PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
Chego ao Hospital Santa Luíza e me encaminho direto para a recepção.
— Boa tarde, gostaria de saber em qual quarto está o senhor Njal Erickson — pergunto à recepcionista.
— Boa tarde, senhorita. Essa informação é restrita aos familiares. O que você é dele? — pergunta, profissional.
— Sou filha — respondo, já abrindo a bolsa para pegar minha identidade.
Entrego o documento a ela, que analisa com atenção, digita algo no computador e depois me entrega de volta, junto com um cartão de visitante.
— Ele está, neste momento, em cirurgia. Mas seus familiares estão na sala de espera do terceiro andar. É só virar à direita, pegar o elevador e seguir as placas — explica com gentileza.
— Obrigada — digo, já caminhando para o elevador.
No terceiro andar, avisto minha mãe sendo amparada por Alika. Do outro lado da sala, Andreas está sentado, visivelmente abatido. Meu coração aperta. Corro até minha mãe.
— Mãe, como ele está? — pergunto, a abraçando com força, deixando as lágrimas escaparem.
— Está melhor, filha. Mas o médico achou melhor colocar um stent — responde ela, voltando a se sentar.
— Obrigada por estar aqui com eles, amiga — digo, agora abraçando Alika.
— Não tem de quê. Você sabe que amo seus pais como se fossem meus — responde ela, doce.
— Hela, vamos comer algo na lanchonete. Desde que você chegou, não colocou nada no estômago — sugere Alika, levando minha mãe.
Sento-me ao lado de Andreas.
— E você, por que tá tão calado? — pergunto, tocando o braço dele.
Ele não responde de imediato, apenas me puxa para um abraço apertado e começa a chorar.
Retribuo o abraço e afago seu cabelo, tentando acalmá-lo. Ver meu irmão, sempre tão firme, naquele estado me destrói por dentro.
— Andreas, o que está acontecendo? Eu sei que o papai está melhor, só está colocando o stent por precaução... Mas tem algo a mais. Fala comigo — peço, suavemente.
Ele se afasta do abraço, enxuga os olhos e me encara.
— Mika... meu mundo está desmoronando nesses últimos dias. O pior é saber que boa parte disso é culpa minha. Nunca imaginei que meu egoísmo lá atrás causaria tanto sofrimento... em mim e nos outros — desabafa.
— Andreas, o que você fez? Me conta — insisto.
— Eu...
Mas somos interrompidos pela chegada de um médico.
— Parentes do senhor Njal Erickson? — pergunta ele, olhando ao redor.
— Somos filhos dele — respondo, me levantando junto com Andreas.
— Como está o nosso pai, doutor? — pergunta meu irmão.
— A cirurgia para implante do stent foi um sucesso. Daqui a vinte minutos, uma enfermeira virá buscá-los para levá-los ao quarto. Ele já está na sala pós-operatório — responde, com um leve sorriso.
— Obrigada, doutor — digo, aliviada.
— De nada. Agora, com licença, preciso ver outros pacientes — diz ele, saindo.
— Graças a Deus — digo, abraçando Andreas com força.
Nesse momento, mamãe e Alika retornam.
— O que foi que aconteceu? — pergunta minha mãe, com dois copos de café nas mãos.
— A cirurgia foi um sucesso. Em breve poderemos vê-lo — responde Andreas.
— Glória a Deus. Aqui, tomem o café que trouxe para vocês — diz Alika, entregando os copos.
Não sei se é impressão minha, mas há algo estranho no ar entre ela e meu irmão. Um olhar que se prolonga, um silêncio carregado de palavras não ditas. Mas deixo passar... por enquanto.
Minutos depois, a enfermeira chega.
— Podem me acompanhar, por favor.
Seguimos até o quarto onde papai está. Ao entrar, ele ainda dorme sob os efeitos do sedativo.
— Em breve ele acorda. Por favor, evitem barulho — pede a enfermeira antes de sair.
Nos entreolhamos, aliviados, e sentamos. O silêncio é mais leve agora. Mas há muitas verdades ainda esperando para sair — e sinto que uma delas está prestes a ser revelada.
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