— E então? — ele pressiona.
— Estou curioso sobre alguma coisa. — eu respondo ao meu irmão.
— Sobre o quê?
— Algo de interesse pessoal. — murmuro e as palavras saem mais baixas do que pretendia. Ele fica quieto por um longo momento. E meu foco está momentaneamente distraído. Um homem de jaqueta de couro fina passa lentamente pela cafeteria, mas seu olhar está em Anahi. Meus olhos estreitam quando ele para em seu caminho e olha para dentro do lugar. Afasto os sentimentos possessivos. Estou apenas projetando.
A voz de Carter traz minha atenção de volta para ele.
— Com essa merda, que seu amigo Dean fez, há muita vigilância à sua volta. — Ele ignora meu comentário anterior e eu decido que é o melhor. Não é necessário que alguém saiba o que estou fazendo.
Eu sou rápido em responder a ele. — É exatamente por isso que preciso ficar. Partir levantaria suspeitas.
Uma fila de carros passa na rua na minha frente, bloqueando temporariamente Anahi da minha vista. No movimento deles, ela espia pelas grandes janelas de vidro da loja.
Seu cabelo roça o ombro e cai pelas costas enquanto ela pausa para olhar a rua. Seus lábios carnudos estão virados para baixo. Eles sempre estão. Há uma tristeza que sempre segue Anahi. É apenas uma questão de saber se ela está tentando ocultá-la, mas está sempre lá. Seus olhos azuis são profundos e, mesmo a essa distância, parecem escurecer. Sua mão se move para a parte de trás do pescoço, massageando uma dor maçante de ficar ali sentada por horas agora. A cada respiração, seu peito sobe e desce e eu fico hipnotizado por ela. Por toda ela.
Mais ainda pelo que ela faz comigo. O ódio e a raiva que senti por ela anos atrás se transformaram em algo a cada minuto que sento aqui.
Curiosidade, talvez.
— Pegue o pacote de Marcus. Você já está há tempo suficiente e poderíamos usá-lo aqui.
— Eu não sei se quero voltar. — digo-lhe honestamente e sem rodeios.
— Não é uma questão de querer. — ele responde, mas suas palavras saem vazias e sem autoridade, embora ele deseje tê-la. — Nós somos o seu sangue. — Ele joga a única carta que ele tem que pode me fazer cumprir as suas ordens.
— Você nunca deixa de me lembrar.
Meu telefone vibra com uma mensagem e fico feliz em terminar esta ligação.
— Tenho que ir. — Meu telefone vibra novamente. — Vou atualizá-lo quando puder. — Não espero que ele reconheça o que disse, e muito menos me diga adeus. Eu nunca estive perto de meus irmãos. Não como eles são uns para os outros. Eu sou a ovelha negra, suponho.
Eu estalo meu pescoço enquanto meu telefone vibra pela terceira vez. Antes de verificar, olho para Anahi apenas para ver que ela se foi, embora seu laptop ainda esteja lá. Meu coração pára e meu corpo fica tenso até eu vê-la no balcão, pedindo outra coisa.
O meu aborrecimento aumenta quando percebo o quanto ela tem influência sobre mim neste momento. Voltei ao que odeio.
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Possessive - Anahi e Poncho (Adaptada) AyA
FanfictionAlguns homens nascem com um coração negro e uma alma contaminada. Eu nunca quis admitir isso naquela época. Pensei que poderia superar quem eu sou e mentir para mim mesmo. Mas aceito a verdade agora. Está no meu sangue e nos meus ossos. Em cada pens...
