— Um brinde. — Eu inclino minha dose em direção a ela em tom de brincadeira e para baixo antes que ela possa dizer o contrário. Nenhuma saudação aos mortos ou a qualquer outra coisa. Quando meu copo bate na mesa, Anahi está apenas alcançando seus lábios.
Tudo sobre o jeito que ela bebe me excita. Do jeito que seus dedos delgados seguram o copo, para a maneira como sua garganta se move enquanto ela engole.
Um milhão de imagens de como ela olha enquanto chupa meu pau está passando pela minha cabeça até ela falar novamente.
— Você me faz sentir... — ela pára e hesita em continuar.
— Medo? — Eu ofereço a ela. Estou acostumado a fazer com que certas pessoas se sintam assim. Só quando preciso que elas se lembrem do que sou capaz.
— Não... indigna. — Estou impressionado com sua sinceridade.
— Se você acha isso, é porque você tirou essa conclusão sozinha.
— Você sempre me fez pensar assim. Mesmo quando eu estava com Tyler. — Minha espinha endurece ouvindo-a trazê-lo tão casualmente desta vez. Como é fácil usar o nome dele na conversa.
— Sua bruschetta. — diz o garçom, colocando o prato no centro da mesa. Eu nunca quis matar um garçom por entregar um aperitivo antes. Não até este momento. Ele começa a falar novamente e eu o corto.
— Estamos bem por aqui, obrigado. — Minhas palavras são apressadas e duras, e rezo para que ele entenda a porra da dica.
Meu olhar se move para Anahi e sua expressão me faz arrepender. — Você me fez pensar isso quando cheguei aqui. — Addison parece que está debatendo em comer. Eu acho que o tópico arruinou seu apetite. Demoro um segundo para lembrar o que ela disse... indigna.
— Você chegou atrasada.
— Eu cheguei o mais rápido que pude, — ela protesta fracamente. Como se ela fosse verdadeiramente apologética e a parte que mais me irrita é que eu sei que ela é.
— Se você não quer que eu fique com raiva, então não me faça esperar. — Eu estou mais e mais tenso a cada segundo. É incrível como uma garota como Anahi pode tentar meu autocontrole.
— Você não tinha que esperar. Você poderia ter ido embora. — ela retruca, dizendo cada palavra enquanto olha diretamente nos meus olhos. Desafiando-me.
Eu sorrio.
— Não quero ir embora.
A raiva em suas feições suaviza a minha resposta.
— Acabei presa no trânsito.
Uma respiração pesada entra e sai quando eu resolvo voltar no meu lugar, olhando para sua reação. Este olho no olho para mim é diferente.
— Está tudo bem. — digo a ela, na esperança de acabar com isso. E voltar para o plano.
— Por que você olha para mim assim? — ela pergunta e eu continuo.
— Como é que eu olho para você? – Peço a ela para esclarecer. Geralmente é tão fácil manipular os outros para me ver como eu preciso deles. Mas Anahi é observadora além da medida. Ela sempre foi. E ela sempre foi diferente.
— Como se você não confiasse em mim. Ou talvez você não saiba o que esperar de mim.
Dou de ombros. — Não confio em ninguém. Não me leve para o lado pessoal.
Ela ri e seus ombros se agitam ligeiramente.
— Talvez seja por causa das pessoas com quem você sai? — ela sugere e levanta uma sobrancelha para mim.
— Não saio com ninguém. — Eu respondo a ela simplesmente, sem emoção. Apenas afirmando uma verdade. Ela cantarola uma resposta e estende a mão para um pedaço de pão torrado. Quando ela morde, o pão faz um ruido alto e os tomates picados caem da sua mão. Ela na verdade cora, e depois que engole defensivamente, diz:
— Você deve comer um pouco, é estranho com você só me observando.
Deixei uma risada áspera vibrar meu peito.
— Não estou com fome.
— Eu odeio ser rude e comer tudo sozinha, mas o álcool já me atingiu.
Bom. Não digo o pensamento em voz alta.
Quando ela limpa as mãos em seu guardanapo, pergunto a ela.
— O que é que você quer de mim, Anahi? — Minhas mãos se apertam sob a mesa enquanto espero. Eu sei exatamente o que eu quero dela. Transar com ela para a colocar fora do meu sistema. Para terminar com uma obsessão de muito tempo atrás.
Ela me lança um sorriso doce e genuíno e o rubor fica mais quente em seu rosto.
— Eu acho que é o álcool falando.
Seu sorriso é viciante e sinto meus próprios lábios se contorcerem em um sorriso torto.
— Por que isso?
— Porque eu quero dizer a você que sempre quis saber como seria beijá-lo.
Eu me sinto engolir. Eu sinto tudo neste momento. Observando-a corar e sorrir para mim assim, eu quero mais disso. Eu não sei se é a vodka, a tequila ou o vinho. Talvez uma combinação dos três. Mas o que quer que a faça corar, ela precisa de mais. Meu coração bate rapidamente e meu pau endurece ao ponto de quase insuportável. Quando ela cobre o rosto com as mãos, o garçom passa casualmente observando, e eu agarro sua camisa e interrompo o seu caminho.
O olhar no rosto é uma mistura de choque e medo. Mas eu sou rápido para soltar meu aperto e digo.
— Mais doses.
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Possessive - Anahi e Poncho (Adaptada) AyA
Fiksi PenggemarAlguns homens nascem com um coração negro e uma alma contaminada. Eu nunca quis admitir isso naquela época. Pensei que poderia superar quem eu sou e mentir para mim mesmo. Mas aceito a verdade agora. Está no meu sangue e nos meus ossos. Em cada pens...
