PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
A semana passou rapidamente, e hoje já é sexta-feira — o dia em que começam minhas mini férias. Já arrumei todas as minhas coisas e só estou esperando a Alika, que foi buscar uns documentos que esqueci de entregar a ela.
Começo a trancar as portas de casa e vou esperá-la na varanda. Não dá nem três minutos depois de eu fechar a porta e Alika já chega.
— Desculpa, amiga, mas o trânsito não está nada bom — diz ela, descendo do carro.
— Tá tudo bem. Aqui estão os documentos, mas agora deixa eu ir pra não ficar muito tarde — digo, entregando os papéis.
— Se cuida, amiga! E vê se me liga! — ela diz, me abraçando apertado.
— Tá, agora tchau! — falo, abrindo a porta do meu carro e entrando.
— Vê se encontra um lenhador nas montanhas pra essas férias ficarem ainda melhores! — grita Alika, rindo.
— Tchau, doida! Até daqui a uma semana! — digo, dando partida no carro.
Já faz uma hora que estou na estrada e, graças ao meu bom Deus, o trânsito não está tão movimentado. Coloco uma das minhas playlists para tocar e começo a cantar junto com a música.
Gente de Zona Que asíes como era (¿quéqué?) Con Carlos Rivera Te está esperando, nos vaalcanzando la luz deldía Que todo lo malo lo va borrando nuestraalegría Lo digo y lo digo, te está esperando, mira Que todo lo bueno llega Para recordarnos que lo vivido valió la pena
Após a música acabar, fico pensativa. Adoro essa música em espanhol — ela fala sobre não deixar que as coisas ruins da vida tirem nosso sorriso e nossos sonhos.
Algum tempo depois, estaciono meu carro em um posto na cidade de Flam. Enquanto o funcionário abastece, decido passar na lojinha de conveniência para comprar mais algumas coisas, inclusive chocolate. Quando chego ao caixa para pagar, uma senhora simpática começa a passar as compras e a puxar conversa:
— Olá! Está vindo para a cidade a passeio ou para ficar? Caso seja a passeio, tenho panfletos com lugares para visitar — diz, toda animada.
— Estou vindo a passeio, mas não é a primeira vez. Já vim outras vezes e adoro as montanhas dessa cidade.
— Que bom, querida! Mas você vai para os chalés nas montanhas, é isso? — pergunta ela, pegando as últimas compras.
— Isso mesmo, vou para os chalés — digo, tirando o cartão da carteira para pagar.
— Pois vá com cuidado. Esses dias nevou bastante por aqui, e é bom redobrar a atenção com o tempo — alerta, devolvendo meu cartão e minhas sacolas.
— Obrigada pelo aviso. Agora deixa eu ir, já está começando a escurecer — me despeço, saindo da loja.
Entro no carro e continuo dirigindo. Cerca de dez minutos depois, pego a estrada que leva aos chalés. Começa a chover, e o céu escurece ainda mais. Sigo dirigindo com atenção, até que, de repente, um veado cruza a estrada bem na minha frente. Tento desviar, mas acabo batendo em uma montanha de neve.
— M*rda... isso dói — reclamo ao ser empurrada pelo airbag.
Tento dar partida no carro, mas nada acontece. Solto o cinto de segurança e saio do veículo para ver o prejuízo. Felizmente, apenas um amassado leve. Respiro fundo e pego o celular para chamar um reboque, mas... sem sinal.
Espero um pouco, torcendo para o sinal voltar ou alguém passar, mas nada. Então, pego uma mochila, coloco algumas coisas básicas dentro e começo a andar, iluminando o caminho com a lanterna do celular.
Após cerca de vinte minutos caminhando sob a garoa fria, vejo um chalé com luzes acesas. Alívio. Corro até a porta e começo a bater.
Demora um pouco, mas finalmente alguém atende.
— M.E.R.D.A. Quem é você? O que quer aqui? — diz o homem mais lindo que já vi na vida. Mas o que ele tem de bonito, tem de grosso.
— Hã... meu nome é Mikaela Erickson. Meu carro quebrou na estrada e... queria saber se você tem um celular com sinal pra eu ligar para um reboque — digo, estendendo a mão. Ele finge que não vê.
— Tenho um celular, mas provavelmente não vai ter sinal com essa chuva. Mas o telefone fixo ainda está funcionando — responde ele, entrando na casa e deixando a porta aberta.
Ele então se vira, me lança um olhar e arqueia uma sobrancelha:
— Vai entrar ou vai ficar aí, feito estátua? — diz, voltando a andar.
— Idiota — murmuro.
— O que disse? — pergunta ele, me olhando sério.
— Que sua casa é bonita — respondo, desviando o olhar. Pelo menos isso não era mentira.
— Hum... Aqui está o telefone. Pode ligar — diz ele, indo para a cozinha americana.
Pego o telefone e começo a discar, mas antes de concluir a chamada, um estrondo interrompe tudo e as luzes se apagam.
— Aaaaah! — grito, assustada.
— Calma — ouço a voz dele, mas não sei de onde vem. De repente, sinto algo tocar meu braço e volto a gritar.
— Aaaah!
— Calma, p*rra! Sou só eu — diz ele, me soltando.
— Espera um pouco, vou acender a lareira — completa, acendendo a lareira e alguns lampiões, deixando a casa aquecida e bem iluminada.
— Sem energia, não tem como você ligar pra ninguém. Vou pegar um casaco. Vamos ver se consigo rebocar seu carro com minha caminhonete — diz ele, indo até o cabideiro próximo à porta.
— Vamos! — ordena, do seu jeito seco.
Abre a porta, mas logo a fecha com força, xingando:
— Mrda! Mrda!
— O que foi? — pergunto, assustada.
— A chuva virou uma tempestade. Não tem como sair agora — responde, frustrado.
— Eu não acredito nisso... — falo, indo até a porta. Quando a abro, um vento gélido me atinge em cheio, fazendo meu corpo estremecer.
Fecho rapidamente e esfrego os braços, tentando me aquecer. Ele me observa em silêncio, depois caminha até o sofá, pega uma manta e me entrega.
— Toma. E, a propósito, meu nome é Soren — diz ele. Fico sem reação. Até aquele momento, eu sequer sabia o nome dele.
— Obrigada — respondo, pegando a manta.
— Sente-se. Vou fazer um chocolate quente pra você se esquentar... Pelo jeito, essa noite vai ser longa — diz ele, indo até a cozinha, sem me dar chance de responder.
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