Capítulo 17

6.9K 553 146
                                        


SOREN

Chego finalmente à cidade e decido ir à empresa antes de passar na casa da Mika. Entro direto e sigo rumo à sala da diretoria.

— Boa tarde, senhor Anderson.

— Oi, Malia. Já falei que não precisa dessa formalidade toda, pode me chamar de Soren. Meu irmão está aí?

— Sim, sen... Soren, ele está. Pode entrar.

— Obrigado, Malia.

Entro na sala sem bater, e meu irmão leva um susto, derramando café na própria roupa.

— Porra, Soren! Custava bater na porta?

— É assim que você me trata, irmão? Nem parece que sentiu saudade de mim — falo, rindo, enquanto ele tira a camisa e vai até o armário embutido no banheiro buscar outra.

— Eu sinto saudades, sim. Mas não precisava me queimar, né, seu idiota — diz ele, vindo na minha direção para me dar um abraço e um tapa nas costas.

— Finalmente vim ver como anda a empresa.

— Na verdade, você veio ver a Mika, né? Mas já que eu precisava da sua assinatura em alguns documentos, aproveitou pra resolver as burocracias também.

— Quem é Mika? Acho que perdi alguma parte da história. Não era você que não queria saber de mulher depois do que a Erin fez?

— Nem me fale daquela miserável. Você acredita que ela foi atrás de mim?

— Acredito sim. Ela está falida, queimada no mundo da moda e, pelo que ouvi, o Alex deu um pé na bunda dela.

— Por isso aquela desgraçada apareceu.

— Mas deixando esse assunto de lado... Como estão nossos pais?

— Estão bem, mas sentem sua falta. Nossa mãe vive dizendo que você é um filho ingrato por não ir visitá-la.

— Eu vou visitá-la neste domingo. E aproveito pra levar a Mika no almoço de família.

— Essa mulher te conquistou mesmo, hein?

— Que ela não me ouça, mas tô com os quatro pneus arriados por ela.

— Que bom, irmão. Fico feliz por você. Mas mudando de assunto, aqui estão os documentos que você precisa assinar.

Assino os papéis e resolvo outras pendências que exigiam meu aval.

— Vai ficar onde, Soren?

— Na casa da Mika — respondo, terminando de assinar os últimos documentos.

— Tchau, Erick. Até o almoço de domingo.

— Tchau, irmão.

Ao sair da empresa, levo cerca de vinte minutos até chegar ao estúdio de fotografia da Mika. Estaciono o carro e entro, parando na recepção.

— Boa tarde. Eu gostaria de falar com a Mikaela.

— Ela não está. Mas, se quiser, posso chamar o senhor Andreas.

— Mas ela me disse que estaria aqui... — murmuro, confuso.

— Oi, Bruna. Você pode enviar essas correspondências pra mim?

— Claro, senhor Andreas. Mas este senhor aqui está procurando pela Mika.

— Olá, sou Andreas, irmão da Mikaela. Ela não está agora, mas posso tentar ajudar. Posso saber o que deseja com ela?

O viking em minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora