Neela Dragomir é uma sobrevivente do grupo de Atlanta, uma garota cheia de vida, que protege os seus sem olhar para trás, que não tem medo de lutar e enfrentar o pior dos inimigos... Até que conhece Negan, o homem que matou a sua irmã e a quem ela j...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
- Dragomir! - Ezekiel fez uma vénia, sorrindo. Saí da moto e imitei o gesto dele, ganhando um olhar de Daryl que indicava claramente que ele me achava doida. - Sua majestade. - Eu disse. Jerry riu e o Rei se aproximou, me abraçando. Depois olhou Jerry e me indicou com o dedo. - Já falei que gosto dela? Jerry assentiu. Sorri e Daryl saiu da moto. - Desculpem atrapalhar o treatro, mas temos de falar. Ezekiel olhou ele e assentiu. - É grave? Daryl negou com a cabeça. - Não. Ainda tem aquele papel enorme das comunidades? Ezekiel sorriu, um sorriso enorme, como eu nunca vira.
Enquanto o Rei tratava de coisas relacionadas com as comunidades, com o Daryl, eu estava sentada na frente de uma mesa, com o cotovelo apoiado em cima dela. Na minha frente, segurando minha mão, estava um dos cavaleiros do Reino, Daniel, medindo forças comigo. Olhei nos seus olhos e sorri, enquanto ele fazia força, tentando derrubar meu braço. Algumas pessoas, á nossa volta, gritavam incentivando. Daniel fez uma careta e eu suspirei. - Quer desistir, Dany? - Perguntei. - Cala a boca, Dragomir. - Ele sorriu. Dei de ombros e fiz força, mais do que já estava fazendo, fazendo o braço dele ceder um pouco. Daniel me olhou, zangado, e fez mais força, sua mão apertando a minha. Percebi Daryl e o Rei se aproximando e pararem junto da gente. Ezekiel riu. - Você vai perder, Daniel. - Vou nada. - Falou o outro, em esforço. Daryl assentiu. - Ela pertencia á SWAT, você vai sim. Sorri e fiz força uma última vez, derrubando o braço dele sobre a mesa. Soltei ele e encostei na cadeira, todo mundo fazendo a maior gritaria, e sorri para o Daniel. Ele balançou a cabeça. - Tá... Você é boa. Assenti. - Eu sei, mas obrigada. Levantei, dançando, e todo mundo riu.
No dia seguinte, já em Alexandria, acordei bem cedo, cantando e dançando pelo meu quarto. Peguei roupas limpas e prendi o cabelo em una trança elaborada. Olhei uma das facas da minha irmã, que eu guardava na minha penteadeira, toquei nela e sorri. Levantei, coloquei minhas botas e saí do quarto. Daryl estava no cimo das escadas, se preparando para descer e franziu o cenho. - Que animação. Sorri, rodei junto dele e desci, indo na cozinha. - Onde vai tão cedo? - Perguntou Daryl entrando. Bebi o resto do meu café e olhei ele. - Ver o idiota. - Neela... Beijei a sua cabeça. - Não vai me impedir. Saí de casa, desci a rua e fui até á porta da cave, onde Gabriel já estava parado, segurando um prato de comida. Estiquei o braço e ele suspirou. - Chega, Neela. - Ele parecia querer ser gentil. Encarei ele. - Eu que digo quando chega. Me dá. Ele colocou o prato de comida na minha mão e eu desci, abrindo a porta e entrando. Desci as escadas e parei junto da porta da cela. Negan, deitado na sua cama, olhou para o lado, sorrindo quando me viu. Devagar, sentou e apoiou os cotovelos nos joelhos. - Bom dia, Neela. Saudades? Ergui o queixo. - Tinha esperança de que já tivesse morrido. Ele sorriu. - Seria um sonho. Assenti. - Seria mesmo. - Puxei a cadeira e sentei. - Sabe? Você está um farrapo. Negan estreitou os olhos. - Você também, aí dentro. - Indicou o meu peito. Senti vontade de socar ele, mas me mantive apenas ali, olhando ele. - Graças a você. - Sorri. Ele suspirou e depois passou a mão pelo rosto. - Quer saber? Chega dessa merda. Estou cansado disso tudo, preferia morrer. Veio me matar? Porque se veio anda logo, está atrasada seis anos. - E porque você iria querer morrer? - Porquê?! Já olhou bem para mim? Estou preso aqui, não posso sair, não posso morrer, não... De que vale a pena estar vivo? A cada dia que passa só quero morrer, pelo menos assim iria para junto da minha Lucille. Fiquei olhando ele e depois levantei. - Sabe? Eu queria matar você, sempre quis, mas acabei de perceber uma coisa. Ele ergueu a cabeça. - O que percebeu? - Que você já está sendo castigado e que ficar aí, assim, é muito pior do que morrer. - Assenti. - Isso é o bastante para mim. Dei as costas mas ele gritou. - Roménia! Volta aqui! Acaba com isso! Por favor. Parei e depois girei, me aproximando da cela de novo, olhando bem nos olhos dele. - Eu te odeio, não vou fazer esse favor para você. Você matou minha irmã, deixou ela virar e se orgulhou disso e fez questão de me ver sofrendo. Agora é a minha vez. - Você não é assim. - Ele disse. Sorri. - Você não sabe nada sobre mim, Negan. Nada. E pára de me chamar de Roménia! Meu nome é Neela! Dei as costas, mas depois parei e girei de novo, colocando o prato no chão. Negan me olhou. - Eu não consigo pegar. Sorri. - Não queria morrer? Saí da cave, trancando a porta. Subi as escadas e vi que Gabriel continuava ali e ergueu uma sobrancelha. Ergui as mãos. - Ele continua vivo, não se preocupa. - Neela... - Nem vem. - Me afastei. Avancei pela avenida e entrei em casa de novo. Dei dois passos e depois deixei que meus joelhos batessem no chão. Senti as lágrimas caindo pelo meu rosto. Eu perdera a minha irmã, a única familia que restara. Eu vira ela morrer, depois virar e tentar me matar... tudo isso nas mãos do Negan. Tudo isso porque tentei salvá-la do Santuário e ele ficou ofendido. Foi a forma que Negan achara para me torturar. E o pior era que ele tinha conseguido. Até hoje, seis anos depois, eu tinha pesadelos com isso. Até hoje eu ficara traumatizada. Eu o odiava com todas as minhas forças. Ele tirara tudo de mim. Soluçando, ergui a cabeça e limpei as lágrimas. Eu tinha de ser forte. Eu era forte. Levantei e respirei fundo. Eu era Neela Dragomir, uma antiga agente da SWAT, eu era uma sobrevivente, e eu tinha uma família enorme e amigos. Eu estava viva. E Negan não tinha qualquer poder sobre mim.