Neela Dragomir é uma sobrevivente do grupo de Atlanta, uma garota cheia de vida, que protege os seus sem olhar para trás, que não tem medo de lutar e enfrentar o pior dos inimigos... Até que conhece Negan, o homem que matou a sua irmã e a quem ela j...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
- Então vamos ficar aqui? Assenti. - Será melhor não irmos na rua hoje. Negan assentiu depois que eu contei sobre a mudança nos nossos planos. Continuei limpando minha faca, sentada no sofá, com uma das pernas para cima. Negan estava sentado nas escadas, olhando o nada. - E seu braço? Olhei ele e dei de ombros. - Está bem, obrigado. Ele assentiu e depois passou a mão pelo rosto. - Porque me devolveu a Lucille? Suspirei e parei de limpar, olhando ele. Dei de ombros. - Não sei bem. Você ajudou. - Hum, tá. Mas eu poderia ter matado você. Sorri. - Você não iria fazer isso. Negan franziu o cenho. - Como pode ter tanta certeza? - Ora. Você mesmo disse, que eu fui a que mais sofri nas suas mãos. Você roubou minha única família e me obrigou a assistir e a atirar nela. Agora, que está aqui e eu tenho de manter você vivo, você se sente péssimo. Nunca iria me matar. Porque eu estou aqui, mantendo você vivo mesmo odiando. Ele olhou para baixo e eu soube que estava certa. Depois ele ergueu a cabeça e me olhou. - Lamento, de verdade. Suspirei. - Não lamente, você gostou de me ver sofrer naquele dia. - Isso foi antes. Assenti. - Foi... Mas não muda o que você sentiu, o que eu senti e continuo sentindo. - Levantei. - E isso vai te perseguir para sempre. Segui na direção da cozinha e peguei um pedaço de barra de cereal, comendo. Negan entrou, parecendo um velho exausto. Revirei os olhos. - Não preciso de sombras atrás de mim. - Olha, eu só.... Estamos aqui, obrigados a viver juntos por um tempo. Você está sendo obrigada a me manter vivo então... - Deu de ombros. - Podemos recomeçar? Franzi o cenho. - O quê? Quer que eu recomeçe com um homem que eu odeio? Um assassino? Negan suspirou. - Neela... Inclinei a cabeça. - Você nunca me chama de Neela. Negan riu. - Verdade. Mordi o lábio e depois ergui a mão, pegando ele se surpresa. - Neela Dragomir, ex agente da SWAT e seu pesadelo em forma de gente. Negan me olhou, sorriu, e depois apertou a minha mão. - Negan Smith. Puxei ele para perto de mim e encarei. - Isso não muda o facto de você ser um assassino. Bati no seu ombro e saí dali.
Dancei com o ipod na mão e os phones de ouvido, escutando minha música, enquanto preparava o meu café da manhã. Cantei feito louca, girando e voltando na posição incial. Escutei algo, mas nem liguei, provavelmente era Negan no quarto. - Hey! - Gritou uma voz de trovão na cozinha. Puxei os phones e girei, vendo Negan me olhando. - Dá para parar com a gritaria?! - Disse, entrando. Revirei os olhos e coloquei os phones de novo, cantando. De repente, Negan tirou o ipod da minha mão e puxou os phones, desligando e guardando tudo. - Me devolve isso, seu idiota! Ele esticou a mão para cima, sabendo que era mais alto do que eu. - Não! Chega. Bufei de raiva, peguei meu café e sentei na mesa. Negan sentou na minha frente. - Você não pode escutar música sem cantar feito idiota? Olhei ele. - O único idiota que vejo aqui é você. Ele sorriu. - Mas vamos sair? Vou enlouquecer se ficarmos fechados mais um dia. - Pensei que já tinha enlouquecido. - Engraçadinha, você. Ri e terminei de comer, levantando e indo na sala. Vesti meu colete, coloquei minhas luvas e peguei a mochila. Negan já estava pronto e saímos, respirei fundo e olhei para os lados. Estávamos sozinhos. - Qualquer zumbi que surgir, olha as mãos deles. - Falei. Ele assentiu. - E vê se dessa vez não me obriga a salvar essa sua cabeça maluca. Empurrei ele. - Vai á merda.
Pulei para dentro da farmácia enquanto Negan ficava do outro lado, vigiando. Improvisei uns passinhos de dança enquanto lia uma das caixas de remédios. - Você nunca fica quieta? Olhei Negan e sorri. - Dificilmente. Enchi a mochila e depois pulei para fora da farmácia, passando por Negan. - Vamos? Passámos o dia vasculhando todas as lojas dessa rua e matando zumbis. Negan parecia diferente, agora que tinha Lucille de volta, mas nunca saiu de perto e nunca tentou me atacar. Mesmo assim, iria manter ele debaixo de olho. Parámos no meio da rua, tinha três zumbis vindo. Franzi o cenho e depois olhei Negan, erguendo a mão. - Posso? Ele olhou os zumbis e depois para mim, mas colocou a odiosa Lucille na minha mão. - Não quebra. - Pediu. Sorri. - Vou tentar. - E me afastei. - Hey. Rodei ela nas mãos, sentindo o peso e depois me aproximei de um dos zumbis, erguendo os braços e batendo na sua cabeça. Dei um passo atrás, olhando o taco. Aquilo fora... diferente. Ergui de novo e bati no segundo zumbi, acertando em cheio no seu rosto. Sorri e me aproximei do último zumbi, abrindo sua cabeça. Sacudi o sangue do taco, rodei ele e fiquei de frente para Negan, que não havia saído do lugar, afastado de mim. Ele negou com a cabeça. - Terminou? - Perguntou, erguendo a voz. Pulei e fui na sua direção, parecendo criança. Entreguei o taco a ele e sorri. - Valeu. - Me afastei. Ele sorriu mas me seguiu, colocando o taco no ombro. - Você gostou. Dei de ombros, tirando uma chiclete de um dos bolsos. - É... Até foi legal. - Legal? - Uhum. - Coloquei a chiclete na boca e olhei ele. - Prefiro minha arma. - Eu não preciso de munição. Revirei os olhos. - Vai ficar se achando? Ele riu do meu lado.
Assim que regressámos a casa, Negan entrou na minha frente. Fechei a porta e coloquei a mochila no chão. - Vou lá no meu quarto. - Falei. Ele assentiu e sentou no sofá, fechando os olhos. Entrei no quarto e tirei a roupa, indo no banheiro e entrando no duche, abrindo a água. Esfreguei cada centímetro de pele e cada fio de cabelo, até me sentir limpa. Saí do banheiro assim que terminei, com uma toalha em volta do corpo, mas assim que abri a porta, parei, levando um susto. Negan estava sentado na minha cama, apoiando os cotovelos nos joelhos. - O que você está fazendo aqui? - Gritei. - Sai! Ele me olhou. - Porque eu não posso chegar perto daqueles estranhos merdosos das peles? Rick tem medo que eu ataque eles, usando os falsos zumbis? Assenti. - Agora sai. - Porque eu faria isso? Revirei os olhos. - Porque você mesmo disse que teria sido melhor nos matar a todos. - Indiquei a porta. - Sai. - Tá... - Ele franziu o cenho, mas não se mexeu. Esperei, mas ele permanecia ali. Revirei os olhos. - Negan. Ele me olhou, sorriu e levantou, se aproximando da porta, mas depois me olhou. - Belas pernas. - E saiu do quarto. - Vai se fuder! - Gritei.