PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
Após saber que minha amiga está bem, fico mais tranquila. Me levanto da cama e começo a andar, mas sou interrompida pelo Andreas.
— Vai pra onde? — pergunta ele, me puxando de volta para a cama.
— Vou trabalhar. Tenho muito serviço pra fazer — falo, me afastando dele e indo para o banheiro.
Começo a tomar banho e logo sinto seu corpo se encostando no meu.
— Podemos nos ver hoje à noite? — pergunta ele, enquanto se enxuga.
— Não sei. Tenho muito serviço. Se eu arrumar um tempo, te ligo — respondo, penteando o cabelo.
— Sabe... às vezes você é uma cadela na forma de agir — diz ele, vestindo a roupa.
— Bom, uma cadela que você vive atrás — falo, pegando meu sapato.
— Não sei como você pode ter mudado tanto assim — comenta ele, me olhando.
— Andreas, todos nós amadurecemos. Inclusive você — respondo.
— Mas você era tão doce, tão carinhosa... — diz ele, se aproximando e alisando meu rosto.
— Aquela Alika que ficava feito uma idiota babando por você na adolescência morreu, Andreas. Ou melhor, você matou — falo, suspirando.
— Eu já te pedi desculpa por ter dito aquilo pros meninos. Naquela época eu era um idiota — diz ele.
— E eu já te perdoei, Andreas. Só que hoje em dia eu não quero mais nada além de s.e.x.o com você — falo, me afastando.
— Você falando assim parece que só quer usar meu corpo — diz ele, com a expressão fechada.
— E é isso mesmo. Só esse seu corpo gostoso que me interessa — respondo.
Trim... Trim... Trim...
O telefone toca, e eu atendo.
Ligação on:
Richard: Oi, Ali. É o Richard. Você vai querer que eu passe aí pra te buscar com a galera, ou vai com seu carro?
Alika: Passa aqui, vou ficar esperando.
Richard: Beleza. Só vou terminar de arrumar o equipamento com a galera e passo aí. Tchau!
Alika: Tá certo. Beijo. Tchau.
Ligação off.
Mal termino a ligação e já sou puxada contra o peito largo do Andreas.
— Quem é esse Richard? E o que ele quer com você? — pergunta Andreas, com a cara nada amigável.
— Ele é um amigo. E que eu saiba, não te devo satisfação nenhuma. A gente não tem nada sério pra você ficar me cobrando — respondo, encarando ele.
— A gente não tem nada sério porque você não quer deixar as mágoas do passado irem embora — diz ele.
— Você acha que é fácil, Andreas? Você me fez sofrer muito. Tá que ainda sou uma idiota e fico com você... Mas nunca mais vou entregar meu coração de novo — digo, com a voz trêmula.
— Alika, eu sei que errei assumindo um relacionamento com a Erin enquanto te escondia... Mas eu era um idiota naquela época. Já te pedi perdão — ele insiste.
— Você é um idiota, Andreas. Mas a minha maior mágoa nem é só por você ter me enganado. É porque, por sua causa e da vadia da Erin, eu sofri aquele acidente e perdi... — começo a chorar, sem conseguir terminar.
— Perdeu o quê, Alika? — pergunta ele, me agarrando pelos braços, visivelmente abalado.
— Eu perdi o nosso filho — falo, e ele me solta, se afastando como se tivesse levado um soco no estômago.
— Por que você nunca me contou que esperava um filho meu? — diz ele, puxando os cabelos, andando de um lado para o outro.
— Porque eu não sabia, Andreas. Só descobri quando o médico me disse que, por causa do acidente na escada, eu tinha sofrido um aborto — respondo, sentando na cama.
— Você devia ter me contado. A criança era meu filho também! — diz ele, sério.
— E você teria acreditado? Naquela época era bem capaz de dizer que o filho nem era seu, ou que eu estava inventando aquilo pra tentar te segurar — retruco.
— Nunca faria isso! — garante ele.
— Claro que faria. Na sua cabeça, eu não passava de uma garota boa pra f.u.d.e.r, mas não pra namorar — digo, revoltada.
— Mas isso não é motivo pra você não me perdoar. Se você sente tanto ódio assim de mim, por que ainda dorme comigo? — pergunta ele, me encarando.
— Porque eu ainda te amo, seu idiota. Apesar de você não merecer, eu ainda te amo — grito, com lágrimas nos olhos.
— Alika, eu... — ele começa, mas somos interrompidos pela campainha.
— Deve ser o Richard que já chegou pra me buscar — falo, enxugando as lágrimas e pegando a bolsa.
— Alika, a gente precisa terminar essa conversa — diz ele, tentando se aproximar.
— Depois, Andreas. Quando sair, deixa a chave no esconderijo — digo, saindo do quarto.
Ao abrir a porta:
— Já estava desistindo de tocar a campainha? Por que essa cara? — pergunta o Richard.
— Por nada. Agora vamos trabalhar, que é o melhor que a gente faz — digo, saindo de casa com o coração um pouco mais leve... por finalmente ter tirado de dentro de mim a mágoa que mais doía.
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