PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
Depois de nos recuperarmos, tomamos banho juntos e voltamos para a cozinha para, finalmente, tomar o café da manhã.
— Vou colocar o bacon e os ovos no micro-ondas pra esquentar — disse Soren, pegando o prato.
Aproveitei para trocar o café frio por um fresco. Liguei a cafeteira enquanto organizava as xícaras no balcão. Poucos minutos depois, sentamos lado a lado, finalmente comendo em paz.
— Onde está o Thor? Não vi ele hoje — perguntei, cortando um pedaço de queijo.
— Está na casinha dele, no armazém — respondeu Soren, tomando um gole de café.
— Mas você deixa ele trancado lá? Coitado!
Ele me olhou com um sorriso debochado.
— Ele entra e sai quando quer, tem uma portinha só pra ele. — E então me deu um selinho.
Sorri, mas minha mente rodava. Esse homem é mais confuso que a meteorologia da Noruega: um dia mal fala comigo, no outro parece apaixonado. Vai entender.
Depois do café, lavei os pratos enquanto ele enxugava. Estávamos quase terminando quando o telefone tocou e ele saiu para atender.
Terminei de limpar tudo e já ia sair da cozinha quando me assustei com Soren parado na porta, me encarando.
— Quer me matar de susto? — falei, colocando a mão no peito. — Custava fazer um pouco de barulho?
Ele continuava sério.
— O que foi? Por que tá me olhando assim?
— O Aron ligou. Seu carro já está pronto e... a estrada foi liberada — disse, me abraçando.
— Sério? Ele falou o valor do conserto?
Soren se afastou, e sua expressão mudou.
— Você parece feliz por poder ir embora, né?
— Eu... — Mas antes que eu pudesse continuar, meu celular tocou.
Ligação ON
— Oi, Alika.
— Oi Mika, você precisa voltar agora.
— O que aconteceu? Tá me deixando nervosa.
— Estou no hospital com sua mãe. O Andreas... Seu pai sofreu um princípio de infarto. Mas foi socorrido a tempo, ele tá bem. Vai precisar ficar internado por alguns dias.
— Meu pai? Não acredito... Mas ele está bem mesmo, né? Não tá mentindo pra mim?
— Não tô, amiga. Só vão observar pra ver se ele vai precisar colocar um stent.
— Vou arrumar minhas coisas e sair agora mesmo.
— Vai com calma na estrada. Tchau.
— Obrigada por estar com eles, Aly. Tchau.
Ligação OFF
Me sentei no sofá, e as lágrimas vieram. Soren apareceu rápido, sentando-se ao meu lado e me abraçando.
— O que aconteceu?
— Meu pai... ele está no hospital.
— O quê? O que houve?
— Sofreu um princípio de infarto.
Ele sumiu por alguns segundos e voltou com um copo.
— Bebe, minha mãe dizia que água com açúcar acalma.
Tomei em um gole só.
— Preciso arrumar minhas coisas. Você pode me levar até a oficina?
— Posso sim. Vou só colocar comida pro Thor e pegar um casaco.
Subi para o quarto. Peguei a mochila, separei minhas roupas, meu equipamento, calcei minhas botas e desci. Soren já me esperava.
— Tá pronta?
— Sim.
— Então vamos.
Ele me ajudou a vestir o casaco e seguimos para a caminhonete. O silêncio durante o trajeto foi quase um alívio. Eu não tinha energia pra conversas.
Chegamos à oficina.
— Bom dia, Aron. Essa é a Mikaela, dona do carro — disse Soren.
— Prazer em conhecê-la, Mikaela — disse ele, me lançando um sorriso e uma piscadela.
— Prazer. Onde está meu carro? — perguntei direto, cortando qualquer clima.
— Aqui dentro. Sigam-me.
Quando íamos entrar, o celular de Soren tocou.
— Vai indo. Quando terminar a ligação, eu entro.
Sozinha, entrei na oficina e vi meu carro — parecia novo.
— Gostou do conserto? Tá novinho em folha — disse Aron.
— Sim, ótimo trabalho. Quanto ficou?
Ele foi até o balcão e me trouxe uma nota. O preço era justo, menor do que eu esperava.
— Aceita cartão?
— Sim. Vamos até a recepção.
Paguei, peguei o recibo e a chave reserva. Quando saí, Soren já me esperava do lado de fora.
— Já terminou?
— Sim — disse, com a chave na mão.
Entrei no carro, dei a volta e parei em frente à oficina para me despedir.
Saí do carro e o abracei.
— Vou sentir saudade de você — disse, apertando meu peito contra o dele.
— Eu também vou. Mika... a gente precisa conversar. Surgiu um problema, mas assim que resolver, te ligo. E me liga quando chegar, quero saber se está bem.
— Tudo bem. Eu ligo. — O puxei para um beijo.
Me afastei, sentindo meu coração pesado. Entrei no carro, liguei o motor e, antes de partir, olhei mais uma vez para ele.
— Tchau, Soren.
— Tchau, Mika. E não esquece: me liga.
— Eu não vou esquecer — prometi.
Dei partida no carro e deixei que uma lágrima silenciosa descesse, porque era impossível sair daquele lugar sem deixar um pedaço de mim.
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