Capítulo 22

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ZAMARA SAVÓIA

— Tem certeza que você quer fazer isso? Podemos simplesmente levá-los para Itália, lá os meus homens cuidarão deles.

— Eu tenho certeza. – Me viro para ele. – Não precisa se preocupar, sei lidar com meus próprios demônios.

Leonardo está preocupado comigo, isso eu já percebi. Mas não vejo o porquê toda essa situação, eu estou bem e sei me defender melhor que ninguém.

Continuo meu percurso até a porta da propriedade que eu mais sofri. Bato na porta e parece que tudo de ruim que eu passei está voltando. Minha vontade é de ir embora e me jogar na minha cama e chorar, mas eu preciso ser forte, não sou mais aquela menina amedrontada.

— Zamara? – Vejo o desgosto no olhar da minha mãe não me ver, ela me encara de cima à baixo e olha para o meu marido e os seguranças atrás de mim.

Uma atitude um tanto inesperada, mas ela saca uma arma e aponta para o meu peito, os seguranças fazem o mesmo, menos Leonardo que está com sua postura fodona de sempre. Esse é meu marido.

— Isso é patético! – Sorrio e ela me olha sem entender o por que não estou com medo.

Sem esforço nenhum consigo tirar a arma de sua mão e fazê-la se virar para mim, prendendo seus pulsos para trás.

— Que tal conversamos, mamãe? – Digo em seu ouvido e posso ver o medo em seus olhos. Perfeito!

— Não temos nada em que conversar. – Ela me olha assustada.

Amélia está amarrada em uma cadeira à minha frente, conseguimos pegar meu pai, George. Ele estava fazendo compras e quando nos viu tentou fugir, mas sem sucesso! Ele está amarrado ao lado de sua linda esposa.

— Poxa, que pena. Ficamos tanto tempo separados, pensei que queriam colocar o assunto em dia. – Me sento na frente deles, enquanto rodo minha adaga entre meus dedos.

— Não sei o que esse moleque infeliz lhe disse. – George levanta seu olhar até meu esposo, que está encostado com os braços e tornozelos cruzados. Tão lindo! – Mas é mentira, somente te protegemos e criamos.

— Ora! Fomos direto ao ponto, não!? – Sorrio friamente. – Vocês sempre souberam de que máfia eu pertencia?

— Ent..

George iria dizer, mas sua esposa o interrompe.

— Não diga nada! Se ela soubesse ou tivesse certeza não teria vindo até nós, ela precisa de nós. Não ira nos matar!

Me levanto devagar e vou até Amélia que engole seco ao me ver passando a adaga em seu braço.

— Querida, mamãe. – Sorrio.– Você não pode estar mais enganada, eu vim aqui atrás de justiça! E eu terei. Matarei vocês da pior forma possível. Mas se vocês quiserem, se redimir e serem sinceros. Posso dar o tiro de misericórdia! Isso só depende de vocês.

— Prefiro morrer ao invés de ser sincera com você.

— Mas de qualquer forma você irá morrer, mamãe. – Passo a mão em seus cabelos. Posiciono minha adaga em seu pescoço e corto-a devagar, não para matá-la. Somente para que sangre. – E você será à primeira. Mas antes aprenderá a manter a língua dentro dessa maldita boca.

Logo o soldado vem com uma adaga quente, forço sua boca à se abrir e coloco a adaga em sua língua. Ela se contorce e tenta sair do meu aperto, somente quando a adaga se esfria eu retiro de sua boca.

Maldita!

Volto para minha cadeira e me viro para George, que está assustado com o pescoço de sua mulher e o estado da sua língua.

— O que você dizia, papai?

Vejo ele engolir seco.

— Meu irmão, Salvatore. Ele veio com vocês nos braços e nos contou toda a história. De princípio ficaríamos com você somente até a guerra acabar – Ele abaixa o olhar. – Mas todos morream, Albânia ficou devastada. Então tivemos que permanecer com você, Amélia e eu tivemos a ideia de fazê-la nossa ajudante na casa. Mas as coisas saíram um pouco do controle.

Me levanto alterada.

—  Um pouco do controle? – Dou-lhe um gargalhada fria e amarga. – Você tentava incansáveis vezes me assediar, sua mulher, me tratava como um lixo e me fazia passar por situações constrangedoras. Ela já me ameaçou, há me entregar a você se eu não à obedecesse, Isso pra você é sair um pouco do controle?

— Eu não me arrependo de nada! – Amélia cospe suas palavras e eu sorrio.

Me levanto e pego novamente minha adaga, fico atrás dela e rapidamente enfio a adaga em seu olho fazendo-a gritar.

— Que bom! Assim poderemos brincar no mesmo nível. – Me viro para o soldado. – Junte o máximo de folhas secas e graveto, quero duas fogueiras para já.

Após alguns minutos ele me volta com o pedido, duas fogueiras foram feitas no porão da casa, eles estão sentados e amarrados em uma cadeira alta. As fogueiras estão de baixo de seus pés, o que faz eles tentarem sair da cadeira.

— Lembra quando eu não conseguia concluir as tarefas domésticas? – Sorrio amargurada. – Vocês me prendiam aqui e colocavam uma fogueira para eu ficar sufocada e desmaiar. Está na hora de recompensar o tempo perdido.

— Por favor! Eu digo o que você quiser, somente me mate logo.

— Senhora Savóia! Sou a Primeira-Dama da Itália, tenha mas cuidado com sua língua. – Ele concorda. – O que você tem pra mim?

— Estão atrás de você. – Rolo meus olhos e ele continua. – Tem pessoas importantes que sabem sobre sua verdadeira origem, eles te querem para algo valioso. Eles invadiram essa casa atrás de você, logo tentaram nos matar.

— O que eles queriam? – Encaro seu rosto apavorado.

— Eles não disseram, tinham sotaque bem puxado. Talvez seriam Canadenses ou Turcos, não sei bem. – Ele se remexe por conta da fogueira. – Andrei está atrás de você, ele esteve na Itália algumas vezes. Seu irmão, Dardan, impediu ele de se aproximar de você. Mas ele lhe quer para algo maior, ele estava determinado a te encontrar.

— Manda ele vir, que eu o mandarei direto para o inferno. – Saco minha arma e aponta para sua testa. Vejo ele mexer os lábios em uma palavra silenciosa "Obrigado". Atiro em sua testa acabando com isso de uma vez, sua esposa acorda pelo barulho de tiro. – Façam o que quiserem com ela.

𝙑𝙤𝙩𝙚𝙢 𝙚 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚𝙢, 𝙈𝙐𝙄𝙏𝙊, 𝙊𝙆?𝘽𝙚𝙞𝙟𝙤𝙨 𝙙𝙖 𝘼𝙮𝙡𝙖!

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CONSEGUI! AGORA IREI PUBLICAR O RESTANTE DOS CAPÍTULO DA MARATONA.😁

IL SEGRETO DELLA MÁFIA - 1 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora