No hospital, a tensão era palpável. Mikaela e Alika aguardavam do lado de fora da sala de trauma, os olhos fixos nas portas que se fecharam atrás da equipe médica. O silêncio entre elas era cortado apenas pelo som distante das sirenes e pelos próprios batimentos acelerados.
O cheiro de desinfetante e café frio impregnava o ar. Lá fora, a neve batia contra os vidros como se o mundo estivesse chorando com elas.
Dentro da sala, Erin lutava pela vida, mas a hemorragia interna e as lesões severas a consumiam rapidamente. A equipe médica fez tudo o que pôde, mas a verdade era dura: Erin não resistiria.
Pouco depois, o médico responsável saiu da sala, o rosto sério e cansado.
— Infelizmente, ela não resistiu. Tentamos tudo, mas as lesões foram graves demais — disse, encarando Mikaela e Alika com pesar.
O chão pareceu desaparecer sob os pés de Mikaela. Um misto de alívio, tristeza e confusão tomou conta dela.
— E... sobre o que ela falou? Ela disse algo importante? — perguntou, com a voz trêmula.
— Sim — respondeu o médico. — Apesar do estado, ela tentou dizer algumas coisas desconexas. Mas uma delas foi clara: "Não foi só para ele... para proteger a verdade... não confie nela."
Mikaela engoliu em seco. O que Erin queria dizer?
Mais tarde, enquanto revistava os pertences deixados por Erin, Mikaela encontrou um caderno escondido no fundo da bolsa. As páginas estavam cheias de anotações reveladoras: mentiras, planos de manipulação e a verdadeira intenção por trás de tudo. Erin nunca amou Soren. Só queria destruí-lo. A história de noivado? Uma invenção para afastá-los, motivada por ciúme e ganância.
As peças, enfim, se encaixavam.
Naquela mesma noite, Soren chegou ao hospital, o coração apertado e o rosto cortado pela neve. Entrou apressado pela porta de emergência, tentando controlar o desespero.
— Ela está viva? — perguntou à recepcionista, a voz embargada.
— Foi admitida há pouco, senhor Anderson. Sala de trauma dois. O estado é grave — respondeu a mulher, com um olhar de compaixão.
Soren cruzou o corredor iluminado artificialmente, passando por enfermeiros apressados, sentindo a angústia apertar como uma mão no peito.
Na sala de espera, encontrou Mikaela e Alika. Ambas estavam pálidas, os olhos vermelhos.
— Mika — chamou, aproximando-se.
Ela o olhou, as lágrimas prontas para cair.
— Soren... Erin não resistiu. Morreu há pouco. — A voz dela se quebrou no meio da frase.
Ele segurou suas mãos com força, sentindo a dor compartilhada.
— Eu fiquei sabendo das coisas que ela falou... que mentiu para nos separar — disse Mikaela, entregando-lhe o caderno com as anotações.
Soren leu em silêncio, linha por linha, absorvendo cada revelação com um nó na garganta.
— Ela queria destruir a gente... mas não vai conseguir.
Mikaela respirou fundo, tentando conter a emoção.
— Soren... — Ela hesitou, procurando palavras. — Eu estou grávida.
O tempo pareceu parar.
Soren ficou imóvel por alguns segundos, tentando processar. Depois, seus olhos marejaram.
— Um filho nosso... — sussurrou ele, quase sem voz.
Ela sorriu, as lágrimas agora correndo sem medo.
— Sim. Um bebê que vai unir a gente, não importa o que aconteça.
Ele a puxou para um abraço apertado, como se quisesse protegê-la do mundo inteiro.
Do lado de fora, a nevasca finalmente começava a cessar. Pela primeira vez em semanas, Mikaela acreditava que o sol poderia aparecer.
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O viking em minha vida
RomansPLÁGIO É CRIME* Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& SINOPSE Mikaela...
