esse quarto tornou-se um ambiente triste, meus soluços eram a única coisa que eu ouvia, chorei tanto que parece que as lágrimas acabaram.

Algumas horas de sofrimento foram boas para colocar a dor para fora, não falo da dor que Alek me causou ou me causa e sim do meu passado drástico com Kevin. Desde que tudo aconteceu carreguei a dor e me fechei em uma bolha de sofrimento, já ele seguiu sua vida como se nada tivesse acontecido pelo que me parece. Sofri durante anos com meu trauma e a crueldade daqueles próximos a mim, deixei-me ser levada pela dor, deixei com que ela controlasse a minha vida.

Senhor LancasterOnde histórias criam vida. Descubra agora