PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
Hoje faz um mês desde que voltei das minhas mini férias. Graças a Deus, meu pai está bem, recuperado da cirurgia. Ele só reclama da dieta restrita e dos exercícios obrigatórios para evitar um novo infarto.
Nesse tempo, mal tive a chance de conversar direito com Soren. Só falamos com calma no dia em que cheguei em casa. Ele ligou para saber se cheguei bem e como meu pai estava. Depois disso, nosso contato se resumiu a mensagens. Ele está enfrentando problemas com a empresa que faz o transporte da madeira e eu, atolada no estúdio de fotografia — que, por um lado, é maravilhoso, já que nosso sonho está se realizando, mas, por outro, tem me deixado exausta e estressada. Meu estômago anda péssimo. Às vezes sinto enjoo, outras vezes tenho vontade de devorar até as paredes.
— Ei, acorda, mulher! Vamos pra casa — diz Alika, me tirando dos devaneios ao se sentar na cadeira em frente à minha mesa.
— Queria eu estar dormindo, Ali. Estou um caco. Terminou tudo o que precisava? — pergunto, guardando minha agenda e o celular na bolsa.
— Terminei! E você não sabe: conseguimos aquele contrato com a empresa de turismo e também com a de sapatos! — comemora com entusiasmo.
— Que notícia maravilhosa! Com esses contratos a gente pode até aumentar a equipe... talvez abrir um novo estúdio. — digo, animada, me levantando.
— Vamos pra casa! — digo, pegando minha bolsa. Alika me segue, parando apenas para pegar a sacola e sua bolsa. Hoje ela vai dormir lá em casa — ou melhor, acha que vai só para curtir, mas na verdade chamei para tentar descobrir o que ela e meu irmão estão escondendo de mim.
Desde que voltei, os dois vivem dizendo que têm algo importante para me contar. Mas até agora... nada. Algo dentro de mim diz que esse segredo tem a ver com o romance que eles viveram na juventude. Mesmo que Alika insista que eu estou imaginando coisas, desde aquele tempo ela nunca mais foi a mesma. Meu irmão nem sabe que eu sei — Alika me contou na época, mas me pediu segredo. Disse que eles estavam juntos, mas que ninguém podia saber. Nunca entendi o porquê, nem insisti.
O mais estranho de tudo foi o acidente. Alika sempre foi cuidadosa e, de repente, caiu de uma escada? Depois, quando se recuperou, tentei conversar, mas ela se fechou. Disse que um dia me contaria, quando estivesse pronta. Com o tempo, deixei a história de lado, especialmente depois que os dois voltaram a se falar. Mas, vez ou outra, eu ainda percebia tristeza e talvez um resquício de mágoa nos olhos dela quando olhava para o Andreas.
— Tem comida na tua casa, Mika? Tô morrendo de fome. Se não tiver, melhor a gente passar em algum lugar e comprar — reclama Alika, já sentada no banco do carona.
— Tem comida sim, mulher. Relaxa — respondo, atenta à estrada.
Entramos no condomínio e estaciono na garagem. Assim que vê as luzes acesas, ela comenta:
— De novo você esqueceu as lâmpadas acesas, Mika? Não sei como a conta de luz não vem uma fortuna! Vou entrando enquanto você fecha a garagem.
Mal sabe ela que as luzes estão acesas porque Andreas já está lá dentro.
Termino de fechar o portão e caminho até a porta da frente. Antes de abrir, ouço os dois conversando:
— O que você tá fazendo aqui? — pergunta Alika, surpresa.
— A Mika me chamou. Disse que tinha algo importante pra falar comigo. E ainda mandou eu trazer o jantar, porque ela não teria tempo de preparar nada — responde Andreas, com aquele tom calmo que ele sempre usa quando quer evitar confronto.
Sinto meu estômago roncar só de ouvir a palavra jantar. Pena que vou ter que esperar — primeiro, preciso arrancar essa conversa que os dois me devem.
Respiro fundo, giro a maçaneta e entro.
É hoje. Que venham as verdades.
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