PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
SINOPSE
Mikaela...
Porra, esse mês parece ter sido feito sob medida pra me tirar do sério.
Primeiro, a maldita empresa que contratei pro transporte da madeira atrasou quase todas as entregas. Segundo, quase não consigo falar com a Mikaela por causa dessa confusão — só trocamos algumas mensagens corridas. Sinto falta da voz dela, dos olhos dela, da calma que ela me traz só de existir.
Mas, finalmente, as coisas começaram a entrar nos eixos. Troquei de transportadora e, amanhã, estou indo pra cidade encontrar a Mika. E dessa vez, não vou deixá-la escapar. Eu preciso vê-la, olhar nos olhos dela... e dizer tudo.
Chego em casa, coloco ração para o Thor e começo a arrumar minha mochila. Não vou levar muita coisa — tenho roupas guardadas no meu apartamento da cidade.
Enquanto fecho o zíper, escuto a campainha. Quem seria a essa hora?
Abro a porta... e me arrependo imediatamente.
— O que você está fazendo aqui? Como me achou?
— Oi, meu amor... não vai me deixar entrar?
Antes que eu pudesse responder, ela entra sem cerimônia. Erin. A praga do meu passado.
— Fala logo o que você quer, Erin. E para de me chamar de "meu amor". Primeiro porque eu nunca fui seu amor, segundo porque você não sabe nem o que isso significa. Você é egoísta, vazia... uma sombra fria de gente.
— Ah, Soren, para com isso. Eu sei que ainda me ama. Vim matar a saudade... — ela tenta se aproximar.
Mas Thor parece ter farejado a mentira. Ele rosna e pula em cima dela.
— Me solta, rabujo! Me larga, seu vira-lata! — grita ela, se debatendo.
— Thor, larga ela. Vai acabar se engasgando com o veneno. — digo, tentando segurá-lo.
Mas já é tarde. Thor pula com força e derruba Erin em cima da mesa de centro, quebrando a mesa... e o meu celular que estava ali.
— Merda! Olha o que você fez! — mostro os cacos do celular a ela.
— Eu não tenho culpa se o teu vira-lata pulou em mim!
— O único vira-lata aqui é você. Agora some da minha frente.
Abro a porta, esperando que ela vá embora. Mas ela fica plantada ali, como se não tivesse entendido.
— Eu não vou sair.
— Vai sim. Nem que eu tenha que jogar você fora.
Ela se senta no sofá como se fosse dona da casa. Meu sangue ferve. Sem pensar duas vezes, a pego pelo braço, jogo no ombro e a carrego até a porta.
Abro e a jogo na neve.
— Seu ogro infeliz! Olha o que você fez! — ela grita, tentando se recompor.
Me viro e fecho a porta com força, trancando em seguida.
— Abre a porta, Soren! Abre essa merda! — ela grita lá fora, batendo e xingando, mas eu já desliguei emocionalmente.
— Vamos, garoto. Vamos terminar de arrumar as coisas pra ver a nossa dona — falo com Thor, que abana o rabo como se também quisesse esquecer essa visita desagradável.
Junto os cacos do celular e coloco em cima da mesa — amanhã, compro outro. Termino de organizar tudo e vou dormir, rezando pra não sonhar com aquele demônio de salto alto.
Na manhã seguinte
Acordo cedo. Tomo banho, visto minha roupa, coloco a mochila no carro e pego as coisas do Thor. Retiro o chip do celular destruído e guardo na carteira. Vou comprar um novo aparelho na cidade.
— Vamos, garoto — digo, chamando o Thor para o carro.
Mas quando abro a porta... lá está ela. Ainda.
— Soren, eu preciso falar com você.
Ela se aproxima e passa a mão no meu peito.
— Tira a mão de mim, Erin. Já falei que não temos mais nada pra conversar.
Me afasto e tranco a porta da cabana. Ela me segue até o carro.
— Soren, eu te amo. Me perdoa...
— Me poupe. Você não sabe nem o que é amor. No máximo, você amava o meu dinheiro. Aposto que veio até aqui porque o Alan te deu um pé na bunda e agora está desesperada.
— Seu miserável! — diz ela, tentando me agredir. Mas Thor entra na frente, latindo alto, os dentes à mostra.
Ela recua assustada.
— Vai, garotão. Vamos pra cidade. Temos coisa melhor esperando por nós — digo, abrindo a porta da caminhonete e ignorando completamente o chilique dela.
Ligo o carro. Pela janela, olho para frente. Nada me faz desviar agora. Porque Mikaela está me esperando — e, talvez, eu esteja prestes a descobrir que deixei mais do que meu coração com ela.
&&&&&&&&&&&&&&&&
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.