PLÁGIO É CRIME*
Crime de violação aos direitos autorais no ART.184 - Código penal, que diz: Art. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1(um) ano, ou multa.
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SINOPSE
Mikaela...
— Mika, o que você está armando? — pergunta Alika ao me ver entrando em casa.
— Não estou armando nada. Só quero, finalmente, saber o que vocês dois têm para me contar — respondo, me sentando na poltrona e encarando os dois.
Eles trocam olhares desconfiados.
— Eu não tenho nada pra contar, não — diz Andreas, desviando o olhar.
Me levanto, cruzo os braços e me aproximo, sentindo o sangue ferver.
— Senta. Os dois. Agora! — ordeno com firmeza.
Eles se entreolham novamente e, após um breve momento de hesitação, obedecem, sentando-se lado a lado no sofá.
— Já que estão sentados, é bom começarem a falar. Porque a minha paciência está esgotada. Vocês dois não são crianças, são adultos. Então vamos resolver isso de uma vez. Fala logo o que tá entalado. Estou com fome e cada vez mais irritada — respiro fundo e volto a me sentar, encarando os dois com seriedade.
— É melhor a gente contar — diz Andreas, derrotado.
Alika respira fundo, olha para ele e começa a falar.
— Mika, você lembra que, na época do meu acidente, eu estava namorando o Andreas escondido, né?
— Lembro. Mas o que isso tem a ver com o que vocês querem me contar? Dá pra parar de enrolar? — digo, já inquieta.
— No dia do acidente, recebi uma mensagem do número do Andreas, marcando um encontro no apartamento dele. Dizia que a chave estaria no esconderijo. Cheguei lá, peguei a chave, entrei... e dei de cara com roupas espalhadas pelo chão. Fiquei paralisada. Mas continuei andando... e quando cheguei no quarto... — sua voz embarga — vi o Andreas transando com a Erin.
Eu arregalo os olhos, surpresa. Mas ela continua:
— Eu perdi o controle. Parti pra cima dele, gritando, batendo. Ele ficou sem reação. E quando fui pra cima da Erin, ele me segurou. E ela, aquela cobra, disse que tudo tinha sido uma aposta. Que o Andreas só ficou comigo pra ganhar uma aposta idiota com os amigos. E que eu era burra de achar que o "garoto popular" queria algo sério com a "nerd desengonçada".
Sem pensar, dou um tapa na cara do meu irmão.
— EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO, ANDREAS! — grito.
— Mika, para! — ele tenta segurar minhas mãos. — Me escuta, por favor!
— Calma, Mika... — diz Alika, me puxando para si. — Isso não foi o pior.
Eu olho para ela, engolindo em seco.
— O quê? Ele fez mais o quê, Alika?
— Quando saí correndo do apartamento, desesperada, acabei tropeçando e caindo da escada. Desmaiei. Acordei no hospital com o Andreas sentado ao lado da cama. Expulsei ele dali. Um médico entrou, me examinou... e foi quando me disse que, além do braço quebrado... eu tinha perdido um bebê. Um bebê que eu nem sabia que estava esperando.
— Alika... — murmuro, com lágrimas descendo dos olhos. A abraço apertado. — Como você passou por isso tudo sozinha e não me contou?
— Eu estava em pedaços, Mika. Pedi pro médico guardar segredo. Decidi que nenhum homem me faria passar por aquilo de novo.
Me afasto devagar e me viro para Andreas, com os olhos ardendo de raiva.
— Como você foi capaz disso? Se os nossos pais souberem, vão se envergonhar do filho que criaram.
— Eu sei que errei, Mika. E já pedi perdão à Alika. Eu era um idiota. Só me importava com popularidade. Não achei que uma aposta fosse destruir a vida de alguém. Mas destruiu. A dela... e a minha também.
— Você não era mais uma criança, Andreas. E se eu ver aquela Erin, juro que ela vai descobrir o que é inferno.
— Deixa isso no passado, amiga — diz Alika, com uma calma que eu não sei de onde ela tira. — Eu superei. Guardar mágoa não me levaria a lugar nenhum. Só me fazia mal. Hoje, falar disso me alivia. É como se eu finalmente tivesse tirado um peso das costas.
— Eu me sinto culpada por não estar com você naquele momento, Alika. Eu teria te apoiado.
— Não se culpe, irmã — diz Andreas, com a voz trêmula. — A única culpa é minha. Mas me perdoa. Por favor. Eu te amo, Mika.
Ele sai de casa logo em seguida, sem dizer mais nada.
— Perdoa ele, Mika. Não por ele. Por você. Não vale a pena guardar essa dor. Agora, vamos comer. — diz Alika, indo para a cozinha e colocando a comida que Andreas trouxe para esquentar.
Mas eu... eu não consigo comer.
Descobrir tudo isso me deixou sem chão. Me despedi da Alika e subi para o meu quarto. Tentei ligar para o Soren. Várias vezes. Só dava caixa postal.
Depois de muitas tentativas... adormeci com o coração pesado e a mente em turbilhão.
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