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— Se você diz, Anahi. — Isso é tudo que eu recebo dele enquanto o ar da noite parece ficar mais frio e eu tremo. É quando percebo que ele ainda está segurando minha mão.
— Isso não o deixa nervoso? Não faz você se questionar... se deveríamos estar fazendo isso? — Eu levanto as mãos entrelaçadas e ele me deixa, mas não pára de andar.
— Por que não deveríamos? — ele responde, mas noto o tom duro em sua voz. Ele sabe.
— Há tantas razões. — eu digo e olho para a frente.
— Posso lhe contar um segredo? — Ele sussurra e do jeito que faz isso me faz rir. Uma risadinha boba que me envergonharia se eu não estivesse na versão embriagada.
— Qualquer coisa. — eu respiro.
— Eu tinha ciúmes de Tyler por ter você.
Eu quase tropeço e meu sorriso escorrega. Essa batida irregular no meu peito me faz querer levantar e bater no meu coração para derrubá-lo. Ele continua assim que eu volto a andar.
— Você era muito jovem e Tyler chegou até você primeiro.
Eu ando com meus lábios separados, mas sem saber o que dizer ou fazer. O braço de Alfonso se move para a minha cintura enquanto seus passos vão devagar e eu olho para cima para ver uma fileira de casas. Casas bonitinhas a poucos quarteirões do campus da universidade. Elas são o tipo de casas que vêm equipadas com cercas brancas e, pela segunda vez em quinze minutos, eu quase tropeço.
— O quanto você está bêbada? — Alfonso questiona com um tom sério.
— Desculpe, não tão bêbada. — eu lhe respondo enquanto caminhamos pelo caminho pavimentado até à porta da frente de uma casa bonita com venezianas azuis. Meu coração não vai desistir, mas eu ignoro e mudo de assunto.
— Esta é sua casa?
— Apenas aluguei.
Eu aceno com a cabeça e, tanto quanto isso faz sentido, é também uma coisa a menos para questionar. E agora eu me encontro nos degraus da frente da casa de Alfonso, com a mão dele na minha. Bêbada depois que eu confessei a ele como me sinto. Não é a coisa mais inteligente que já fiz, nem a melhor decisão que tomei na minha vida.
Mas talvez eu acorde em cinco minutos, e isso será apenas mais um dos meus sonhos.
Minha respiração fica pesada quando Alfonso deixa sua mão descer pelas minhas costas e eu instantaneamente aqueço em todos os lugares. Meu coração bate forte e minha pressão arterial aumenta. Estou quase com medo de como meu corpo está reagindo tão intensamente. Ele tem que ver, mas se vê, não deixa transparecer. Não preciso de Rae ou um psiquiatra ou de alguém para me dizer que vou me arrepender disso. Eu já sei disso. Talvez eu possa culpar o álcool.
Ou a inundação repentina de memórias.
Privação do sono, também é uma boa desculpa. Não me importo com o que culpo. Enquanto isso acontecer.
Eu o queria por tanto tempo, mesmo que fosse à distância. Uma luxúria não correspondida e proibida, não amor. Eu me recuso a acreditar que seja amor.

Possessive - Anahi e Poncho (Adaptada) AyAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora