De volta a Beacon Hills, Lyra McCall enfrenta novos desafios. Coisas estranhas acontecem na cidade e ela acaba bem no centro de tudo.
Tudo o que não deveria...
Em breve, segredos terão que ser revelados. As vezes uma carinha bonita, esconde o pior d...
A floresta estava tranquila, o silêncio era agradável e tudo estava calmo, como deveria ser.
Um corpo emergiu do lago e se apoiou na beira procurando por onde se apoiar, buscando respirar tranquilamente.
Sua roupa estava rasgada e um pouco abaixo na sua cintura, tinha uma mordida... e ele sabia o que significava. Olhando para cima pode notar que era noite de lua cheia.
Era um novo começo.
***
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Estava sentada em um banco ao lado de Deaton, comecei a olhar uns vidrinhos ali e brincar com as luvas. A própria não médica. Dei uma risada baixinha, mas sabia que Deaton estava me olhando.
Gostava de passar meu tempo aqui, as vezes ajudava Deaton, as vezes ficava obtendo informações sobre o mundo sobrenatural, descobrindo novas informações, pegando conhecimento sobre esse novo mundo.
"Quer falar algo ou vai continuar brincando com basicamente venenos?" – perguntou olhando o vidro na minha mão.
Acônito roxo. Soltei rápido e olhei para ele.
"Eu vi uma raposa, a alguns dias" – Ele me olhou confuso – "nas visões, não um animal, uma pessoa com a aura de uma raposa em volta e na noite seguinte, vi uma mulher, parecia uma onça, algo assim. Não consegui ver os rostos, pareciam reais e eles estão sempre me olhando como se realmente me vissem, sabe?!"
"Já ouvi falar da raposa, se chamam kitsunes. Não entendo o porque de ter visto, mas se tratando de você, não é bom ignorar"
Assenti e continuei mexendo nos vidrinhos, estava de luva mesmo.
Ficamos conversando sobre alguns acontecimentos de Beacon Hills e as vezes sobre coisas normais, o fato de que era como se eu precisasse lembrar de algo e outras coisas, quando a porta da frente faz um barulho e vozes parecem estar brigando.
"Parecem malucos" falo vendo Deaton ir até lá, mas ele me olha rindo.
Pelo menos eu sei fazer ele ri. Me gabo por notar esse detalhe.
Stiles é o primeiro a aparecer, em seguida Scott, Deaton e Derek. Um alívio invade meu peito quando vejo que a caçadora não está junto.
"Lyra?"
"Sim?" – pergunto ainda mexendo nos vidrinhos.
"Achei que estava na escola."
"Stiles não contou que eu saí na mesma hora que ele?" – enfim olhei meu irmão – "Estranho. É tão fofoqueiro quando não tem que ser".
"Esqueci."
"Vamos ao que interessa."
"Lyra tem razão, depois vocês brigam para saber quem matou aula ou não" – Derek diz sem paciência como sempre.
"Kanimas são do tamanho de um ser humano médio. Tem escamas reptilianas verde-escuras; enquanto a forma Beta tem uma cauda longa, lisa e normal, a cauda de um Kanima tem uma extremidade arredondada que tem uma ponta afiada, que pode ou não ser também revestida pelo veneno de Kanima."
"Isso é ruim, parece muito ruim para mim e ficar paralisado não é algo que eu goste."
Todos encaram Stiles, mas dessa vez não falam nada, ele não estava errado de toda forma.
"Fora aquele hálito horrível daquela lagartixa de esgoto"
"Como assim?"
"A lobinho defunto, ele me paralisou também"
"Não vai esquecer esse apelido idiota?"
"Deveria?" – Ele lançou um olhar cortante para mim que ignorou com sucesso – "procurarei outro"
"Como paramos o kanima?"
"Ele é uma espécie de Metamórfo Sobrenatural, é uma Mutação do Lobisomem que não se transforma Completamente em Lobo até resolver seus problemas emocionais" – Deaton completa respondendo
"Temos que descobrir quais são esses problemas" – digo respirando fundo já prevendo a merda toda – "temos não né, vocês"
Eles começam a debater como faram para descobrir quem é o kanima e quais são os problemas. Desviei meu olhar deles tempo o bastante para ver um homem parado atrás de Stiles.
O susto foi suficiente para que eu apertasse o vidro de acônito na minha mão, fazendo com que ele se quebrasse e ferisse minha mão através da luva.
Todos me olharam assustados, mas Deaton entendeu o que houve, já havíamos conversado muito sobre isso.
"Disse para tomar cuidado, você pode se machucar" – tirou o objeto dali e limpou o acônito antes que pirasse os lobos do local.
Me levantei e lavei minha mão limpando o resto.
"Ok, vamos atrás desse animal."
"Eu discordo, mas ninguém vai me ouvir mesmo."
Todos foram saindo dali e eu fui em seguida, hora de ajudar em alguma coisa antes da loucura sugar todo o meu corpo.