Willou é uma garota encantadora, mas ela se esconde por medo
A pequena mulher foi ignorada, rejeitada, invisível e negligenciada pela família, por isso a mesma tem dificuldade em confiar nas pessoas.
Willou se tornará uma grande mulher no futuro, m...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Willou Carlsson
°•°•°•°•°•°
Constrangimento.
É isso que eu estou sentindo no momento, um mega constrangimento, eu ainda não consigo acreditar que mamei o peito do Marco como um bebê, duas vezes.
— Não precisa fugir de mim. — me impede de sair da sala.
— Não estou fugindo. — não consigo olhar para ele.
— Eu sei que você está com vergonha com o que aconteceu, mas eu não ligo — se aproxima de mim, erguendo meu rosto.
— Se alguém descobrir eu não...
— Eu não ligo, não é como se eu tivesse um ego frágil. Suprir as necessidades da minha mulher é mais importante. — sinto suas mãos tocarem minha cintura. — E se eu não conseguir suprir, isso sim, irá me deixar mal.
— Tudo bem... — suspiro — Mas não fale como se nos tivéssemos algo, nos não temos nada.
— Por pouco tempo querida, muito pouco tempo. — beija meus labios me pressionando contra seu corpo. — Está tarde você precisa ir.
— Certo. — me viro para sair, mas ele me impede novamente.
— Amanhã tera uma festa importante, use sua melhor roupa.
— Como não sei disso? Eu sou secretaria.
— O convite chegou quando você estava no seu horário de almoço. — ele da de ombros. — Agora vá. — me beija novamente. — Quando chegar em casa me mande mensagem — ordena.
— Mando. — resmungo e ouço sua risada.
Saio da empresa comprimentando algumas pessoas, vou até o estacionamento e logo acho meu carro entrando no mesmo e indo para casa. Vejo meus remédios no banco ao lado me fazendo soltar um suspiro.
As dores de um tempo atrás que sentia na coluna quadril e algumas dores nos ossos, também não posso deixar de lado a minha fadiga. Marco não sabe disso e não quero preocupar ele mesmo que as dores e tudo mais tenham voltado mais fortes do que antes.
Pego minha garrafa de água bebendo um gole em seguida ingerindo os remédios com a ajuda do líquido.
Assim que chego em casa abro a porta e o cheiro de comida invadem minhas narinas, deixo a bolsa no sofá pendurando meu casaco e logo vou para a cozinha encontrando Brendon mexendo nas panelas.
— Oi você chegou cedo. — sorri para mim, limpando as mãos no pano — Sabia que iria chegar com fome e fiz essa comida.
Sinto-me insegura perto dele, principalmente com essa atenção toda que nunca fui acostumada.
— Marco me liberou mais cedo devido a um evento que preciso acompanha-lo — sento na mesa e ele me serve com um prato de macarrão com frango. — Obrigada. Clara já saiu?
— Sim, mandou dizer que iria sair da faculdade e ir direto para a casa da mãe, ela não volta hoje.
— Certo.
— Então... — se pronuncia depois de um tempo em silêncio. — Você tem algo com o nosso chefe superior? — me olha cauteloso.
— Vou ligar para seus pais daqui a pouco, você não pode morar aqui. — ainda não me sinto pronta para me abrir para ele.
— Entendo... — suspiro. — Tudo bem, pode ligar.
Digito o número de Bruce e ele não demora muito a atender.
— Bruce Carlsson falando.
— Olá Bruce. — engulo a seco
— Willou? — percebo surpresa em seu tom de voz. — Por que ligou? Se for para pedir dinheiro...
— Não! — o interrompo. — Seu filho esta aqui. — fico em silêncio alguns segundo. — Brendon chegou no meu apartamento ontem a noite machucado.
— O quê?!
— Eu o liguei para vir buscar ele.
— Já eu estou indo me mande o endereço! — diz apressado desligando celular. Mando o endereço e logo ele responde com um "ok" — Ele está vindo.
— Você não o chama mais de pai. — diz de repente me deixando surpresa. — Porquê?
— Penso que a resposta é muito obvia não é? — ele não diz nada — Eles podem até ser meus pais biológicos mesmo eles não acreditando, mas eles não merecem que eu os chame assim.
— Mas... — se interrompe. — Você tem razão. — suspira. — Eles não merecem tamanha posição na sua vida.
Surpreendo-me com o que ele diz por que jamais pensei que ouviria ele falar assim deles. Talvez esses dois anos longe o fizeram mudar um pouco ou ele já tenha mudado muito antes e eu não percebi, mas não importa, eu não posso confiar nele rápido demais não posso me machucar por que se me machucar novamente, não ira restar nenhum pedacinho para consertar de novo.
— Vou me trocar. — digo — Irei procurar algumas roupas no quarto de Clara para você, ela gosta de roupas masculinas é confortável.
— Tudo bem, irei tomar um banho.
Entro no meu quarto tirando a roupa e logo entro no banheiro para tomar um banho, quando saio coloco uma calça moletom e uma blusinha de alça logo em seguida amarrando meus cabelos. Pego meu notebook e minhas pastas indo em direção a sala, deixo tudo em cima do sofá e vou ate a cozinha pegando uma garrafinha de água e chá que já estava pronto e coloco na caneca.
Deixo tudo na sala e sigo para o quarto de Clara pegando uma calça moletom e uma camisa da Marvel e uma cueca boxe e vou em direção ao banheiro. Bato a porta e ela é aberta por Brendon que coloca somente a cabeça para fora.
— Aqui estão as roupas. — o entrego.
— Irei lavar elas depois e entregar de volta. — apenas balanço a cabeça concordando.
Volto para sala e começo a trabalhar, marcando reuniões, respondendo email e tudo mais. Alguns minutos depois alguém bate a porta me tirando a atenção da tela. Assim que abro a porta Felicity e Bruce entram desesperados indo em direção ao filho o enchendo de perguntas.
— Eu estou bem! — diz pela milésima vez. — Willou cuidou de mim. — Agora suas atenções voltam para mim quando se lembrarem que eu existo.
— Você está tão diferente... — Felicity se aproxima com uma cara estranha.
— Eu sei. São dois anos longe tinha que mudar em algo não é? Mesmo que vocês não se importem. — dou de ombros.
— Você continua a mesma. — diz Bruce fazendo meu coração disparar.
— E você continua o mesmo merda de sempre Bruce. — seu olhar muda com minhas palavras principalmente quando percebeu que não o chamei de pai. Dois anos e continuam os mesmo, não mudaram em nada — Mas não me importo. Somente quero que vocês vão embora da minha casa, quero trabalhar em paz.
— Você está trabalhando? — diz ela com um sorriso pequeno.
— Sim, eu estou Felicity. — seu olhar também muda quando não a chamei de mãe.
— Vamos embora! — Bruce sai arrastando o filho e a esposa.
— Obrigado irmã. — Brendom sorri esticando a mão para eu pegar ela. — Nós vemos em breve?
Com receio seguro sua mão.
— Sim, em breve. — ele sorri largo e todos se vão.