Capítulo 9

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MIKAELA

O toque insistente do celular me tirou do sono. Tonta de sono, desci da cama e procurei o aparelho até encontrá-lo dentro da mochila. Atendi, me sentando de volta no colchão.

Ligação ON

Esqueceu que tem amiga? Nem manda notícias! — disparou Alika do outro lado.

Bom dia pra você também, amiga... — respondi, sorrindo.

Hum... O que houve? Sua voz tá estranha.

Será que é porque acabei de acordar?

Não. Não é isso. O que aconteceu, Mika? O idiota fez alguma coisa?

Suspirei. Sabia que ela insistiria até arrancar tudo de mim.

Bom... A gente transou. E depois disso ele ficou agindo como se nada tivesse acontecido. Passou o dia todo frio e estranho comigo.

Idiota! Mas me diz uma coisa... pelo menos ele é bem dotado? Sabe usar a ferramenta?

Alikaaaaaa!

O quê? Tô só sendo curiosa.

Sim, Aly. Ele sabe usar muito bem o equipamento, obrigada por perguntar! — falei com sarcasmo, mas acabei rindo.

Ótimo! Pelo menos não decepcionou, né? — ela riu também. — Mas mudando de assunto, tenho algo sério pra te contar quando você voltar.

Alika, o que foi? Agora você me deixou preocupada.

Não se preocupa. Lembra que eu te falei sobre meu acidente de anos atrás? Que havia algo que eu nunca consegui te contar?

Lembro.

Chegou a hora, amiga. Quando você chegar, conversamos. Agora preciso ir trabalhar. Tchau, beijos!

Tchau, amiga...

Ligação OFF

Meus pensamentos estavam bagunçados. Levantei, fiz minha higiene e comecei a organizar a mochila. Queria estar pronta caso conseguisse ir embora hoje.

Minutos depois, fui até a cozinha. Meu estômago roncava — mas fui surpreendida por Soren organizando o café da manhã.

— Bom dia. Estava terminando de arrumar tudo pra te chamar — disse ele, colocando duas xícaras de café sobre o balcão.

Pensei: um dia esse homem é um iceberg, no outro vira um raio de sol. E ainda dizem que mulheres são as bipolares...

— Ei, você tá me ouvindo? — ele chamou minha atenção.

— Hum? Desculpa. O que disse?

— Perguntei se você vai querer leite — respondeu ele, aproximando-se e me prensando de leve na pia.

Ele começou a beijar meu pescoço.

— O que você quer, Soren? Ontem nem olhou na minha cara, hoje vem todo cheio de chamego...

Ele não respondeu. Apenas intensificou o beijo. Antes que eu pudesse reagir, me levantou com facilidade e me colocou sentada no balcão, entre suas pernas.

O beijo se intensificou. Meus pensamentos se dissolveram. O calor, a tensão, o cheiro dele... tudo me envolveu.

Sua mão subiu pelas minhas coxas, afastando minha calcinha e começando a estimular minha intimidade. Um gemido escapou dos meus lábios.

Soren! — gemi, tremendo sob seu toque firme.

Tentei abrir o cinto da calça dele. Ele me ajudou, puxou a calça para baixo e me penetrou de uma vez só, arrancando gemidos nossos ao mesmo tempo.

— Mais forte... mais forte! — pedi, completamente entregue.

P.o.r.r.a, mulher... — gemeu ele, acelerando ainda mais os movimentos.

— Eu vou... ah, ah, ah... — tentei falar, mas o orgasmo veio intenso, me fazendo estremecer contra ele.

Soren me segurou com firmeza, gemendo alto enquanto também chegava ao clímax. Depois, ficamos abraçados, ofegantes, tentando processar o que acabara de acontecer.

O viking em minha vidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora