Mikaela
_Vamos Mika, hoje você tem uma sessão de fotos com aquela modelo chata!
— Por que mesmo eu aceitei esse contrato, Alika? — pergunto, guardando o equipamento fotográfico na bolsa.
— Simples: porque com o dinheiro dessa sessão nós poderemos abrir uma filial do estúdio fotográfico — diz Alika, abrindo a porta do escritório.
— Vou ver se a equipe que vai com você já está pronta — completa ela, saindo.
— Por que eles tinham que escolher logo a mim para essas fotos? Odeio esse tipo de trabalho. Prefiro fotografar paisagens ou casamentos — murmuro, terminando de guardar o equipamento.
— Amiga, te escolheram porque você é uma das melhores. Fotógrafa premiada mundialmente! E convenhamos: eles iriam chamar outra sabendo que você estava disponível? Agora para de reclamar e pensa que com esse dinheiro a filial sai! — diz Alika antes de sair.
Sento-me na cadeira e penso. Amo minha profissão, mas, sinceramente, às vezes é um saco. Mesmo sendo a sócia majoritária do estúdio, nunca gostei de ficar presa ao escritório. Gosto de estar ativa. Mas fotografar gente como a Erin, cheia de estrelismo, não é minha praia. Se não fosse o valor desse contrato, jamais trabalharia com ela de novo. Mas não tem jeito. Às vezes, a gente precisa ceder para conquistar algo maior.
— Ei, acorda! A equipe já está pronta! — grita Alika.
— P.O.R.R.A, Alika! Não sou surda! — respondo, levantando.
— Parece que é. Te chamei três vezes e você aí, viajando.
— Não sei por que sou sua amiga.
— Por que até as mulheres não resistem ao meu charme. Agora vamos que a equipe está te esperando — diz ela, rindo.
— Daqui a pouco seu ego não passa pela porta, Ali — digo, rindo com ela.
Eu e Alika somos amigas desde o meu primeiro dia de aula na Noruega. Ela foi a primeira criança que veio falar comigo e não ficou me olhando estranho. Sim, sofri preconceito. Não falava bem o idioma e, por ser negra, não haviam muitas crianças como eu por lá. Mas com o tempo, graças a Alika e à minha família, superei tudo.
Chegamos à van.
— Estão todos prontos? — pergunto.
— Sim, tudo conferido — responde a equipe.
— Então vamos. Alika, qualquer coisa, me liga.
— Certo. E boa sorte com a cobra — diz ela, rindo.
Todos rimos. Só a Alika para chamar um cliente de "cobra"... e o pior é que é mesmo.
Chegamos ao local da sessão. Enquanto a equipe organiza o equipamento, vou falar com Henry, o figurinista da empresa contratante.
— Bom dia, Henry. Minha equipe está quase pronta. Os modelos já chegaram?
— A maioria sim, só falta a senhorita Arod — responde ele, organizando roupas.
— Vou começar com os que já estão aqui.
Inicio as fotos de moda praia e esportiva. Quase finalizando, escuto uma confusão e vou ver.
No camarim, encontro minha funcionária Trista discutindo com Erin enquanto Henry tenta intervir.
— O que está acontecendo aqui? — pergunto.
— Essa sua empregadinha acha que manda e disse que eu não serei fotografada agora. Deveria demití-la! — diz Erin.
— Primeiro: quem decide isso sou eu. Segundo: ela está certa. Você chegou atrasada, vai esperar. — respondo firme.
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O viking em minha vida
RomancePLÁGIO É CRIME* Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& SINOPSE Mikaela...
