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— Sim? — ele pergunta e eu peço duas rodadas de doses de Black Rose, que são uma mistura de vodka e tequila e a bebida de escolha do restaurante. Mais outro uísque puro. Eu subestimei muito essa conversa e a necessidade do álcool para acompanhá-la.
— Mais alguma coisa? — O garçom pergunta e Anahi fala. Com as mãos cruzadas no colo, ela pede uma Bruschetta.
É só quando o garçom sai que ela se inclina para a frente, enfiando o cabelo atrás da orelha e diz: — Eu não comi muito hoje.
— Pegue o que você quiser. — eu digo a ela facilmente e evito que meu olhar vagueie diretamente pela blusa dela. É só uma espiada. Apenas uma sugestão sobre o que está sob o algodão fino, mas eu posso ver a renda do sutiã e me implora para olhar.
— Eu tenho que tirar isso do meu peito. — Suas palavras me distraem e olhando para a expressão séria em seus olhos, estou irritado de novo, mas mantenho meus lábios bem fechados. Vai valer a pena quando acabar. É melhor valer.
— Eu só... mesmo naquele dia quando fui embora, eu não queria que você pensasse que eu não apreciei tudo.
Ela não tem nenhuma ideia. Como é possível que ela fosse tão cega? Ela morava sob o nosso teto. Foi quase por um ano enquanto os dois namoravam. Tyler insistiu. E as noites em que ela não ficava eu me sentia mal. Toda vez que ela saía, eu achava que era culpa minha.
Mas ela sempre voltava. Tyler não era de fazer exigências, mas ele a queria lá com ele. Ele a queria protegida e cuidada. E quando ele nos disse por quê, quando ele nos contou o que ela tinha passado, meu pai concordou.
Não foi só porque ela teve uma história trágica. Que ela perdeu os pais e não tinha ninguém. Foi a história de seu pai adotivo anterior que mudou a opinião do meu pai.
Você podia ver a maneira como Anahi se esquivava de tudo e de todos. E como ela não queria voltar para a casa de um estranho e esperar que algo assim acontecesse novamente.
Ela estava segura conosco. Mesmo que ela sentisse que estava se intrometendo, todos nós a queríamos lá. Ainda mais depois de termos visitado aquele doente.
Não era da natureza de Tyler querer machucar alguém. Anahi tinha uma boa maneira de trazer uma parte diferente dele. Ela é boa nisso, em trazer à tona facetas de sua personalidade que estavam dormentes antes.
Carter foi quem decidiu quando e como nós cuidaríamos do idiota que a tocou no ano anterior. Ele tinha quarenta anos e uma menina de quinze anos sob seus cuidados.
Carter decidiu que nós cinco iríamos juntos enquanto Anahi estava na aula. O lugar estava a apenas três horas de distância. Não podíamos fazê-lo durante a noite, porque ela teria notado. Mas tínhamos muito tempo durante o dia. Carter sempre tem um plano e eu deveria dar a volta. Que é exatamente onde o idiota estava varrendo as folhas. Eu nunca matei alguém com equipamento de jardinagem antes. Eu ainda me pergunto como teria sido se eu tivesse usado os dentes afiados do metal, mas a maldita coisa quebrou ao meio. A ponta do cabo de madeira lascada funcionou bem. Ele soltou um grito, se é que você pode chamá-lo assim. Mais um grito patético. A minha família pode tê-la protegido. Eu matei por ela.
Tyler deveria ter dito a ela então, e eu tenho vontade de contar a ela agora. Mas eu não quebro promessas, nem mesmo para os mortos. Então guardo um pouco da nossa história para mim mesmo.
A memória me dá a força para olhar nos olhos dela enquanto eu digo:
— Você se importa muito com o que as outras pessoas pensam. Você seria mais feliz se não o fizesse.
— Não estou certa que eu seria. — ela responde suavemente com os cantos dos seus lábios curvados.
Novamente, o álcool salvou a conversa. As doses bateram na mesa, uma por uma.
— Eu acho que você precisa de uma bebida.
Eu tenho certeza que sim. Eu não a fiz vir aqui de coração para coração. Isso não está indo como eu planejei. Vinho e jantar e transar com ela é o que eu queria. Os dois primeiros eu poderia pegar ou largar, mas o último é o que eu preciso há muito tempo.
— Eu poderia ter uma... ou seis, — ela brincou e puxou o cabelo por cima do ombro, girando as mechas claras ao redor do dedo.
O comportamento inteiro de Anahi muda enquanto ela observa o redemoinho da dose roxo escuro no copo.
— Obrigada. — ela diz quando sorri ao garçom.

Possessive - Anahi e Poncho (Adaptada) AyAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora