PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
GENTE, COMENTEM PARA EU TER NOÇÃO DO QUE VOCÊS ESTÃO ACHANDO!
MIKAELA (21 anos atrás)
Mikaela Erickson, filha adotiva de Hela e Njal Erickson, teve seu destino transformado ainda na infância. Durante uma viagem de férias ao Brasil, o casal norueguês e seu filho Andreas conheceram a pequena Mikaela, então com apenas cinco anos, durante um passeio ao MASP, em São Paulo.
A menina, encantada por um quadro que retratava uma família feliz em um piquenique no parque, acabou se distraindo e se perdeu do grupo do orfanato ao qual pertencia. Ao perceber que estava sozinha, sentou-se no chão e começou a chorar.
— Olá, por que está chorando, pequena? — perguntou um rapaz de sotaque diferente. Mikaela hesitou. As freiras sempre diziam para não falar com estranhos, mas o sorriso simpático do jovem a confortou.
— Me perdi dos meus amigos e das freiras — disse, soluçando.
— Calma, a gente vai encontrar eles — respondeu ele, gentil.
Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa, um casal se aproximou.
— Filho, o que está acontecendo aqui? — perguntou o homem.
— Encontrei essa menininha sentada aqui, pai. Ela disse que está perdida — respondeu o jovem.
— Olá, pequena. Meu nome é Hela, e estes são meu marido, Njal, e meu filho, Andreas. Qual é o seu nome? — perguntou a mulher com um sorriso acolhedor.
— Me chamo Mikaela, mas pode me chamar de Mika... Por que vocês falam tão engraçado? — perguntou a menina, já sem lágrimas, despertando risos no grupo.
— Nossa voz é diferente porque somos da Noruega, um país bem longe daqui — explicou Njal, estendendo a mão para ajudá-la a se levantar.
Pouco depois, encontraram as freiras que a procuravam desesperadamente.
— Onde você estava, menina? Estávamos todos aflitos! — disse a irmã Soledade, abraçando-a.
— Eu estava vendo aquele quadro, aí quando olhei, todo mundo tinha sumido... Mas o André e a família dele me ajudaram a achar vocês — explicou, confundindo o nome do novo amigo, fazendo todos sorrirem.
Enquanto Mika apresentava Andreas aos colegas do orfanato, os Erickson pediram para conversar com a freira em particular. Na lanchonete do museu, iniciaram um diálogo que mudaria o destino da menina para sempre.
Mika não imaginava que, após um ano e meio de trâmites, teria finalmente a família que sempre sonhou — uma família que lhe daria amor, apoio e proteção diante de todas as adversidades da vida.
SOREN( 5 anos atrás)
Soren Andersen, então com 30 anos, era um empresário bem-sucedido no ramo do turismo. Noivo de Erin, levava uma vida confortável, respeitada e aparentemente perfeita.
— Soren, você não vai mesmo à inauguração da boate da Sophie? — perguntou Erin, já pronta para sair.
— Não, meu amor. Mas manda meus parabéns pra ela — respondeu ele, concentrado nos relatórios da empresa.
— Tudo bem. Só não trabalha até tarde, você precisa descansar — disse ela, dando-lhe um beijo antes de sair.
Horas depois, ao terminar o trabalho mais cedo do que o esperado, Soren se arrependeu de não ter ido com a noiva.
— Se soubesse que ia acabar logo, teria ido com a Erin — murmurou, até que o telefone tocou.
Ligação on:
— E aí, irmão, vai mesmo ficar em casa hoje? A inauguração tá bombando! — disse Erik, seu irmão.
— Não ia, mas terminei tudo por aqui. Acho que vou sim.
— Ótimo! Me arrumo e passo aí em vinte minutos.
Ligação off.
Quarenta minutos depois, os irmãos já estavam na boate, lotada de gente.
— Não, vou procurar a Erin. Tentei ligar pra ela, mas não atende.
Soren caminhou entre as pessoas, até avistar Sophie na área VIP.
— Sophie! Parabéns pela inauguração, tá incrível. Você viu a Erin?
— Obrigada! Ela foi ali, na direção dos banheiros — respondeu, antes de se afastar.
Soren seguiu para os banheiros. Uma moça saía do feminino, e ele perguntou se havia visto uma mulher loira, de vestido azul. Ela negou.
Sem resposta, algo dentro de Soren o inquietava. Resolveu entrar no banheiro masculino para se refrescar. Estava calor, o ambiente abafado. No lavabo, jogou água no rosto — e então ouviu algo.
Um toque de celular.
O som vinha de dentro de uma das cabines. Logo depois, uma voz familiar:
— Desliga essa merda logo! — disse alguém, irritado.
— É o Soren... ele já ligou várias vezes! — respondeu outra voz. Erin.
O mundo de Soren parou.
Transtornado, com um misto de raiva, decepção e incredulidade, ele arrombou a porta da cabine com um chute.
Ali estavam Erin — sua noiva — e Alan, seu melhor amigo.
— QUE PORRA É ESSA, ERIN?! E VOCÊ, ALAN?! — gritou, com os punhos cerrados.
— Eu posso explicar... — disse Erin, tentando se recompor.
— Fique longe de mim! Tenho nojo de você! — vociferou Soren, desviando o olhar.
— E você, Alan? Eu te chamava de irmão!
— Simples. Você tem tudo. Tudo que eu queria. Peguei sua noiva pra mostrar que ela só tá com você por interesse — respondeu Alan com desprezo.
Tomado pelo ódio, Soren avançou e começou a socar Alan. De longe, ouviu Erin gritar por socorro.
— Soren! Para! Você vai matar ele!
Erik apareceu e o puxou com força.
— Solta ele, irmão! Ele não vale isso. Não estraga sua vida por causa dessa vadia... e desse verme.
Depois daquela noite, Soren nunca mais foi o mesmo. O homem alegre e confiante deu lugar a alguém frio, recluso e desconfiado — especialmente com mulheres. Entregou a direção da empresa a Erik, e foi viver sozinho na pacata cidade de Flåm, no interior da Noruega. Lá, afastado do mundo, tornou-se lenhador.
E ganhou um novo nome entre os moradores da cidade: "O Viking."
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