SOREN
A neve se acumulava aos poucos na estrada deserta. O farol do carro de Soren cortava a névoa densa enquanto ele seguia em direção à cabana, o silêncio no interior do veículo apenas ampliando a inquietação que ele já sentia no peito.
Mas então, ele viu as luzes laranjas piscando adiante.
Um guincho parado no acostamento. Um carro sendo içado.
Soren reduziu a velocidade, puxou para o lado e desceu do veículo, os olhos fixos no que estava vendo.
O carro estava virado parcialmente no barranco, com a frente amassada e o para-brisa rachado. Mas o que gelou seu sangue foi o modelo.
Ele reconhecia aquele carro. Com seus detalhes luxuosos e a cor chamativa.
— Não... — murmurou. — É o carro da Erin...
Uma voz soou às suas costas:
— Também achei estranho — disse Aron, seu velho amigo e mecânico da cidade, descendo do caminhão-reboque com uma lanterna na mão. — Quando me chamaram, já tinham socorrido a mulher. A ambulância tinha acabado de sair.
— Você viu quem era? — perguntou Soren, ainda atordoado.
— Não. Só vi os socorristas carregando a maca. Estava tudo rápido, confuso. Mas vi o rosto dela de relance... parecia familiar. E quando vi o carro, tive certeza.
Soren passou as mãos pelos cabelos, inquieto.
— Erin... só pode ser ela. Ela estava me perseguindo, Aron. Disse que não tinha terminado o que veio fazer. E agora isso.
— É... a cidade vai falar disso por dias — disse Aron, enquanto terminava de prender os cabos no chassi do carro danificado. — Ah, e outra coisa: vi o carro da Mikaela seguindo a ambulância. Estava logo atrás. Devia ter alguém com ela.
Soren franziu o cenho.
— Mika? Tem certeza?
— Tenho, sim. Aquela SUV branca dela é inconfundível. Não sei quem tava com ela, só vi passando rápido, colada na ambulância. Com essa nevasca, ninguém sai por aí à toa.
Soren cerrou o punho.
— Então é pra lá que eu vou.
Soren chegando ao hospital
A fachada iluminada do hospital municipal parecia ainda mais fria sob a luz esbranquiçada dos refletores. A neve acumulada nas laterais da entrada era pisoteada por passos apressados. O som de sirenes ao longe ecoava, misturado ao barulho monótono de ventilação e motores ligados para manter os carros aquecidos.
Soren estacionou a caminhonete em frente à entrada de emergência e desceu sem nem desligar o motor.
O coração batia descompassado. Ele entrou pelas portas automáticas e foi engolido pelo cheiro de desinfetante, paredes claras e uma atmosfera de tensão suspensa.
— Boa noite, senhor... — começou a recepcionista, mas ele já falava por cima.
— Trouxeram uma mulher agora há pouco. Acidente de carro. Quero saber como ela está.
— O senhor é parente?
— Meu nome é Soren Anderson. Ela se chama Erin. Preciso saber se está viva.
A mulher digitou algo no computador. O clique apressado das teclas soava alto no silêncio desconfortável.
— Foi admitida há vinte minutos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O viking em minha vida
RomancePLÁGIO É CRIME* Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& SINOPSE Mikaela...
