De volta a Beacon Hills, Lyra McCall enfrenta novos desafios. Coisas estranhas acontecem na cidade e ela acaba bem no centro de tudo.
Tudo o que não deveria...
Em breve, segredos terão que ser revelados. As vezes uma carinha bonita, esconde o pior d...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Estava terminando de arrumar minhas coisas, algumas apenas jogando nas malas, outras arrumando com mais paciência, quando a princesa Fiona da casa entra no meu quarto sem bater, como sempre. E é inconveniente, como sempre. Além de ser uma vaca, como sempre.
"Seu pai não te deu permissão para viajar, até onde eu sei" – ela fala sentando na ponta da minha cama, ao lado da mala que eu estava arrumando.
"Não preciso de permissão para me livrar de você e nem dele. E até onde eu sei, já sou maior de idade e posso fazer o que eu quiser."
Digo pela milionésima vez, pelo milionésimo ano. Na verdade só perdi as contas de quantas vezes essa discussão aconteceu. Será que vacas tem perca de memória recente que essa merda não entra na cabeça dessa mulher?!
"Ele não vai deixar você ir e eu também não" – disse sussurrando em meu ouvido – "Acha que sua mãezinha vai te querer? Você não consegue passar duas horas fora de casa, não vai ter o apoio de ninguém fora daqui."
Me virei empurrando a mesma e dando um tapa em seu rosto fazendo com que ela caísse no chão, eu estava tremendo de raiva e essa vaca fazia o possível para que eu me irritasse da pior maneira possível. E ok. Eu admito ser explosiva... ás vezes e todas elas são sempre com essa vaca do meu lado.
"AH MEU DEUS" – gritou correndo em direção a porta. Com a mão no rosto e os olhos cheios de lágrimas. Quase fiquei chocada com a atuação tão bem feita – "RAFAEL, RAFAEL."
Olhei para aquela cara falsa e continuei arrumando minhas coisas, logo ouvi passos se aproximando e me preparei psicologicamente para aquele drama todo, mesmo discurso repreensivo, mesma cara de reprovação e decepção, e o mesmo de sempre. Atualmente chegava a ser engraçado toda a situação.
"O que está acontecendo?" – perguntou com sua falsa tranquilidade pré sermão.
"S-sua filha, ela... e-ela me bateu" – disse fazendo voz de choro.
Daí - me paciência. E lá vamos nós.
"Relaxa papaizinho, só dei um tratamento especial, para sua vagabunda especial" – resmungo sem olha-los.
"Você não tem o direito de bater na Daiane" – começou – "Você já tem dezoito anos e está na hora de amadurecer, não pode ficar agindo dessa forma com as pessoas, você anda muito explosiva e essa atitude de adolescente rebelde não é para você."
"Realmente, bem triste isso, já que não posso e essa atitude é completamente ridícula e inapropriada, vou embora."