Minutos depois de Jong Wook desaparecer no pequeno vendaval, apressamos o passo quase correndo. Toda a WWB já deve estar atrás de nós, se aproximando a cada segundo. Ainda assim, minha principal preocupação é saber se ele está bem. Afinal, seu estado ainda era delicado... e quem pode prever os efeitos de uma viagem no tempo sobre alguém seriamente ferido?
Após cruzarmos mais alguns corredores e subirmos várias escadas, finalmente chegamos ao nosso destino: o tubo de descarte de lixo. É nojento, eu sei, mas no momento não temos escolha.
Meu pai se oferece para ir primeiro, a fim de verificar se a queda não será brusca demais para mim. Tenho vontade de protestar, mas, sendo dois contra um, desisto antes mesmo de tentar.
Ele entra no tubo e, segundos depois, ouvimos o barulho alto do impacto.
— É seguro — avisa, a voz abafada pela distância. — Mas recomendo tamparem o nariz.
Eu e Jong Wook trocamos um olhar hesitante. Pelo jeito, ele também não se dá nada bem com lixo. Respiro fundo e dou um passo à frente.
— Cuidado — ele diz, segurando meu braço por um breve instante.
O toque envia um arrepio pela minha pele. Encaro seus olhos cheios de preocupação e não consigo evitar um meio sorriso.
— Relaxa, oppa… o lixo não vai nos atacar.
Ele solta meu braço, ainda hesitante.
Escorrego pelo tubo por cerca de dez segundos antes de cair. O lixo amortece minha queda — ainda bem, ou até sentar seria difícil depois. Jong Wook cai logo em seguida e solta um palavrão ao ser atingido pelo cheiro forte do lugar.
— Wua, que nojo! — exclama, arrancando uma risada minha.
— Não está tão ruim assim — provoco.
Ele me encara, horrorizado, mas, em vez de retrucar, apenas se levanta e tenta limpar as roupas, como se isso realmente fosse ajudar.
O local é amplo e metálico, com paredes lisas e trilhos embutidos no chão, por onde os resíduos são levados automaticamente. Por sorte, não está tão cheio, o que nos permite avançar sem muita dificuldade até uma porta lateral. Uma saída.
Conseguimos sair, mas poucos passos depois, nos deparamos com uma grade eletrificada bloqueando a passagem. Um campo azulado percorre o metal em pulsos regulares, acompanhado por um zumbido baixo e ameaçador.
Jong Wook não perde tempo. Ele se agacha diante da grade e revela um pequeno painel oculto no canto, os dedos se movendo rápidos enquanto digita uma sequência de códigos. As luzes do campo elétrico tremulam, piscam uma última vez… e se apagam por completo.
— Agora — ele ordena.
Pulamos a grade e seguimos em frente, sem ousar olhar para trás.
Após alguns metros, o espaço se abre diante de nós, revelando o estacionamento subterrâneo.
— Certo… agora vou conseguir um carro para nós — diz Jong Wook, os olhos já analisando o local.
Não demora muito até que ele encontre um veículo que, segundo ele, é rápido o bastante para nos tirar dali. Com uma calma impressionante — e apenas sua inteligência —, Jong Wook desativa o sistema de segurança e faz o carro funcionar sem precisar da impressão digital do dono.
— Wua, você é realmente um gênio, oppa! — comento, já dentro do carro, eu no banco de trás e os dois à frente.
Ele sorri, satisfeito. Mas o momento é quebrado pela voz seca do aboji.
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PARADOXO
Science FictionKang Yoo Nah é uma jovem estudante da Coreia do Sul, que tem vivido com amigos da família desde que seu pai desapareceu sem deixar vestígios. O problema é que Yoo Nah não vê o filho da sua tutora como irmão, e precisa esconder isso. Mas sua vida se...
