Corro até o corpo de Jong Wook, jogado no chão. Me ajoelho ao lado dele e seguro seu rosto com força, as mãos tremendo descontroladamente.
— Ele não está respirando! Não está respirando! — grito, desesperada, a voz falhando. — Ele não pode morrer… por favor…
Meu pai age rápido. Rasga a camisa dele, já encharcada de sangue, e examina a ferida com atenção. Em seguida, tira um lenço do bolso e o pressiona firmemente contra o buraco deixado pela bala.
— Precisamos tratá-lo agora. Vamos para a minha sala.
— Sua sala?! — protesto, o pânico tomando conta de mim. — Mas, aboji,* (pai) precisamos sair daqui!
— Não há tempo, Yoo Nah. Temos que tirar a bala o quanto antes.
Sem esperar resposta, ele coloca Jong Wook nas costas e me faz sinal para que eu pegue as armas. Obedeço imediatamente. Seguimos por passagens alternativas, desviando das câmeras, o coração martelando no peito a cada curva. Precisamos pegar o elevador, subindo do nível do experimento até o décimo andar, onde meu pai trabalha.
Não demora até chegarmos. Assim que tranca a porta, meu pai aponta para uma mesa cumprida cheia de equipamentos. Entendo o recado na hora. Passo o braço por cima dela, jogando tudo no chão sem hesitar. Ele deita Jong Wook com cuidado e pede que eu pegue a maleta de primeiros socorros em uma das prateleiras.
— Aqui — digo, entregando-a com urgência.
Ele a abre e começa a usar os instrumentos médicos. Com movimentos firmes, corta o restante da camisa de Jong Wook, abrindo espaço ao redor da ferida. Em seguida, limpa a área com rapidez e precisão, afastando o sangue apenas o suficiente para enxergar melhor. Meu corpo está rígido, cada segundo parecendo uma eternidade.
Então, de repente, um suspiro alto ecoa no canto da sala. Dou um pulo para trás, erguendo a arma no mesmo instante, pronta para atirar.
— Yoo Nah.
Congelo.
Meus olhos se enchem de lágrimas quando percebo que é Jong Wook. Largo a arma e corro até ele, envolvendo-o em um abraço desesperado. Ele me abraça de volta com força, como se tivesse medo de me perder.
Meus olhos se enchem de lágrimas quando percebo que é Jong Wook. Largo a arma e corro até ele, envolvendo-o em um abraço. Ele me aperta contra o peito com força, os braços rígidos, sem esconder o desespero. Por um instante, tudo o que escuto é o som da respiração irregular dele e o meu próprio coração disparado.
— Eu pensei… pensei que não fosse te ver mais — sussurra, a voz fraca, mas carregada de alívio. — Você está bem?
Assinto, erguendo o rosto para encará-lo.
— E você? Sua testa está sangrando... Vou pegar um curativo.
Dou um passo para sair, mas ele segura meu braço, me impedindo. Quando olho para ele, vejo a testa franzida e aquela expressão inquieta que me diz que algo ainda não faz sentido.
— Como conseguiu sair de lá?
— Eu explico tudo depois… para os dois — respondo, desviando o olhar para a mesa, onde meu pai tenta salvar a vida do homem que eu amo.
Jong Wook acompanha meu olhar e aperta minha mão, o medo evidente no gesto.
— Ele precisa ficar bem — digo, a voz embargada. — Se ele morrer… se você morrer… eu não sei o que vou fazer.
Ele me puxa para mais um abraço, cheio de cuidado, e afaga meu cabelo em silêncio, tentando me acalmar. Depois de alguns segundos, deposita um beijo suave na minha testa e se afasta para ajudar meu pai.
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PARADOXO
Science FictionKang Yoo Nah é uma jovem estudante da Coreia do Sul, que tem vivido com amigos da família desde que seu pai desapareceu sem deixar vestígios. O problema é que Yoo Nah não vê o filho da sua tutora como irmão, e precisa esconder isso. Mas sua vida se...
