PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
Após terminarmos de lavar os pratos, o Soren foi até uma porta ao lado da despensa. E, como uma boa curiosa, fui atrás.
Assim que entrei, dei de cara com um tipo de armazém repleto de toras de madeira, ferramentas e algumas máquinas. Era madeira para dar e vender.
Ao me ver entrar, Soren arqueou uma sobrancelha, como quem pergunta o que você tá fazendo aqui?
— Bom... eu sou curiosa — me justifico.
— Eu não perguntei nada — diz ele, se virando para pegar um tronco de madeira.
— Idiota. Metido a besta — murmuro.
— Você falou algo? — pergunta, me lançando um olhar de canto.
— Só tô curiosa pra saber por que você tem tanta madeira assim. Mesmo sendo inverno... isso aqui não é normal — falo, andando pelo armazém.
— Seria estranho se fosse outra pessoa. Mas não pra mim — responde, saindo com as toras nos braços. Sigo ele e fecho a porta atrás.
Chegamos à sala, onde ele começa a colocar madeira na lareira e no suporte ao lado.
— E por que não seria estranho pra você? — pergunto, me encostando ao batente.
— Porque eu sou um lenhador — diz, olhando diretamente pra mim.
Eu não aguentei. Caí sentada no sofá rindo. Ou Alika era vidente, ou o destino estava de palhaçada comigo.
— Por que tá rindo? Lenhador é uma profissão honesta como qualquer outra — ele diz, sério.
— Desculpa. Não tô rindo de você, juro! É que minha amiga... bem, isso me lembrou ela — explico, tentando conter o riso.
— O que lenhador tem a ver com sua amiga?
— Ela lê muito livro com... lenhadores — minto descaradamente. Desculpa, Alika. Mas é melhor do que dizer que ela previu tudo isso.
— E você também lê esse tipo de livro? — pergunta com um olhar safado.
Eu olho bem pra ele antes de responder. O cara tá com uma cara de quem sabe exatamente o efeito que tem.
— Já li.
— Hum... gostei — responde ele, dando um meio sorriso.
— Gostou do quê?
— Nada não... — ele diz, se afastando — Agora vou voltar pro armazém. Tem serviço me esperando. Fica à vontade.
Fico observando enquanto ele desaparece pela porta. Esse homem é um enigma. Alguém devia escrever um manual chamado Como entender um Viking moderno.
Desisto de tentar decifrá-lo e resolvo preparar o almoço. Depois, passeio pela casa — que por fora parecia simples, mas por dentro era espaçosa: três quartos, dois deles suítes, um banheiro de visitas, cozinha completa, sala aconchegante, escritório e até varanda. E claro, o armazém.
Mais tarde, chamo Soren pra almoçar. Ele come, agradece, e volta para o armazém. Eu vou para o quarto ligar para Alika.
Ligação ON
Mika: Oi, Ali...
Alika: Aonde você se meteu, criatura?! Tentei te ligar mil vezes! Você quer me deixar louca, é isso?!
Mika: Mulher, eu bati o carro tentando desviar de um veado.
Alika: Meu Deus! Mas você tá bem? — escuto outra voz familiar do outro lado da linha — Deixa eu falar com ela!
Andreas: Tá tudo certo, mana? Nossos pais estavam preocupados por você não ter dado notícias.
Mika: Tô bem! Mas... o que você tá fazendo aí na casa da Alika?
Andreas: Eu... hum... vim ver se ela tinha notícias suas. Agora deixa eu passar o telefone pra ela. Se cuida, pirralha.
Alika: Oi Mika.
Mika: Oi nada! O que cê tá fazendo com meu irmão, safada?
Alika: Nada! Depois a gente conversa sobre isso. Me conta: como você tá?
Mika: Tô na casa de um gato que me deu abrigo depois do acidente. E pior: estamos presos aqui por causa da nevasca. Não tem como sair!
Alika: Kkkkkkk! Não acredito, mulher! Se ele for solteiro, aproveita! Já tão presos mesmo, aproveita pra tirar o atraso!
Mika: Sua tarada! Mas... vou pensar nisso. Agora tchau! E , não esqueci da história com meu irmão!
Alika: Tchau, amiga!
Ligação OFF
Depois de um cochilo, decido preparar o jantar. O frio apertou, então opto por sopa com pão caseiro.
Enquanto a massa do pão cresce, preparo o suco de laranja, pré-aqueço o forno e começo a cortar os legumes para a sopa.
De repente, sinto como se estivesse sendo observada. Me viro e lá está ele: Soren, recém-saído do banho, com uma calça de moletom, cheiroso, e mais tentador do que nunca.
— Quer ajuda com alguma coisa? — pergunta, se aproximando.
— Pode cortar essas cenouras e batatas aqui — respondo, apontando.
Começamos a cortar os legumes juntos. De vez em quando, ele esbarra em mim. Ao início, achei que era sem querer. Mas depois... já não parecia tão acidental assim. E confesso: minha calcinha não estava preparada pra isso.
Com tudo na panela, vou lavar os utensílios sujos. É quando sinto o corpo dele pressionando o meu contra a pia.
— O que você tá fazendo? — pergunto num meio-gemido. Esse homem é uma tentação viva. Acho que vou ter que trocar de calcinha mesmo...
— Te beijando no pescoço — responde ele, com a voz baixa.
— Mas...
Antes que eu possa continuar, ele me vira e me beija. Eu resisto... por uns três segundos. Depois, meus braços já estão ao redor do pescoço dele, correspondendo ao beijo com intensidade.
Mas então...
Uããã...
— Você ouviu isso? — pergunto, me afastando.
— Isso o quê? — ele diz, contrariado.
— Um som... um choro, sei lá. — ficamos em silêncio por alguns segundos.
Ele franze o cenho, escuta e, sem dizer nada, segue pelo corredor. Eu ia atrás, mas antes que pudesse me mover, ele volta com o causador do barulho...
E gente... acho que acabei de me apaixonar pelo intruso.
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